Eu, pintora: Milly Childers

31 07 2018

 

Milly_Childers,_by_Milly_ChildersAutorretrato, 1889

Milly Childers (Inglaterra, 1866 – 1922)

óleo sobre tela, 92 x 68 cm





Imagem de leitura — Sonia Gansterer

28 07 2018

 

 

Sonia Gansterer, (Austria, 1968.) Onde você diz que é o paraíso -wo du erzählst wird himmel, 2010, ast,140 x 80 cm --www.soniagansterer.atOnde você diz que é o Paraíso?, 2010

Sonia Gansterer (Áustria, 1968)

acrílica sobre tela, 140 x 80 cm

 





Minutos de sabedoria: Provérbio Italiano

28 07 2018

 

 

46b2c0f3941037c38e1779467e3ef6c2--vintage-romance-vintage-artIlustração Arthur Sanoff.

 

 

“O amor faz passar o tempo; o tempo faz passar o amor”.

 

Provérbio italiano





Trova das garças

28 07 2018

 

898339832-612x612

 

 

Em bando sutil, as garças,

pontilhando o lamaçal,

são quais pérolas esparsas,

adornando o pantanal.

 

(Dorothy Jansson Moretti)





Flores para um sábado perfeito!

28 07 2018

 

 

Raquel Taraborelli (Brasil, 1957) Dálias Impressionistas - Pintura de Flores ost 100x100Dálias Impressionistas

Raquel Taraborelli (Brasil, 1957)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm

www.raqueltaraborelli.com





Eu, pintor: Paul Delvaux

26 07 2018

 

 

Delvaux narrator-1937O narrador, 1937

[Autorretrato]

Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)

óleo sobre tela, 70 x 80 cm

Académie Royale des Beaux-Arts, Bruxelas





Imagem de leitura — Virgilio Guidi

24 07 2018

 

 

Virgilio Guidi (1891-984) Mulher lendoMulher lendo, 1929

Virgilio Guidi (Itália, 1891-1984)

óleo sobre madeira

 





Dez anos de blog Peregrina Cultural!

24 07 2018

 

 

aniversario vovo donalda, disneyVovó Donalda faz anos, ilustração Walt Disney.

 

Em meados de junho de 2008, ainda sem grande comprometimento, comecei o Peregrina Cultural.  Minha intenção era, e ainda é, levar ao conhecimento de um público maior, para além de especialistas, imagens da arte brasileira.  Naquela época havia pouco, muito pouco na internet, de graça, que cobrisse este aspecto.  Não havia um banco de imagens da arte brasileira em geral. E certamente muito pouco da arte chamada acadêmica.  Quis trazer ao público também parte do que havia sido descartado dos textos educacionais do passado que pudessem ser utilizados por educadores em escolas através do país.  Textos das antologias dos anos 40, 50, 60, 70 eram muito mais ricos em vocabulário, mais literários do que os que alunos leem hoje, infelizmente. E parece que acertei quando mostrei isso aos professores contemporâneos.  Nem todos, mas muitos sentiram essa necessidade.

Tive muito, muito sucesso.  De verdade.  Mais sucesso do que esperava e alguns dos meus textos (assinados por mim) foram liberados para uso nas escolas de vários estados do Brasil, Rio Grande do Sul tomando a liderança neste quesito.

Aos poucos a internet no Brasil mudou de perfil.  Mais pessoas se interessaram em compartilhar conhecimento. E com isso comecei a me dedicar mais a resenhas literárias e obras de arte, do que em trazer novidades arqueológicas, de pesquisa histórica ou curiosidades científicas porque outros blogs de muito sucesso preenchiam esta lacuna.  Muitos deles com mais de uma pessoa no gerenciamento.  Poucos descobrem que há uma única pessoa por trás de todas as postagens da Peregrina.  Manter-me como única contribuinte ajudou a dar consistência e sobretudo manutenção contínua.

Em dez anos este lugar se tornou meu canto de reflexões.  É um passatempo, um lugar para onde venho quando fujo da realidade. Construo-o tijolo por tijolo, nos dias bons e nos não tão bons.  É um prazer.  É também um prazer ter tido neste período (desde que comecei a contar) mais de 10.000.000 de visitantes, e ter mais de 3.000 seguidores.

Mantive o mesmo arranjo através dos anos, com uma foto de pescadores na praia de Copacabana no topo, porque é assim que me sinto, pescando e compartilhando imagens e ideias.  Escrevo pouco sobre minha vida.  Gostaria de fazer mais, mas há melhores escritores de blogues por aí.  Ocasionalmente sou tomada por uma lembrança ou uma experiência que desejo mostrar ao mundo.  Pago ao WordPress para não ter anúncios, é um luxo que me dou para manter o foco no que posto.

Devo muito ao incentivo que recebi dos meus leitores, que são uns poucos milhares por dia.  Mas já é bastante, muito mais do que um dia sonhei.  Agradeço também a todos que comentam, que  levam as postagens para outros blogs.  Acredito que conhecimento é para ser dividido.  Enfim, se não fosse por minha amiga Lígia Guedes, do blog Nós Todos Lemos, que me alertou a necessária comemoração, eu provavelmente não o teria feito.  Sei que blogs andam mudando, que o Instagram está tomando o lugar deles, mas aqui ainda é um lugar onde muitos vêm procurar informações e enquanto puder mantê-lo o farei. Entrar aqui e postar é um hábito, como para muitos é tomar um drinque, ler o jornal, tirar uma soneca após o almoço.

Muito obrigada pelo apoio, pelas visitas, pelas ideias, pelo carinho de todos vocês!
E vamos em frente.

 

 





Nossas cidades: São Paulo

24 07 2018

 

 

Fernando Naviskas (Brasil, 1961 Viaduto Santa Ifigênia,

Viaduto Santa Ifigênia, SP

Fernando Naviskas (Brasil, 1961)

 





“No convento”, poesia de Lucilo Antônio da Cunha Bueno

23 07 2018

 

 

EMIDIO MAGALHÃES (1905-1990) Portão de convento em Salvador - BA,ost,38 X 48Portão de convento em Salvador – BA

Emídio Magalhães (Brasil, 1905-1990)

óleo sobre tela, 38 X 48 cm

 

 

No convento

 

Lucilo Antônio da Cunha Bueno (1886-1938)

 

Alta noite o mar batendo frio

Nas paredes do longo Monastério,

Junta ao perfil tão pálido e sombrio

A sombra ideal e vaga do Mistério.

 

Passa horas mortas — devagar — esguio,

Rondando a calma desse cemitério,

O olhar da Monja, desolado e frio

Como aquelas paredes do Ascetério.

 

Naquele paredão encanecido,

Soluça em vão o tétrico gemido

Das almas que padecem satisfeitas.

 

Nada penetra na Solidão, e quando

Vem o Sol o horizonte arroxeando,

Choram em coro, as ilusões desfeitas.

 

 

Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 243.

 

Vocabulário:

Ascetério — lugar próprio para a meditação e para a vida ascética; convento, mosteiro.

Encanecer — envelhecer, ficar com os cabelos brancos