Eu, pintor: Paul Gustave Fisher

5 07 2018

 

 

Paul Gustave Fisher (Dinamarca,) autoretrato, 1909, ost, 41 x 38 cm, col part.Autorretrato, 1909

Paul Gustave Fisher (Dinamarca, 1860-1934)

óleo sobre tela, 41 x 38 cm

Coleção Particular





Lendo: “O museu do silêncio” de Yoko Ogawa

4 07 2018

 

 

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Lendo:

O MUSEU DO SILÊNCIO

Yoko Ogawa

Estação Liberdade: 2016, 304 páginas

 

SINOPSE:

Os museus têm como pressuposto guardar objetos de valor histórico ou científico para fins de exibição pública, de modo a registrar à posteridade a importância que eles tiveram para a humanidade num período determinado. Mas como seria no caso de um museu que tivesse como objetivo preservar lembranças de pessoas que morreram? Essa é a essência da trama proposta pela japonesa Yoko Ogawa neste O Museu do Silêncio, primeira amostra da produção da autora que a Estação Liberdade traz ao público brasileiro.

O sonho de dar cabo ao Museu do Silêncio é de uma velha que vive com a jovem filha e um casal de empregados. Um museólogo – narrador da história – é contratado por ela para tirar o projeto do papel. De personalidade hostil e sem o menor traquejo social, a velha tem lá suas idiossincrasias, sobretudo em relação ao tipo de conteúdo que planeja para o museu: as lembranças dos mortos precisam ser representativas do que eles foram em vida. Uma peça de roupa, uma fotografia sorridente – nada disso. Não se trata de preservar lembranças afetivas. Cada objeto do museu precisa ser a metáfora perfeita da existência do finado.

No caso do homem cego, por exemplo, só mesmo seu olho de vidro serve às intenções da velha. E o museólogo – nenhum dos personagens do livro é nomeado – tem que se virar para recolher esse tipo de “relíquia” dos corpos moribundos. Para se familiarizar com essa macabra tarefa, o museólogo conta apenas com a ajuda da filha da chefe, por quem nutre sentimentos paternais… ou nem tanto. E, não bastassem o mau humor e as grosserias da velhota, ele ainda tem de lidar com uma chocante onda de assassinatos de mulheres da região, marcados pela característica comum de apresentar os corpos das vítimas mutilados numa região bem específica.

O Museu do Silêncio é uma obra de suspense, bastante simbólica da produção de Yoko Ogawa, escritora japonesa contemporânea muito saudada no Ocidente. Sua literatura é excêntrica, preterindo tons e temas ternos e etéreos por aqueles mais duros e polêmicos, não raro flertando com o grotesco. Neste livro, ela também opta por ambientar a trama em tempo e local não identificados, o que contribui para diluir os eventuais estranhamentos culturais intrínsecos às suas origens nipônicas, e assim consolidar sua voz de alcance universal.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

4 07 2018

 

 

Clovis Pescio - Natureza morta - Óleo sobre tela - datado de 1999 - acid - sem moldura - 50x70cmNatureza morta, 1999

Clóvis Pescio (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm





“O pranto da inocência”, poesia de José Joaquim Cândido de Macedo Júnior

2 07 2018

 

 

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O pranto da inocência

 

José Joaquim Cândido de Macedo Júnior (1842 – 1860)

 

Quando cismas, donzela, no teu rosto

Que linda per’la suspirando corre!

— Pranto dourado que não diz desgosto,

Que num sorriso no teu seio morre!

 

Mimo dos anjos que tua alma prende

Aos céus ridentes nesse doce encanto,

Lágrimas d’ouro que teu peito incende,

Que o amor celeste se traduz num pranto!

 

E a gota pura vem cantar um hino

Que os anjos n’alma te murmuram rindo,

Pérola branda diz um som divino

Que o peito entoa em murmurejo infindo!

 

Bela — do altar do teu virgíneo seio

Deixa esse orvalho de dulçor correr;

Minh’alma treme nesse brando enleio,

Ai! vai por ele nos teus pés morrer!

 

Chora! a inocência te sorri no choro,

São risos virgens de infantis amores,

São doces hinos de um celeste coro,

Dizem — enleios — mas não dizem dores.

 

Teu pranto puro beberão os anjos

Num doce anseio de inocente medo,

Teu sol — ó virgem — só serão arcanjos

— Teu lábio os beije no infantil segredo.

 

Chora, donzela, de teu níveo seio

Deve esse orvalho de dulçor correr;

Minh’alma treme nesse doce enleio,

Vai por teu pranto nos teus pés morrer!

 

 

Em:  O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 2,  11 de setembro de 1859, p.12. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 32.





Domingo, um passeio no campo!

1 07 2018

 

 

Rene Silvio Tomczak, Óleo sobre tela, 50x60cmPaisagem

Rene Silvio Tomczak(Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





O grupo de leitura “Ao Pé da Letra” recebeu o escritor carioca Marco Machado

29 06 2018

 

IMG-20180624-WA0029Marco Machado se encontra com o Grupo de Leitura Ao Pé da Letra, junho 2018.

 

 

O encontro de junho de 2018 do grupo de leitura Ao Pé da Letra foi marcado pela visita do escritor Carioca Marco Machado, autor do livro Be Rio. Quando teve a oportunidade de expandir os horizontes do grupo sobre as lendas dos índios Tupinambás, os ensinamentos filosóficos da Índia e mostrar como estamos todos interligados na nossas lendas e que elas mostram o caminho para o autoconhecimento.

 

20180624_181929Marco Machado se encontra com o Grupo de Leitura Ao Pé da Letra, junho 2018.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

27 06 2018

 

 

ARMANDO PACHECO - NATUREZA MORTA, ÓLEO SOBRE TELA, DATADO 1947, MEDINDO 50 X 60 CM E 68 X 80 CM

Natureza morta com cesto,chuchu, couve, cebolas, tomates, 1947

Armando Pacheco (Brasil, 1913-1965)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Domingo, um passeio no campo!

24 06 2018

 

 

E. VALENTA (BAHIA-1900). Paisagem com Casario, Camponês e Cãozinho, óleo s tela, 60 X 70. Assinado no c.i.ePaisagem com casario, camponês e cachorro

E. Valenta (Brasil, 1900 – ?)

óleo sobre tela, 60 x 70 cm

 





Flores para um sábado perfeito!

23 06 2018

 

 

GEORGINA DE ALBUQUERQUE - Vaso de Flores, O.S.T, assinado no canto inferior esquerdo.45x37 cm.Vaso de flores

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela, 45 x 37 cm





Lendo: “Jesus Cristo bebia cerveja”, de Afonso Cruz

20 06 2018

 

 

DSC03854aJESUS CRISTO BEBIA CERVEJA

Afonso Cruz

Alfaguara: 2014, 248 páginas

 

SINOPSE

“Um verdadeiro escritor, tão original quanto profundo, cujos livros maravilham o leitor, forçando-o a desencaminhar-se das certezas correntes e a abrir-se a novas realidades.” – Miguel Real, Jornal de Letras

Filha de um camponês e de uma mulher vinda da cidade, Rosa passou toda a vida no interior de Portugal. Após a morte dos pais, ela fica responsável por cuidar da avó, Antónia, uma senhora idosa que já não escuta bem e precisa de assistência frequente.

Rosa é uma garota linda, e acima de tudo determinada. O último desejo da avó é conhecer Jerusalém. Pois bem; empenhada em realizar este último pedido, e sabendo que a avó não pode mais viajar, a jovem decide levar a Terra Santa até ela; ou melhor, a transformar uma pequena aldeia numa Jerusalém cênica. Mas Rosa não sabe que essa operação irá colocar outras peças em movimento, que mudarão sua própria vida.

Afonso Cruz é um dos autores mais brilhantes da nova geração de escritores portugueses. Com um estilo envolvente, em Jesus Cristo bebia cerveja, o autor fala de acontecimentos que transformam o ser humano, num livro sobre amor, desejo e sacrifício.