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Amigos, pintura de Mark Arian (EUA).
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Amigo é uma conquista
fruto da interação.
Colega é só um turista,
que passa no coração.
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(Heliodoro Morais)
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Amigos, pintura de Mark Arian (EUA).–
Amigo é uma conquista
fruto da interação.
Colega é só um turista,
que passa no coração.
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(Heliodoro Morais)
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Ilustração de Clive Upton, 1971.–
Quando a safra é recolhida,
quem planta o bem não se espanta;
na agricultura e na vida
a gente colhe o que planta!
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(Pedro Ornellas)
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Ilustração Ethel Betts, 1908.–
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Hélio Pellegrino
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Colho a sombra das coisas
sob o sol
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Como quem colhe frutas
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Rio, 24/2/80
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Em: Minérios Domados, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco:1993.
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Henrique Simas
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O vento soprou depois de alguma espera
E foram expulsos de dentro todos os fantasmas
Os restos de sombra o sol desfez.
A chuva terminou de apagar as últimas letras,
Arrancando da terra as raízes inúteis.
E nada mais sobrou além do espaço
Pronto a ser ocupado pelos novos donos,
Obstinados cultivadores de esperança.
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Em: Horizonte Vertical: poemas, Henrique Simas,prefácio de Alceu Amoroso Lima, Rio de Janeiro, Olímpica: 1967, p. 78.
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Botafogo, vista do Morro da Viúva, 1920-30
Henrique Goldschmidt (1867-1952)
aquarela sobre papel, 19 cm diâmetro
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Maravilha em resplendor,
onde Deus sempre é louvado
o Rio guarda o Senhor
no Cristo do Corcovado!
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(Hilário de Soneghet)
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Sidónio Muralha
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Gaiola aberta.
Aberta a janela.
O pássaro desperta.
A vida é bela.
A vida é boa.
Voa, pássaro, voa.
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–Em: A dança dos picapaus, Sidonio Muralha, Nórdica: 1985, Rio de Janeiro.
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Sidónio Muralha nasceu em Lisboa, em 1920. Faleceu no Brasil em 1982.
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A verdadeira Poesia
não se prende a nenhum laço:
na tristeza, ou na alegria,
ela ocupa o mesmo espaço…
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(Moysés Augusto Torres)
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Ilustração Maud Towsey Fangel, para Revista Home Arts, de Janeiro de 1936.–
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Bastos Tigre
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A mamãe bate palmas de contente,
Do papai rejubila a alma festiva;
Cantam risos pelo ar… Que é que motiva
Essa emoção que alegra toda gente?
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É que, abrindo a boquinha, sorridente,
Bebê, no róseo alvéolo da gengiva,
Deixou ver a promessa, a perspectiva,
O breve ensaio do primeiro dente.
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Agora, a acampanhar-lhe o crescimento,
Dia a dia a mamãe enternecida
Terá para o dentinho o olhar atento.
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Outro virá depois… outro em seguida…
E ei-lo, o Bebê, com sólido instrumento
Com que no mundo se defende a vida!
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Em: Antologia Poética,, vol I, Bastos Tigre, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1982
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Manoel Bastos Tigre nasceu no Recife em 1882. Formou-se em engenheiro pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Mas dedicou-se às letras. Estreou na imprensa carioca em 1902, no Correio da Manhã, onde manteve uma coluna humorística diária: Pingos e Respingos, até a sua morte em 1957. Foi o primeiro bibliotecário brasileiro por concurso o que lhe valeu o título e Patrono dos Bibliotecários do Brasil.
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Obras:
Saguão da Posteridade, 1902.
Versos Perversos, poesia, 1905.
O Maxixe. Rio de Janeiro , 1906.
Moinhos de Vento, 1913.
O Rapadura, teatro, 1915.
Grão de Bico, 1915.
Bolhas de Sabão, 1919.
Arlequim, 1922.
Fonte da Carioca, 1922.
Ver e Amar, 1922.
Penso, logo… eis isto, 1923.
A Ceia dos Coronéis, 1924.
Meu bebê, 1924.
Poemas da Primeira Infância, 1925.
Brinquedos de Natal, 1925.
Chantez Clair, 1926.
Zig-Zag, 1926.
Carnaval: poemas em louvor ao Momo, 1932.
Poesias Humorísticas, 1933.
Entardecer, 1935.
As Parábolas de Cristo, 1937.
Getúlio Vargas, 1937.
Uma Coisa e Outra, 1937.
Li-Vi-Ouvi, 1938.
Senhorita Vitamina, 1942.
Recitália, 1943.
Martins Fontes, 1943.
Aconteceu ou Podia ter Acontecido, 1944.
Cancionário, 1946.
Conceitos e Preceitos, 1946.
Musa Gaiatal, 1949.
Sol de Inverno, 1955.
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Conselho, ilustração Blanche Wright.–
Pela vida me foi dado
um conselho em que me alerto:
“Antes rir desafinado
que soluçar em tom certo”.
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(Miguel Russowsky)
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Capa da revista Country Home, abril de 1936–
O meu guarda-chuva tem
este mistério tamanho:
— se o levo, a chuva não vem,
mas se o deixo… tomo um banho!
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(Heraldo Lisboa)