Quadrinhas contando o Descobrimento do Brasil — uso escolar

22 03 2012

Para firmar o comércio

Das Índias e Portugal,

Uma esquadra foi entregue

A Pedro Álvares Cabral.

Eram treze embarcações

Com brancas velas de pano

Que iriam concretizar

Velho sonho lusitano.

Ao chegar às costas da África,

Cabral ordenou que a frota

Desviasse das calmarias

Que estavam em sua rota.

Assim procedeu a esquadra,

Para a Vinte e Dois de Abril

Chegar nesta linda terra

Hoje chamada Brasil.

Esse fato aconteceu

No ano de mil e quinhentos:

Um grande feito na História

Dos grandes descobrimentos.

Walter Nieble de Freitas

Em: 1000 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Editora Difusora Cultural: 1965.





Quadrinha sobre a saudade

21 03 2012

Uma bela reflexão, s/d

Nicholaas van der Waay (Holanda, 1855-1936)

óleo sobre tela

A saudade é simplesmente

Um claro espelho encantado;

mira-se nele o presente

e ele reflete o passado.

(Geralda Armond)





Poesia infantil: Tempestade, de Henriqueta Lisboa

19 03 2012

Ilustração Magret Boriss.

Tempestade

Henriqueta Lisboa

— Menino, vem para dentro,

Olha a chuva lá na serra,

Olha como vem o vento!

—  Ah! Como a chuva é bonita

E como o vento é valente!

—  Não sejas doido, menino,

Esse vento te carrega,

Essa chuva te derrete!

— Eu não sou feito de açúcar

Para derreter na chuva.

Eu tenho força nas pernas

Para lutar contra o vento!

E enquanto o vento soprava

E enquanto a chuva caía,

Que nem um pinto molhado,

Teimoso como ele só:

— Gosto de chuva com vento,

Gosto de vento com chuva!

Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta,  tradutora professora de literatura,  Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras.  Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.

Obras:

Fogo-fátuo (1925)

Enternecimento (1929)

Velário (1936)

Prisioneira da noite (1941)

O menino poeta (1943)

A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano

Flor da morte (1949)

Madrinha Lua (1952)

Azul profundo (1955);

Lírica (1958)

Montanha viva (1959)

Além da imagem (1963)

Nova Lírica ((1971)

Belo Horizonte bem querer (1972)

O alvo humano (1973)

Reverberações (1976)

Miradouro e outros poemas (1976)

Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)

Pousada do ser (1982)

Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.





Biblioteca, poema de P. Carlos de Araújo

18 03 2012

Mulher lendo, s/d

Mary Azarian (EUA, contemporânea)

xilogravura policromada

Biblioteca

P. Carlos de Araújo

Desconfio da biblioteca organizada

os livros encadernados

arrumados competentemente

enfileirados como soldados em ordem-unida

vestindo uniforme de gala

de belas letras douradas

ou alto-relevo.

Meus livros são caprichosos

e também ciumentos.

Gostam de brincar

de esconde-esconde

dentro das estantes.

Meus livros são bagunçados.

Me ajudam quando os procuro;

mas, às vezes, se escondem

em meio aos papéis

no fundo das gavetas

no recesso dos armários,

desaparecem sem deixar vestígio

e assim ficam dias e dias

até que se cansam da brincadeira

e me procuram alegremente

dando-me todas as informações.

Em: O inimigo oculto, P. Carlos de Araújo, Rio de Janeiro, Ed. Gávea: 1988.





Quadrinha da lição do pai

18 03 2012

Ilustração Patricia Storms.

É assim mesmo meu filho,

aqui no mundo há de tudo:

alfaiate maltrapilho

e barbeiro cabeludo…

(Lauro Cataldi)





Quadrinha da lua

16 03 2012

Docemente equilibrada,

ia a lua pelos ares,

qual linda concha embalada

pela corrente dos mares.

(Gonçalves Dias)





Pipoca, poesia infantil de Maria da Graça Almeida

15 03 2012

Magali tem um sonho de pipoca.  Ilustração, Maurício de Sousa.

Pipoca

Maria da Graça Almeida

Pipipipipipoquinha…
que chuvinha mais gostosa!
Corro logo pra cozinha,
nem disfarço… sou gulosa!

Pipipipipipoquinha…
grita o milho da pipoca!
Quente é o fundo da panela,
óleo ardente o sufoca.

Esfriando na janela,
já branquinho e com sabor,
o grãozinho da panela
transformou-se numa flor!

www.recantodasletras.com.br

Maria da Graça Almeida (Pindorama, SP)– escritora, poetisa, professora, pedagoga, formada em Educação Artística.  Do portal de Maria Petronilho.





Poesia infantil: Lengalenga do Vento — Maria Alberta Menéres

14 03 2012

Lengalenga do Vento
 

Maria Alberta Menéres

 –

Andava o senhor vento

um dia pelo mar

encontrou um barquinho:

– Senhor vento, que força!

Olhe que me vai afundar!

 –

Andava o senhor vento

correndo pelo pinhal

quando ouviu um cuco:

– Senhor vento, que força!

Não me faça mal…

 –

Andava o senhor vento

soprando sobre o rio

encontrou uma gaivota:

– Senhor vento, que força!

Faz-me tanto frio!

 –

Andava o senhor vento

a deslizar sobre a neve

quando ouviu um floco:

– Senhor vento, que força!

Sinto-me tão leve!

 –

Andava o senhor vento

passeando no mês de Maio

quando ouviu um menino:

– Senhor vento, que bom!

Lá vai o meu papagaio!

 –

Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro (Portugal, 1930)  nasceu na cidade de Vila Nova de Gaia.  É professora, jornalista e escritora.  Sua obra inclui poesia, contos,  hisstórias em quadrinhos,  teatro, novelas, e adaptação de clássicos da literatura.

Obras

Ficção

O Poeta Faz-se aos 10 Anos, 1973

A canção do vento, 1975

Hoje há Palhaços , 1977

Primeira Aventura no País do João, 1977

À Beira do Lago dos Encantos, 1995

Intervalo, 1952

Cântico de Barro, 1954

A Palavra Imperceptível, 1955

Oração de Páscoa, 1958

Água – Memória, 1960

Os poemas Escolhidos, s/d

A Pegada do Yeti, 1962

Poemas Escolhidos, 1962

Os Mosquitos de Suburna, 1967

Conversas em Versos , 1968

O poema O disse ao poema, 1974

O Robot Sensível, 1978

Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, 1982

Semana sim,semana não,semana pumbas,1998

Clarinete

Figuras Figuronas, 1969

A Pedra Azul da Imaginação, 1975

A Chave Verde ou os Meus Irmãos, 1977

Semana Sim, Semana Sim, 1979

O Que É Que aconteceu na Terra dos Procópios, 1980

Um Peixe no Ar, 1980

O Trintão Centenário, 1984

Dez Dedos Dez Segredos, 1985

À Beira do Lago dos Encantos, 1988

Quem faz hoje anos, 1988)

Colecção “1001 Detectives– 15 volumes (em colaboração com Natércia Rocha e Carlos Correia), entre 1987/92

Sigam a Borboleta, 1996

100 Histórias de Todos os Tempos, 2003

Passinhos de Mariana, Edições Asa, 2004

“Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa” 2010

Outra vez não!





Quadrinha do circo

14 03 2012

Ilustração, Circo, 1960, de Charles Sjoholm.

O circo está na cidade!

Que alegria!  Quanta gente!

— Ah!… Quem dera que eu pudesse

ser criança novamente!

(Roberto Fernandes)





Quadrinha infantil da primeira refeição

13 03 2012

Frutas da estação, ilustração Maurício de Sousa.

Todo dia de manhã,

Na primeira refeição,

Você deve comer sempre

Uma fruta da estação.

(Walter Nieble de Freitas)