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Monica faz justiça, ilustração de Maurício de Sousa.
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Neste mundo de cobiça,
o criminoso se esquece
que embora falhe a justiça,
sempre a verdade aparece.
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(Simeão Cohen)
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Monica faz justiça, ilustração de Maurício de Sousa.–
Neste mundo de cobiça,
o criminoso se esquece
que embora falhe a justiça,
sempre a verdade aparece.
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(Simeão Cohen)
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Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)
óleo sobre madeira, 46 x 38 cm
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Stella Leonardos
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Penugem de ave pequena.
No corpo fruta macia.
Na pele fresca açucena.
Na vida raiar do dia.
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Raio de luz, ilumina.
E sendo pássaro e planta
É inocência que germina,
É madrugada que canta.
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Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.11
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Capataz, 1902
Arthur Wardle (Inglaterra, 1860-1949)
óleo sobre tela, 60 x 75 cm
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Fábula de Lachambeaudie
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(Imitação)
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Paula Brito
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Um Dogue belo, gordo e luzidio,
Dos que mui raro são aqui no Rio,
Num arrabalde de Paris, sozinho
Ia, calado, andando o seu caminho;
Um rústico aldeão, porém, ao vê-lo
Procurando a maneira de entretê-lo,
Atira-lhe uma pedra e diz — carrega;
O cão olha para ela e nem lhe pega.
No mesmo instante ao cão uma criança
Se chega e de o amimar tendo a lembrança,
Dá-lhe uma flor, na qual o Dogue pega,
E contente de si a flor carrega.
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Neste fato se vê que a grosseria
Té mesmo ao cão doméstico arrepia;
Assim os homens são! — Os ensinados
Servem para ensinar os malcriados.
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Em: O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 9, 30 de outubro de 1859, p.11. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 121
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Paula Brito (Brasil, 1809-1861)
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Ilustração Girls’ Romances, Publicado por Arleigh Publishing (DC). Agradeço à leitora Luiza por ter me mandado a identificação desse desenho, como mostra o comentário nessa postagem.–
A lágrima comovida,
que vem de dentro de nós,
é uma palavra sofrida
que chega aos olhos sem voz.
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(Hegel Pontes)
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Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Coleção Particular
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Fagundes Varela
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O homem fala e a mulher cochicha,
O papagaio palra, o corvo grasna,
Cacareja a galinha, a rã coaxa,
Gorjeia o sabiá, chilra a cigarra;
Late o cão, mia o gato e grunhe o porco,
A raposa regouga, o touro muge,
Arrulha a linda pomba, zurra o asno,
Assobia o macaco e berra a cabra;
Ruge o leão, mas o corcel relincha,
Silva a serpente e o fradalhão se esgoela,
compõe o mestre belas harmonias,
— Só o poeta as compreende e canta!
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Em: Poesias Completas de Fagundes Varela, Rio de Janeiro, Edições de Ouro: 1965, p. 166
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Ilustração de autoria desconhecida.–
O vento que a flor afaga
é sagaz explorador:
dessas carícias, em paga,
leva o perfume da flor.
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(Vital Bizarria)
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Haydéa Santiago (Brasil, 1896-1980)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm
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Ernani Vieira
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Feia e boa. Nasceu de uma saudade
E vive uma saudade a reviver…
Foge dessa alegria da Cidade
— para a Cidade não n’a conhecer…
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Nossa Senhora de uma Soledade
dentro da soledade a padecer,
a feia — assim como a necessidade
que tenho, há tanto tempo, de a querer…
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Tem a Dor e a Ilusão por companheiras
de sua vida, e guarda n’alma, quieta,
a virtude monástica das freiras.
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E não sabe afinal, entre ilusões,
que tem a glória de envolver um Poeta
na mais pura de todas as paixões…
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Em: A lira da minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, selecionado por Clóvis Meira, sem indicação de editora, Belém: 1993
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Ilustração: Yukié Matsushita–
Que importa não seja sua
a luz de que a Lua é cheia?!…
Quanta gente, igual à Lua,
só vive da luz alheia?!…
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(João Freire Filho)
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Ilustração Mary Blair.–
Correa Júnior
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A árvore é flor, sombra na estrada,
fruto que a sede nos mitiga.
A árvore é dádiva sagrada:
— dá-nos ao lar, multiplicada,
o leito… a mesa… a porta… a viga!
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A árvore é paz, graça e doçura:
simplicidade, amor, perdão!
Mostra a esperança, na verdura
de cada galho, e a dor obscura
deixa escondida sob o chão.
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O ar purifica, ampara os ninhos:
e sem vaidade, silenciosa,
rica de bênçãos e carinhos,
é, para nós e os passarinhos,
a criatura mais piedosa.
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A árvore é flor, sombra na estrada,
fruto que a sede nos mitiga.
A árvore é dádiva sagrada:
— dá-nos ao lar, multiplicada,
o leito… a mesa… a porta… a viga!
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Ilustração Arthur Sarnoff.–
Por muito amar ninguém morre.
Ama, pois, com todo ardor!
Olha que a muitos ocorre
Morrer por falta de amor…
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(Aparício Fernandes)