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Capa da revista Country Home, abril de 1936
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O meu guarda-chuva tem
este mistério tamanho:
— se o levo, a chuva não vem,
mas se o deixo… tomo um banho!
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(Heraldo Lisboa)
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Capa da revista Country Home, abril de 1936–
O meu guarda-chuva tem
este mistério tamanho:
— se o levo, a chuva não vem,
mas se o deixo… tomo um banho!
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(Heraldo Lisboa)
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Oscar Araripe ( Rio de Janeiro, contemporâneo)
86 x 110cm
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Para Luiz Carlos Alves
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Eu fui a Belo Horizonte
ver as meninas gerais.
Vi montanhas e montanhas,
soube de seus litorais,
conheci Minas por dentro,
gostei de alguns minerais,
visitei as novas praças
e seus antigos currais,
vi a toca das raposas,
ouvi discursos e uais,
vi políticos cursando
colégios eleitorais,
vi contistas e contistas
cada qual contando mais,
vi poetas de vanguarda
desenhando nos jornais,
conheci suas tendências,
seus refrões episcopais,
vi gente de toda parte,
do Piauí, de Goiás
(goiano fazendo cera,
piauiense muito mais),
vi homens pulando cercas,
mulheres com seus plurais,
vi a família mineira
na barra dos tribunais,
e na Rua Carangola
(Ouro Preto no cartaz)
vi uma moça morena
cantando seus madrigais,
fazendo um túnel no tempo
e me fazendo sinais
de que só existe Minas
na forma dos festivais,
quando o barroco já rouco
cochicha pelos beirais,
quando a lua e a serenata
passeiam pelos quintais,
quando há miados de gata
no serenô das gerais.
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Em: Plural de nuvens, Gilberto Mendonça Teles, Rio de Janeiro, José Olympio: 1990
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Gilberto Mendonça Teles (Bela Vista de Goiás, 30 de junho de 1931) é um poeta e crítico literário brasileiro.
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Obras:
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Alvorada, 1955.
Estrela-d’Alva, 1958
Fábula de Fogo, 1961
Pássaro de Pedra, 1962
Sonetos do Azul sem Tempo, 1964
Sintaxe Invisível, 1967
La Palabra Perdida (Antología),1967
A Raíz da Fala, 1972
Arte de Armar. Rio de de Janeiro: Imago, 1977
Poemas Reunidos, 1978
Plural de Nuvens, 1984
Sociologia Goiana, 1982
Hora Aberta, 1986
Palavra (Antologia Poética),1990
L ´Animal (Anthologie Poétique), 1990
Nominais, 1993
Os Melhores Poemas de Gilberto Mendonça Teles
Sonetos (Reunião), 1998
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Menina liberou pássaro, ilustração de autor desconhecido.–
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Heitor Moreira
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Avezinha que passa — de passagem!…
Fê-la Deus da bondade e da ternura,
Deu-lhe o silvo tristonho da amargura,
No seu canto de pássaro selvagem.
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Deu-lhe o esplendor das cores, e a paisagem
Da serra azul nas selvas da fartura;
Deu-lhe o farto sossego da ventura
No agasalho sombria da ramagem.
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No balanço das vagas desregradas,
Em cascatas de rendas crepitantes
Chia o rio nas duras caminhadas…
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E rebelado e em tristes murmuríos
Perdendo-se no azul dos horizontes,
Leva consigo o choro de outros rios.
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Em: Ritmos e Rimas, Heitor Moreira, Rio de Janeiro, Ed. do autor: 1950
Heitor Moreira
Obras:
Templos de Sonhos, poesia
Ritmos e Rimas, poesia, 1950
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Professor Pardal tenta ser artista, ilustração Walt Disney.–
Artista, não se envaideça;
tudo na vida é fugaz…
Se a glória sobe à cabeça,
muita amargura nos traz!
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(Armando Aranda)
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Mosquito, ilustração Maurício de Sousa.–
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Cecília Meireles
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O mosquito pernilongo
trança as pernas, faz um M,
depois treme, treme, treme,
faz um O bastante oblongo,
faz um S.
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O mosquito sobe e desce.
Com artes que ninguém vê,
faz um Q,
faz um U, e faz um I.
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Este mosquito esquisito
cruza as patas, faz um T.
E aí,
se arredonda e faz outro O,
mais bonito.
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Oh!
Já não é analfabeto,
esse inseto,
pois sabe escrever seu nome.
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Mas depois vai procurar
alguém que possa picar,
pois escrever cansa,
não é, criança?
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E ele está com muita fome.
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Em: Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 2002.
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Cecília Benevides de Carvalho Meireles (RJ 1901 – RJ 1964) poeta brasileira, professora e jornalista brasileira.
Obras:
Espectros, 1919
Criança, meu amor, 1923
Nunca mais…, 1924
Poema dos Poemas, 1923
Baladas para El-Rei, 1925
O Espírito Vitorioso, 1935
Viagem, 1939
Vaga Música, 1942
Poetas Novos de Portugal, 1944
Mar Absoluto, 1945
Rute e Alberto, 1945
Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
Retrato Natural, 1949
Problemas de Literatura Infantil, 1950
Amor em Leonoreta, 1952
12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
Romanceiro da Inconfidência, 1953
Poemas Escritos na Índia, 1953
Batuque, 1953
Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
Panorama Folclórico de Açores, 1955
Canções, 1956
Giroflê, Giroflá, 1956
Romance de Santa Cecília, 1957
A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
A Rosa, 1957
Obra Poética,1958
Metal Rosicler, 1960
Antologia Poética, 1963
História de bem-te-vis, 1963
Solombra, 1963
Ou Isto ou Aquilo, 1964
Escolha o Seu Sonho, 1964
Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965
O Menino Atrasado, 1966
Poésie (versão francesa), 1967
Obra em Prosa – 6 Volumes – Rio de Janeiro, 1998
Inscrição na areia
Doze noturnos de holanda e o aeronauta 1952
Motivo
Canção
1º motivo da rosa
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Manoel Pereira Reis Júnior
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Aranha:
ela tece o aranhol
com fios de prata
que tem no novelo do palpo…
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Ela se emaranha toda
na volúpia de tecer um tapete
de filigranas de luz para dormir…
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Dorme e sonha . . .
na faina de viver fiando
a vida inteira…
–
E a aranha, bailarina sonâmbula,
fiandeira da prata que produz,
descreve em todos os lugares
a giratória, girante das giradas,
que são fios de prata que reluz.
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Reviravolteia, sobe, desce,
na augústia de dar a forma
ao fio que ela tece. . .
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– Aranha! que sorte bonita é a tua,
de construir um aranhol,
que a noite se tinge de lua,
e de dia se veste de sol! …
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Manoel Pereira Reis Júnior ( Catu, BA, 1911 — RJ, RJ 1975) Poeta biógrafo, professor, jornalista, historiador, prêmi ABL (1944 e 1973).
Obras
As Últimas do outono, 1973
Canções do infinito, 1943
Cantigas da mata, 1936
Delírio de Pã, 1938
Epopéia heróica, 1941
Iocaloa, 1932
Maria da Graça, 1931
Ronda luminosa, 1934
Teia de aranha, 1930
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Pirilampo, ilustração Jeniffer Emery, EUA.–
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Brilhante de asas — o vagalume,
Dentro da noite escura e feia,
Para a beleza do negrume,
Ele a si próprio se incendeia.
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(Sabino de Campos)
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Ilustração Jones Holmgreen, capa da revista Homes & Garden , Setembro 1938.–
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Roseana Murray
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A arquiteta gostaria
de projetar mil casas
por dia,
aéreas, subterrâneas,
casas de vidro e de paina,
redondas, de esvoaçantes
telhados.
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Em frente à prancheta
a arquiteta sonha
o justo sonho
de todo mundo ter
onde morar.
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Em: A bailarina e outros poemas, Roseana Murray, São Paulo, Editora FTD: 2001.
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Roseana Murray nasceu no Rio de Janeiro em 1950. Graduou-se em Literatura e Língua Francesa em 1973 (Universidade de Nancy/ Aliança Francesa).
Obras:
Poesia para crianças e jovens
Fábrica de Poesia, ed. Scipionne, 2008
Poemas e Comidinhas, com o Chef André Murray, ed. Paulus, S.P, 2008
Residência no Ar, ed. Paulus, 2007
No Cais do primeiro Amor, ed. Larousse, 2007
Desertos, ed. Objetiva, 2006. ( Finalista do Prêmio Jabuti ) – Altamente Recomedável FNLIJ, 2006
O traço e a traça ed. Scpionne, 2006.
O xale azul da sereia, ed. Larrousse, 2006.
O que cabe no bolso? ed. DCL, 2006.
Paisagens, ed. Lê, 2006.
Pêra, uva ou maçã ed. Scipione, 2005. (Catálogo de Bolonha 2006 e Acervo Básico, F.N.L.I.J).
Rios da Alegria, ed. Moderna, 2005. (Altamente Recomendável, F.N.L.I.J).
Poemas de Céu ed. Miguilim, 2005. (Antigo “Lições de Astronomia”).
Maria Fumaça Cheia de Graça, ed. Larousse, 2005.
Duas Amigas, ed. Paulus, 2005 (reedição).
Lua Cheia Amarela, ed. Dimensão 2004.
Caixinha de Música, ed. Manati, 2004. (Catálogo de Bolonha 2005)
Um Gato Marinheiro, ed. DCL, 2004.
Todas as Cores Dentro do Branco, ed. Nova Fronteira, 2004.
Recados do Corpo e da Alma, ed. FTD, 2003. (Altamente Recomendável F.N.L.I.J)
Luna, Merlin e Outros Habitantes, ed. Miguilim/ Ibeppe, 2002. (Altamente Recomendável, F.N.L.I.J. )
Jardins, ed. Manati, 2001. (Prêmio Academia Brasileira de Letras de Literatura Infantil 2002. )
Caminhos da Magia, ed. DCL, 2001.
Manual da Delicadeza, ed. FTD, 2001.
O Silêncio dos Descobrimentos, com Elvira Vigna, ed. Paulus, 2000.
Receitas de Olhar, ed. F.T.D, 1997, ( Prêmio O Melhor de Poesia, F.N.L.I.J. )
Carona no Jipe, ed. Memórias Futuras, 1994 e ed. Salamandra, 2006
No final do Arco-Íris, ed. José Olímpio, 1994.
O Mar e os Sonhos, ed. Miguilim,1996, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )
Paisagens, ed. Lê, 1996.
Felicidade, ed. F.T.D, 1995, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )
De que riem os palhaços ed. Memórias Futuras, 1995. Esgotado
Tantos Medos e Outras Coragens, ed. F.T.D, 1994 ( Prêmio O Melhor de Poesia F.N.L.I.J e Lista de Honra do I.B.B.Y. ) Reedição com novas ilustrações em 2007
Qual a Palavra? ed. Nova Fronteira, 1994.
Casas, ed. Formato, 1994. Editado no México, ed. Alfaguara
Dia e Noite, ed. Memórias Futuras, 1994. Esgotado
Artes e Ofícios, ed. F.T.D, 1990, (Prêmio A.P.C.A. e Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. ) Reedição com novas ilustrações em 2007
Falando de Pássaros e Gatos, editora Paulus, 1987.
Fruta no Ponto, ed. F.T.D, 1986. (Prêmio O Melhor de Poesia. F.N.L.I.J.
Fardo de Carinho, ed. Murinho, 1980 e ed. Lê, 1985.
O Circo, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1985.
Lições de Astronomia, ed. Memórias Futuras, 1985. Esgotado
Classificados Poéticos, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1984, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J, e finalista do Prêmio Bienal. )
No Mundo da Lua, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1983.
Contos para crianças e jovens
Território de Sonhos, ed. Rocco, Altamente Recomendável FNLIJ, 2006.
Sete Sonhos e um Amigo, ed. FTD, 2004.
Pequenos Contos de Leves Assombros, ed. Quinteto, 2003.
Um Avô e seu Neto, ed. Moderna, 2000.
Terremoto Furacão ed. Paulus, 2000.
Um cachorro para Maya, ed Salamandra, 2000.
Uma História de Fadas e Elfos, ed. Miguilim / Ibeppe, 1998, (Acervo Básico da F.N.L.I.J – criança ).
Três Velhinhas tão velhinhas, ed. Miguilim / Ibeppe, 1996
O Fio da Meada, ed. Memórias Futuras, 1994. Ed. Paulus, 2002
Retratos, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1990, Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )
O Buraco no Céu ed. Memórias Futuras, 1989.
Poesia
Variações sobre Silêncio e Cordas, com desenhos de Elvira Vigna. E-BOOK, edição artesanal Maurício Rosa, Visconde de Mauá, maio de 2008.
Poesia essencial, ed. Manati, 2002.
15 poemas no livro Um Deus para Dois Mil, de Juan Arias, ed. Vozes (em seis línguas) 1999.
Caravana, inédito, vencedor do Concurso Cidade de Belo Horizonte, 1994.
Pássaros do Absurdo, ed. Tchê ,1990, vencedor do Concurso da Associação Gaúcha de Escritores.
Paredes Vazadas, ed. Memórias Futuras, 1988. Esgotado
Viagens , ed. memórias Futuras, 1984.
Revista Poesia Sempre.
Revista Microfisuras, Espanha
Correspondência
Porta a porta, com Suzana Vargas, ed. Saraiva, 1998, ?Acervo Básico da F.N.L.I.J – jovem).
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Não te enganes com carinhos,
que a natureza é ardilosa,
pois não foi dotar de espinhos
a frágil e meiga rosa?
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(Hélio Nunes da Costa)
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A colheita da estação,
junto aos vastos parreirais,
traz a marca e o coração
dos mais nobres ancestrais.
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(Amália Marie Gerda Bornhein)