Ilustração de Walter Crane.
Ó minha mãe! em meus cantos,
num grato e eterno estribilho,
bendigo a Deus que, entre tantos,
me escolheu para teu filho!
(J.G. de Araújo Jorge)
Ilustração de Walter Crane.
Ó minha mãe! em meus cantos,
num grato e eterno estribilho,
bendigo a Deus que, entre tantos,
me escolheu para teu filho!
(J.G. de Araújo Jorge)
Ilustração de moda, assinatura ilegível, 1930 (França).
Mamãe, boa mamãezinha,
Deus a proteja e abençoe;
mãezinha, minha rainha,
se sou ingrata, perdoe!
(Maria Guiomar Galvão Coelho Leal)
Ilustração de Elizabeth Tyler Wolcott.
Teu dia, Mãe, se reveste
dos remorsos que chorei:
pelo muito que me deste
pelo pouco que te dei.
(Roberto Medeiros)
Ilustração Capa da Revista Good Housekeeping, junho de 1928.
Alceu Maynard de Araújo [Almayara]
Quando o dia rompe
Vermelho e risonho,
Meu doce sonho
Se interrompe,
— Acordo pensando em você, mamãezinha.
Quando o dia some
Na linha azul do horizonte,
Antes que a treva desponte,
Só me lembro de um nome
E é o doce nome de você, mamãezinha.
Quando o dia já dorme,
Eu genuflexo, sozinho,
Digo bem baixinho
Na minha solidão enorme:
— Penso só em você, mamãezinha.
De noite ou de dia,
A todo momento,
Quer no sofrimento,
No prazer ou na alegria,
Sempre eu penso em você, mamãezinha.
Em: 232 Poetas Paulistas:antologia, ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 368-9
Jack Vettriano (Escócia, 1951)
óleo sobre tela
Excelente exposição comemorativa dos 100 anos de nascimento do escritor Rubem Braga no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro: Rubem Braga o fazendeiro do ar. A exposição lembra aos visitantes de muitas das diversas facetas do jornalista e escritor brasileiro, que conseguia ser criativo não só na palavra escrita, mas também do modo de vida, do topo de um edifício em Ipanema um pequeno oásis verde onde cultivava plantas e pássaros que o lembravam de vida de Cachoeiro do Itapemirim onde nascera.
Muito criativa e intrigante a exposição cheia de possibilidades interativas como mostra a foto acima, em que telas foram ajustadas a antigas máquinas de escrever e à medida que o visitante tecla nas máquinas textos de Rubem Braga aparecem na tela digital. Semelhantemente, a sala de cobertura jornalística permite ao visitante de pegar antigos telefones e escutar relatos de Rubem Braga que serviu de correspondente de guerra durante o envolvimento das tropas brasileiras que lutaram na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
Rubem BragaApesar da crônica já ter sido explorada por alguns dos nossos mais importantes escritores no século XIX, como José de Alencar e Machado de Assis, Rubem Braga é tido como o pai da crônica literária moderna: íntima, feita com bom humor e confessional.
Poucas vezes a comemoração do centenário um escritor mostrando diversos aspectos de sua carreira parece tão bem sucedida e apropriada. No Rio de Janeiro, no Espaço Tom Jobim, ela fica até o dia 15 de junho. Vale a pena ir visitá-la. Rubem Braga merece o esforço e você também, por que passar pela sala com os pássaros de origami é uma experiência e tanto e completamente inesperada. Parabéns aos organizadores.
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SERVIÇO
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Galpão das Artes Espaço Tom Jobim
Rua Jardim Botânico 1008
Jardim Botânico
Rio de Janeiro, RJ
Aberta ao público até 15 de junho de 2014
De terça a domingo, das 10 às 17 horas
Informações: (21) 2274-7012
ENTRADA FRANCA
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Ilustração John Whitcomb.-–
Inveja, grave pecado,
maléfico, perigoso;
fazendo grande o invejado
torna pequeno o invejoso.
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(Marília Fairbanks Maciel)
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Ilustração de Tito Corbella.–
Por querer abrir caminhos
segui à risca esta lei:
fui retirando os espinhos
das rosas todas que dei!…
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(Maria Helena O. Costa)
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Lua, ilustração John Alcorn.–
Em frente à tua janela,
teve a lua que parar;
achando-te muito bela,
se pôs a te contemplar…
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(Trova portuguesa)
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Ilustração de livro escolar britânico da década de 1950. Veja.
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Walter Nieble de Freitas
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Sapateiro, bate sola,
Bate sola, sem parar,
Faze já os sapatinhos
Para o “seu” doutor calçar.
–
Bate sola, martelinho,
Vamos, pois, bem trabalhar:
São três horas e às quatro
“Seu” doutor vai-se casar.
–
Bate sola, martelinho,
Bate sola sem cessar:
“Seu” doutor é a pessoa
Mais ilustre do lugar!
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Quando à noite “seu” doutor
Com a noiva for dançar:
— Que lindíssimos sapatos!
Toda gente vai falar.
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Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1961, pp. 45-46
NB: Agradeço ao blog Tú Lisa, yo Conda, a referência à ilustração usada nesta postagem.
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Cartão postal dos anos 20 do século XX [ajude aos pobres]–
Em certa gente, a bondade
não passa de fantasia:
na aparência — santidade;
mas, no fundo hipocrisia.
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(Carlos Cardoso)