Quadrinha do amigo e do colega

14 02 2012

Amigos, pintura de Mark Arian (EUA).

Amigo é uma conquista
fruto da interação.
Colega é só um turista,
que passa no coração.

(Heliodoro Morais)





Quadrinha da boa ação

12 02 2012

Ilustração de Clive Upton, 1971.

Quando a safra é recolhida,
quem planta o bem não se espanta;
na agricultura e na vida
a gente colhe o que planta!

(Pedro Ornellas)

 





Verão, poesia de Hélio Pellegrino

11 02 2012

Ilustração Ethel Betts, 1908.

Verão

Hélio Pellegrino

Colho a sombra das coisas

sob o sol

Como quem colhe frutas

Rio, 24/2/80

Em: Minérios Domados, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco:1993.





O espaço, poema de Henrique Simas

9 02 2012

O espaço

Henrique Simas

O vento soprou depois de alguma espera

E foram expulsos de dentro todos os fantasmas

Os restos de sombra o sol desfez.

A chuva terminou de apagar as últimas letras,

Arrancando da terra as raízes inúteis.

E nada mais sobrou além do espaço

Pronto a ser ocupado pelos novos donos,

Obstinados cultivadores de esperança.

Em: Horizonte Vertical: poemas, Henrique Simas,prefácio de Alceu Amoroso Lima, Rio de Janeiro, Olímpica: 1967, p. 78.





Quadrinha do Rio de Janeiro

8 02 2012

Botafogo, vista do Morro da Viúva, 1920-30

Henrique Goldschmidt (1867-1952)

aquarela sobre papel, 19 cm diâmetro

Maravilha em resplendor,

onde Deus sempre é louvado

o Rio guarda o Senhor

no Cristo do Corcovado!

(Hilário de Soneghet)





Pássaro livre, poesia infantil de Sidónio Muralha

7 02 2012

Pássaro livre 

Sidónio Muralha

Gaiola aberta.

Aberta a janela.

O pássaro desperta.

A vida é bela.

A vida é boa.

Voa, pássaro, voa.

 –

Em:  A dança dos picapaus, Sidonio Muralha, Nórdica: 1985, Rio de Janeiro.

Sidónio Muralha nasceu em Lisboa, em 1920.  Faleceu no Brasil em 1982.





Quadrinha sobre a poesia

6 02 2012

A verdadeira Poesia

não se prende a nenhum laço:

na tristeza, ou na alegria,

ela ocupa o mesmo espaço…

(Moysés Augusto Torres)





O primeiro dente, poesia de Bastos Tigre

2 02 2012

Ilustração Maud Towsey Fangel,  para Revista Home Arts, de Janeiro de 1936.

O primeiro dente

Bastos Tigre

A mamãe bate palmas de contente,

Do papai rejubila a alma festiva;

Cantam risos pelo ar… Que é que motiva

Essa emoção que alegra toda gente?

É que, abrindo a boquinha, sorridente,

Bebê, no róseo alvéolo da gengiva,

Deixou ver a promessa, a perspectiva,

O breve ensaio do primeiro dente.

Agora, a acampanhar-lhe o crescimento,

Dia a dia a mamãe enternecida

Terá para o dentinho o olhar atento.

Outro virá depois… outro em seguida…

E ei-lo, o Bebê, com sólido instrumento

Com que no mundo se defende a vida!

Em: Antologia Poética,, vol I, Bastos Tigre, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1982

Manoel Bastos Tigre nasceu no Recife em 1882.  Formou-se em engenheiro pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.  Mas dedicou-se às letras.  Estreou na imprensa carioca em 1902, no Correio da Manhã, onde manteve uma coluna humorística diária: Pingos e Respingos, até a sua morte em 1957.  Foi o primeiro bibliotecário brasileiro por concurso o que lhe valeu o título e Patrono dos Bibliotecários do Brasil.

Obras:
Saguão da Posteridade, 1902.

Versos Perversos, poesia, 1905.

O Maxixe. Rio de Janeiro , 1906.

Moinhos de Vento, 1913.

O Rapadura, teatro, 1915.

Grão de Bico, 1915.

Bolhas de Sabão, 1919.

Arlequim, 1922.

Fonte da Carioca, 1922.

Ver e Amar, 1922.

Penso, logo… eis isto, 1923.

A Ceia dos Coronéis, 1924.

Meu bebê, 1924.

Poemas da Primeira Infância, 1925.

Brinquedos de Natal, 1925.

Chantez Clair, 1926.

Zig-Zag, 1926.

Carnaval: poemas em louvor ao Momo, 1932.

Poesias Humorísticas, 1933.

Entardecer, 1935.

As Parábolas de Cristo, 1937.

Getúlio Vargas, 1937.

Uma Coisa e Outra, 1937.

Li-Vi-Ouvi, 1938.

Senhorita Vitamina, 1942.

Recitália, 1943.

Martins Fontes, 1943.

Aconteceu ou Podia ter Acontecido, 1944.

Cancionário, 1946.

Conceitos e Preceitos, 1946.

Musa Gaiatal, 1949.

Sol de Inverno, 1955.





Trova do bom conselho

1 02 2012

Conselho, ilustração Blanche Wright.

 

Pela vida me foi dado
um conselho em que me alerto:
“Antes rir desafinado
que soluçar em tom certo”.


(Miguel Russowsky)





Quadrinha do guarda-chuva

30 01 2012

Capa da revista Country Home, abril de 1936

O meu guarda-chuva tem

este mistério tamanho:

— se o levo, a chuva não vem,

mas se o deixo… tomo um banho!

(Heraldo Lisboa)