Rio de Janeiro, cidade olímpica

15 01 2016

 

 

GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962) Vista para o morro do Pão de Açucar, o.s.t. - 33 x 47. Assinado, localizado Rio e datado 1959

Vista do morro do Pão de Açúcar, 1959

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela, 33 x 49 cm





É Natal, os anjos anunciam…

23 12 2015

 

MORLAITER, Giovan Maria,Angel,1750s,Marble,Santa Maria della Consolazione, VeniceAnjo, c. 1750, Giovanni Maria Morlaiter (1699-1781),mármore, Santa Maria della Consolazione, Veneza




É Natal, os anjos anunciam…

21 12 2015

 

 

RAFFAELLO SanzioAnjo, 1501, [Fragmento do Retábulo Baronci] Rafael Sanzio, (1483-1520), óleo sobre madeira, 31x27cm, Pinacoteca Tosio Martinengo, Brescia




Natal, poema de Heitor Moreira

19 12 2015

 

 

Tarsila do Amaral, 1940 - NatalNatal, 1940

Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)

 

 

Natal

 

Heitor Moreira

 

Era noite de gala. Nos silvedos
Rondavam pirilampos indiscretos.
E a luz desses notívagos insetos
Dançava iluminando os arvoredos.

 

Sonambulava a terra e os seus penedos,
Beijados por alíseos desinquietos,
Eram como castelos irriquietos
Pompeando a graça austera dos rochedos.

 

No estábulo da Fé, vagindo ao vento,
Nasce de ventre santo e imaculado
A afirmação cristã do pensamento…

 

E nascera Jesus, para as torturas
De sopesar, sustento desvairado,
As nossas irmanadas desventuras.

 

Em: Ritmos e Rimas, Heitor Moreira, Rio de Janeiro: 1950

 

Heitor Moreira

 

Obras:
Templos de Sonhos, poesia
Ritmos e Rimas, poesia, 1950





Nossas cidades — Macapá

7 12 2015

 

 

UDO - Amapá - Macapá - Óleo sobre madeira datada de 1949, 45 cm x 53 cm Macapá, Paisagem com a Fortaleza de São José ao fundo, 1949

UDO — Udo Erich Knoff (Alemanha/Brasil, 1912-1994)

Óleo sobre madeira,  45 cm x 53 cm





Flores para um sábado perfeito!

5 12 2015

 

 

Arthur José Nísio (Curitiba PR 1906 - Curitiba 1974), Arranjo - Óleo sobre tela - 76 x 100

Arranjo, s.d.

Arthur José Nísio (Brasil, 1906 – 1974)

Óleo sobre tela, 76 x 100 cm





Minha foto do dia

10 11 2015

 

DSC00138[1]Fila para o cuscuz, Av. Rio Branco, Centro, Rio de Janeiro.

 

Hoje fui ao centro da cidade. Achei que o número de vendedores de comida havia aumentado. Muitas carrocinhas vendendo pipoca, cuscuz, docinhos, confeitaria em geral, biscoitos que não estavam lá há duas semanas. Deve ser a crise.  A mamãe da foto me atraiu.  Brincando com o menino nos ombros do pai, ela o distraía enquanto esperava a vez na fila do cuscuz. O menino se divertia com boas e sonoras risadas. [Avenida Rio Branco, RJ]





Imagem de leitura — Anônimo

25 10 2015

 

 

Marie_von_Sachsen-Weimar2Princesa Marie von Preußen numa cena em jardim romântico, 1838

Pintor alemão anônimo

Deutscher Kunstverlag Munique Berlim





Resenha: “O leitor do trem das 6h 27” de Jean-Paul Didierlaurent

8 10 2015

 

Aliberto BARONI (Brasil, 1911-1994) - Figuras no bonde - OST -CIE - 50 x 70 cm.Figuras no bonde

Aliberto Baroni (Brasil, 1911-1994)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 

Amantes da leitura em geral têm um fraco por histórias, romances, novelas em que livros são protagonistas ou fazem parte essencial da trama.  O leitor do trem das 6h 27 de Jean-Paul Didierlaurent já pelo título nos prepara para um deleite do gênero.  E é.   No entanto, essa é uma história cuja tema central talvez não seja livros mas o cultivo da amizade e do amor através da palavra escrita.

Sim, há um leitor que lê em voz alta páginas soltas de livros diversos, para uma plateia no trem da manhã. Muitos de seus ouvintes se encantam com as passagens escolhidas ao acaso: elas fazem a imaginação borbulhar, trazem excitação ao dia a dia e são capazes de preencher vidas que de outro modo poderiam ser alienadas. Um por um, cada ouvinte encontra sua verdade, sua história, na interpretação dos trechos de ficções  narrados pelo leitor do trem. É o que acontece com as irmãs Delacôte que eventualmente convidam o leitor do trem para sessões de leitura e entretenimento, para elas e amigos.

 

O_LEITOR_DO_TREM_DAS_6H27_1440449597523368SK1440449597B

 

Nesse pequeno romance de Jean-Paul Didierlaurent as palavras escritas são mágicas.  Elas são a chave do amor e da amizade.  Elas saram, purificam e restabelecem. Garantem companheirismo e fraternidade, benevolência e apego.  Os gestos de ternura, de simpatia, entre o leitor e seu colega Giuseppe, vítima de um acidente no trabalho,  são verdadeiras odes à mágica da palavra impressa. Até mesmo o leitor do trem, que solitário cultiva a companhia de um peixinho de aquário, eventualmente sucumbe à magia da palavra escrita e  por ela encontra o amor.

 

didierlaurentJean-Paul Didierlaurent

 

O mundo de Guylain Vignolles, funcionário de uma companhia de desencalhe de livros, parece inicialmente sem esperança, abjeto, rude e descortês.  Mas aos poucos testemunhamos os pequenos milagres, aqueles que acontecem quando prestamos atenção nas palavras impressas. E… surpresa!  Quase tudo se resolve. Hábil contador de histórias, Didierlaurent escreveu um conto de fadas para a nossa época. Há monstro, vilão, mágica, boas ações, madrinhas, princesa e final feliz. Que mais podemos querer para cultivar um bom astral?





Eu, pintor: Henri Matisse

17 09 2015

 

 

Henri_Matisse_Self-Portrait_in_a_Striped_T-shirt_(1906)Autorretrato com camisa de listras, 1906

Henri Matisse (França, 1864-1959)

óleo sobre tela,  55 x 46 cm

Kunst Statens Museum, Copenhagem