
Vista do morro do Pão de Açúcar, 1959
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela, 33 x 49 cm

Vista do morro do Pão de Açúcar, 1959
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela, 33 x 49 cm
Anjo, c. 1750, Giovanni Maria Morlaiter (1699-1781),mármore, Santa Maria della Consolazione, Veneza
Anjo, 1501, [Fragmento do Retábulo Baronci] Rafael Sanzio, (1483-1520), óleo sobre madeira, 31x27cm, Pinacoteca Tosio Martinengo, Brescia
Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)
Heitor Moreira
Era noite de gala. Nos silvedos
Rondavam pirilampos indiscretos.
E a luz desses notívagos insetos
Dançava iluminando os arvoredos.
Sonambulava a terra e os seus penedos,
Beijados por alíseos desinquietos,
Eram como castelos irriquietos
Pompeando a graça austera dos rochedos.
No estábulo da Fé, vagindo ao vento,
Nasce de ventre santo e imaculado
A afirmação cristã do pensamento…
E nascera Jesus, para as torturas
De sopesar, sustento desvairado,
As nossas irmanadas desventuras.
Em: Ritmos e Rimas, Heitor Moreira, Rio de Janeiro: 1950
Heitor Moreira
Obras:
Templos de Sonhos, poesia
Ritmos e Rimas, poesia, 1950
Macapá, Paisagem com a Fortaleza de São José ao fundo, 1949
UDO — Udo Erich Knoff (Alemanha/Brasil, 1912-1994)
Óleo sobre madeira, 45 cm x 53 cm
Arranjo, s.d.
Arthur José Nísio (Brasil, 1906 – 1974)
Óleo sobre tela, 76 x 100 cm
Fila para o cuscuz, Av. Rio Branco, Centro, Rio de Janeiro.
Hoje fui ao centro da cidade. Achei que o número de vendedores de comida havia aumentado. Muitas carrocinhas vendendo pipoca, cuscuz, docinhos, confeitaria em geral, biscoitos que não estavam lá há duas semanas. Deve ser a crise. A mamãe da foto me atraiu. Brincando com o menino nos ombros do pai, ela o distraía enquanto esperava a vez na fila do cuscuz. O menino se divertia com boas e sonoras risadas. [Avenida Rio Branco, RJ]
Princesa Marie von Preußen numa cena em jardim romântico, 1838
Pintor alemão anônimo
Deutscher Kunstverlag Munique Berlim
Aliberto Baroni (Brasil, 1911-1994)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Amantes da leitura em geral têm um fraco por histórias, romances, novelas em que livros são protagonistas ou fazem parte essencial da trama. O leitor do trem das 6h 27 de Jean-Paul Didierlaurent já pelo título nos prepara para um deleite do gênero. E é. No entanto, essa é uma história cuja tema central talvez não seja livros mas o cultivo da amizade e do amor através da palavra escrita.
Sim, há um leitor que lê em voz alta páginas soltas de livros diversos, para uma plateia no trem da manhã. Muitos de seus ouvintes se encantam com as passagens escolhidas ao acaso: elas fazem a imaginação borbulhar, trazem excitação ao dia a dia e são capazes de preencher vidas que de outro modo poderiam ser alienadas. Um por um, cada ouvinte encontra sua verdade, sua história, na interpretação dos trechos de ficções narrados pelo leitor do trem. É o que acontece com as irmãs Delacôte que eventualmente convidam o leitor do trem para sessões de leitura e entretenimento, para elas e amigos.
Nesse pequeno romance de Jean-Paul Didierlaurent as palavras escritas são mágicas. Elas são a chave do amor e da amizade. Elas saram, purificam e restabelecem. Garantem companheirismo e fraternidade, benevolência e apego. Os gestos de ternura, de simpatia, entre o leitor e seu colega Giuseppe, vítima de um acidente no trabalho, são verdadeiras odes à mágica da palavra impressa. Até mesmo o leitor do trem, que solitário cultiva a companhia de um peixinho de aquário, eventualmente sucumbe à magia da palavra escrita e por ela encontra o amor.
Jean-Paul Didierlaurent
O mundo de Guylain Vignolles, funcionário de uma companhia de desencalhe de livros, parece inicialmente sem esperança, abjeto, rude e descortês. Mas aos poucos testemunhamos os pequenos milagres, aqueles que acontecem quando prestamos atenção nas palavras impressas. E… surpresa! Quase tudo se resolve. Hábil contador de histórias, Didierlaurent escreveu um conto de fadas para a nossa época. Há monstro, vilão, mágica, boas ações, madrinhas, princesa e final feliz. Que mais podemos querer para cultivar um bom astral?
Autorretrato com camisa de listras, 1906
Henri Matisse (França, 1864-1959)
óleo sobre tela, 55 x 46 cm
Kunst Statens Museum, Copenhagem
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