Flores para um sábado perfeito!

21 10 2017

 

 

TULIO MUGNAINI. Copo de leite - o.s.t. - 55 x 45 cm - assinado e datado 1971 no cid.Copos de leite, 1971

Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)

óleo sobre tela, 55 x 45 cm





Imagem de leitura — Edward Hopper

20 10 2017

 

 

EdwardHopper -- The Barber Shop, 1931Barbeiro, 1931

Edward Hopper (EUA, 1882-1967)

óleo sobre tela, 152 x 198 cm

Coleção Particular





Eu, pintora: Doris Clare Zinkeisen

19 10 2017

 

 

NPG 6487,Doris Clare Zinkeisen,by Doris Clare ZinkeisenAutorretrato, 1929

Doris Clare Zinkeisen (Grã-Bretanha, 1898-1991)

óleo sobre tela, 107 x 86 cm

National Portrait Gallery, Londres





Nossas cidades: Itanhaém

17 10 2017

 

ORLANDO BIFULCO. Matriz de Itanhaem - o.s.t. - 34 x 26 cm - assinado no cid.Matriz de Itanhaém

Orlando Bifulco (Brasil, 1937)

óleo sobre tela, 34 x 26 cm





Resenha: “NW” de Zadie Smith

16 10 2017

 

 

The tube stationEstação do metrô, c. 1932

Cyril Edward Power (GB, 1872-1951)

Gravura em linóleo, 29 x 35 cm

 

Há tempos meu marido insiste que eu leia Zadie Smith.  Por isso tenho ambos Dentes brancos e Sobre a beleza, em português e inglês. Mas não foi por aí que conheci a autora. Meu grupo de leitura votou por ler NW  e fiquei entusiasmada.  Sabia que era uma autora excepcional.  Talvez eu tenha exagerado na expectativa, porque achei NW um livro bom mas com problemas. Pelo menos não me agradou como esperava.

O próprio título sugere que o personagem principal de NW não é uma pessoa, mas um lugar: a região de Londres habitada em sua maioria por imigrantes da Jamaica, Irlanda, Índia, China, que se encontra exatamente a noroeste na cidade. É uma área mais pobre, com cultura própria, internacional, ecumênica e, aqui, descrita de maneira vívida e realista. No entanto, às vezes a atenção aos detalhes parece esconder a trama, ou ela é inexistente. Por isso, por ser a história de um local, a narrativa vai para todo lado, sem direção e o texto é picado ainda que às vezes lírico. Não é fácil de seguir, não é user friendly. Mas prende.  Seduz.  Envolve como a atmosfera de um lugar parece rodear tudo o que ali se faz. Lembra maresia em cidade praiana, ou o ar cinza de uma cidade com minas de carvão.  No noroeste de Londres, a colcha de retalhos de culturas se ajustando à inglesa produz uma cacofonia própria, barreira transponível só depois de imersão profunda.

 

NW_1396657414B

 

Há quatro personagens, amigos que se conhecem de infância (Leah, Natalie, Félix e Nathan), vidas comuns, que seguimos através de sketches do dia a dia, em staccato, numa narrativa não linear. Mesmo assim, eles são bem desenvolvidos, tridimensionais, existem em nossa imaginação bem caracterizados.  Eles dão apoio a observações sensíveis que consideram preconceitos de classe e raça.

Talvez a mais impressionante característica desse livro sejam os habilidosos diálogos, que soam verdadeiramente “como se fala” [imagino o trabalho que devem ter dado para traduzir], com o impromptu de interrupções de pensamento e lógica. De fato, Zadie Smith parece querer trazer o caos das conversas simultâneas das grandes metrópoles para perto de nós. Esses diálogos, cheios de gírias e de coloquialismos ecoam a desordenada linha narrativa e ajudam o entendimento do caos que envolve os moradores dos grandes centros urbanos.  Também retrata, em paralelo à conturbada vida citadina, a monotonia de vidas que seguem rotinas por vezes insensatas e o tédio que as permeia. O resultado é um livro que leva à introspecção, apesar do ‘barulho’ que o cerca.

 

01836_ggZadie Smith

 

Difícil dizer porque, mesmo assim, achei esta obra digna de quatro estrelas de um total de cinco.  É como se fosse um voto de confiança. Sinto em Zadie Smith uma escritora que tenta ultrapassar os limites da narrativa linear.  Quase cubista, vendo o mundo por diversos ângulos simultaneamente, ela nem sempre tem sucesso.  O resultado, por mais difícil que a leitura tenha sido em partes, é ainda acima da média dos romancistas que conheço.  Talvez não tenha sido a melhor maneira de ser apresentada à escritora. Mas se este livro marca, deixa vínculo, fica na memória, nada mais lógico do que ler e esperar mais da escritora.  Agora irei em “busca do tempo perdido”. Neste fim de ano  vou me dedicar à leitura de Dentes brancos e/ou  Sobre a beleza.  Estou certa de que não me decepcionarão.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.





Flores para um sábado perfeito!

14 10 2017

 

 

Colette Pujol (1913-1999)Vaso de flores azul

Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Trova do banqueiro

14 10 2017

 

bancoIlustração, ©Walt Disney

 

 

O trabalho do banqueiro

está no seu jogo impuro:

tem lucro com meu dinheiro

e ainda me cobra juro.

 

(Olympio Coutinho)





Imagem de leitura — Anthea Craigmyle

13 10 2017

 

 

Anthea Craigmyle (GB, 1933-2016) Alison lendo à janela, osplaca, 15 x 15 cmAlison lendo à janela

Anthea Craigmyle (GB, 1933-2016)

óleos sobre placa, 15 x 15 cm





12 de outubro de 1492: Descoberta das Américas

12 10 2017

 

 

Salvador Dali (Espanha, 1904-1989) A descoberta da América,  1959, ost, 410 x 284 cm, Museu de  São Petersburg o, Florida.jpgA descoberta da América,  1959

Salvador Dali (Espanha, 1904-1989)

óleo sobre tela,  410 x 284 cm

Museu de Salvador Dali

São Petersburgo, Flórida, EUA





Dia das crianças, brincadeiras na arte!

12 10 2017

 

 

Ricardo Ferrari,2010,Curva da Ladeira100 x 150 cm – OSTCurva da ladeira, 2010

Ricardo Ferrari (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 100 x 150 cm

 

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925) Criança brincando,Óleo sobre tela,70 x 50 cmCriança brincando, 1999

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)

Óleo sobre tela, 70 x 50 cm

 

ACOSTA, Milton - Menina Pulando Corda - OST - 61 x 50 Ass. C1950.Menina Pulando Corda, c. 1950

Milton Dacosta (Brasil, 1915 – 1988)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm

 

francisco amêndola, menina-da-bicicleta-figura-1950-50-x-60-cm-1-bienal-de-sc3a3o-paulo-19511Menina da bicicleta, 1950

Francisco Amêndola (Brasil, 1924 -2007)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

Exposição da Bienal de São Paulo, 1951

 

MARÇAL ATHAYDE (1963) - Brincadeira de roda, o.s.t. 0,75 X 1,24 m.Brincadeira de roda

Marçal Athayde (Brasil, 1962)

óleo sobre tela, 75 x 124 cm

 

NewtonRezende(1912-1994)PeladademeninosnumapraiaperdidadeNiteroi,ose,31x40Pelada de meninos numa praia perdida de Niterói

Newton Rezende (Brasil, 1912-1994)

óleo sobre eucatex, 31 x 40 cm

 

Pedro Souza (Brasil, 1947)Menina com boneca, oleo sobre tela 50x70cm com moldura.Menina com boneca

Pedro Souza (Brasil, 1947)

óleo sobre tela,  50 x 70 cm

 

SAMI MATTAR (1930),Cama de gato,1974,ost,55 X 46Cama de gato, 1974

Sami Mattar (Líbano/Brasil, 1930)

óleo sobre tela, 55 X 46 cm

 

Send40437_54x65 armando sendinCastelos de areia, década 1990

Armando Sendin (Brasil, 1928)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm

 

Orlando Teruz, Menina jogando peteca, 1972, ost, 93x74cmMenina jogando peteca, 1972

Orlando Teruz (Brasil, 1902 -1984)

óleo sobre tela, 93 x 74 cm

 

NEY CARDOSO - Menina e bambolê óleo sobre tela 27 x 22 cm. Assinado e datado no canto inferior esquerdo, 1985.Menina e bambolê, 1985.

Ney Cardoso (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela,  27 x 22 cm

 

Ivan Cruz efone de Lata II”, pintado em 2005Telefone de lata II, 2005

Ivan Cruz (Brasil, 1947)

acrílica sobre tela

 

Djanira - Crianças e Patinete, óleo sobre tela, medindo 46 x 38 cm, assinado no C.I.D., consta no verso etiqueta da Galeria Continental de 1972.Crianças e patinete, 1972

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

óleos sobre tela, 46 x 38 cm

 

Feliz dia das crianças!