Outono: Robert Frost

7 06 2023

Floresta outonal com casas

Walter Moras (Alemanha,1856 – 1925)

óleo sobre tela, 60 x 100 cm

 

“Minha tristeza, quando está aqui comigo, pensa que esses dias  escuros, chuvosos do outono são tão bonitos possível; ela ama a árvore ressequida, nua; e caminha pela trilha encharcada do pasto.” 

 

Robert Frost

Do poema:  My November Guest

 

tradução: Ladyce West

 
 
 
My November Guest
 
Robert Frost  (1874 –1963)
 
My sorrow, when she’s here with me,
     Thinks these dark days of autumn rain
Are beautiful as days can be;
She loves the bare, the withered tree;
     She walks the sodden pasture lane.
Her pleasure will not let me stay.
     She talks and I am fain to list:
She’s glad the birds are gone away,
She’s glad her simple worsted grey
     Is silver now with clinging mist.
The desolate, deserted trees,
     The faded earth, the heavy sky,
The beauties she so truly sees,
She thinks I have no eye for these,
     And vexes me for reason why.
Not yesterday I learned to know
     The love of bare November days
Before the coming of the snow,
But it were vain to tell her so,
     And they are better for her praise.
This poem is in the public domain.

Nota: Robert Frost está entre os muitos poetas americanos que admiro.  Tenho um cantinho de meu coração reservado para seu domínio.  E quanto mais admiro mais difícil se torna a tradução porque sei de conotações que ligam à obra inteira do escritor.





Curiosidade literária

6 06 2023
Ilustração de Beatrix Potter.

 

 

O livro mais famoso de Beatrix Potter, As aventuras de Pedro, o Coelho, publicado em 1901, foi rejeitado por seis editores diferentes.  Era baseado nas histórias que Beatrix havia criado, contado e ilustrado para seus irmãos: Eric e Noel.  Depois de quase dez anos contando histórias e ilustrando-as, com incentivo da mãe dos meninos, Annie Moore, Beatrix tomou coragem para publicar o que criara.  Não obstante tanta rejeição, a escritora inglesa, determinada, insistiu no projeto, publicando por si própria esse livro que a tornou famosa.  Publicou e distribuiu duzentas e cinquenta cópias.  Todos os volumes foram para amigos e família.  Dentre esses,  estava Sir Arthur Conan Doyle, autor do famoso Sherlock Holmes, publicado em 1899.  Conan Doyle começou a comprar mais volumes.  Comprou e comprou.  Não foi o único a gostar das histórias.  Beatrix  foi imprimindo cada vez mais livros até que finalmente uma editora tradicional Frederick Warne & Co. se interessou pela publicação. Potter já estava por volta dos trinta e cinco anos quando conheceu fama e sucesso.

 

 





Nossas cidades: Catas Altas

5 06 2023

Ladeira em Catas Altas, MG, 2007

Baptista Gariglio (Brasil, 1961)

óleo sobre tela colada em placa, 33 x 45 cm





Em casa: Serge Marshennikov

4 06 2023

Sem título

Serge Marshennikov (Rússia, 1971)

óleo sobre tela





Passeio de domingo: casa de campo, montanha ou costa?

4 06 2023

Casa com flores

Marie Nivouliès de Pierrefort (França-Brasil, 1879 -1968)

óleo sobre tela, 40 x 32 cm

Mar adentro, 2022

Sergio Berber (Brasil, 1941)

óleo sobre tela,  70 x 140 cm

Paisagem com  figuras

Raul Deveza (Brasil, 1891-1952)

óleo sobre tela, 57 x 69 cm





Imagem de leitura — Ekaterina Chinenova

4 06 2023

Avô e neta

Ekaterina Chinenova (Rússia, 1984)

óleo sobre tela, 97 x 148 cm





Flores para um sábado perfeito!

3 06 2023

Vaso de flores

José Traboulsi (Brasil, 1912 – 2002)

óleo sobre tela,  65 x 55 cm

 

 

Vaso de flores com crianças, 1981

Marysia Portinari (Brasil, 1937)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm





Outono: P. D. James

2 06 2023

Outono em Cornwall, 1925

Walter Elmer Schofield (EUA, 1866-1944)

óleo sobre tela

 

 

 

“Era um daqueles dias ingleses de outono perfeitos que acontecem com mais frequência na memória do que na vida.”

 

P.D. James (A Taste for Death (Adam Dalgliesh, #7))

 

Tradução: Ladyce West

 

-.-.-.

“It was one of those perfect English autumnal days which occur more frequently in memory than in life.”
P.D. James (A Taste for Death (Adam Dalgliesh, #7))

 





Rio de Janeiro: entre mar e montanhas

2 06 2023

Dois Irmãos e Pedra da Gávea, 1964

[Vista da Lagoa Rodrigo de Freitas]

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre tela, 60 x 77 cm





Outono: Helen Bevington

1 06 2023

Uma estrada do interior no outono, 1918

Edward Wilkins Waite (Grã-Bretanha, 1854-1924)

óleo sobre tela

 

 

 

“O estímulo sazonal é forte entre poetas. Milton escrevia sobretudo no inverno.  Keats esperava que a primavera o acordasse (como havia feito anteriormente nos meses de abril e maio de 1819). Burns escolheu o outono.  Longfellow gostava do mês de setembro. Shelley brilhava nos meses quentes.  Alguns poetas, como Wordsworth,  trabalhavam ao ar livre. Outros, como Auden, permaneciam em lugares com cortinas fechadas. Schiller precisava do perfume de maçãs apodrecidas  à sua volta para escrever um poema.  Tennyson e Walter de la Mare tinham que fumar.  Auden bebia muito chá, Spencer café; Hart Crane álcool. Pope, Byron e William Morris eram criativos às altas horas.  E assim por diante.”

 

Helen Bevington (When Found, Make a Verse of)

 

Tradução: Ladyce West

 

-.-.-.

“The seasonal urge is strong in poets. Milton wrote chiefly in winter. Keats looked for spring to wake him up (as it did in the miraculous months of April and May, 1819). Burns chose autumn. Longfellow liked the month of September. Shelley flourished in the hot months. Some poets, like Wordsworth, have gone outdoors to work. Others, like Auden, keep to the curtained room. Schiller needed the smell of rotten apples about him to make a poem. Tennyson and Walter de la Mare had to smoke. Auden drinks lots of tea, Spender coffee; Hart Crane drank alcohol. Pope, Byron, and William Morris were creative late at night. And so it goes.”

— Helen Bevington (When Found, Make a Verse of)