Quadrinha de São João

10 06 2012

Festa de Santo Antonio

Camilo Tavares (Brasil,1932)

acrílica sobre tela, 50×40 cm

Ao redor de uma fogueira,

nas noites de São João,

eu soltei a vida inteira

os meus balões de ilusão!

(Amélia Ferreira de Carvalho)





Quadrinha do flamboyant

9 06 2012

Paisagem, s/d

Paulo Gagarin ( Rússia, 1885- Brasil, 1980)

óleo sobre tela, 33 x 41cm

Coleção Particular

Quando de rubro vestida,

me vens, formosa e louçã,

julgo ter, nas mãos prendida,

uma flor de “flamboyant”.

(Josué Silva)





Travessura, poesia infantil de Sílvio Ribeiro de Castro

9 06 2012

Desconheço a autoria dessa ilustração.

Travessura

Sílvio Ribeiro de Castro

O menino jogou

—————uma pedra

———————–para o alto

no mesmo instante

——-que uma estrela cadente

riscou o céu e caiu

Mãiê, juro que foi

———————sem querer!

Em: Poesia Simplesmente, [coletânea de poetas contemporâneos] org. Roberto Pontes, Rio de Janeiro, PS: 1999.





Quadrinha do beija-flor

8 06 2012

Um beija-flor em voo, ilustração autoria indecifrável.

Treme o beija-flor risonho

Numa galha perfumada;

Toda flor nasce do sonho

Nas cores da madrugada.

(J. Lucas de Barros)





Os três companheiros, conto folclórico brasileiro

8 06 2012

Três homens num bote, ilustração Paul Rainer.

Os três companheiros

Conto folclórico, texto de Luís da Câmara Cascudo

Um bombeiro, um soldador  e um ladrão eram muito amigos e resolveram viajar por esse mundo para melhorar a vida. Tinham eles um cavalo encantado que respondia todas as perguntas. Chegaram a um reinado onde toda gente estava triste porque a princesa fora furtada por uma serpente que morava no fundo do mar.  Os três companheiros acharam que podiam fazer essa façanha e consultaram o cavalo.  Este mandou o soldador fazer um bote de folhas de Flandres. Meteram-se nele e fizeram-se de vela.

Depois de muito navegar deram num ponto que era o palácio da serpente. Quem ia descer? O bombeiro não quis nem o soldador. O ladrão agarrou-se na corda que os outros seguravam e lá se foi para baixo. Pisando chão, viu um palácio enorme guardado por uma serpente que estava de boca aberta. O ladrão subiu depressa, morrendo de medo. Voltaram para casa e foram perguntar ao cavalo o que era possível fazer. O cavalo ensinou que a serpente dormia de boca aberta e quando estava acordada ficava com a boca fechada. Debaixo da cauda tinha a chave do palácio. Quem tirasse a chave, abrisse a porta, encontrava logo a princesa.  Os três amigos tomaram o bote de folha de Flandres e lá se foram para o mar.

Chegando no ponto os dois não queriam descer. O ladrão desceu e, como estava habituado, furtou a chave tão de mansinho que a serpente não acordou. Abriu a porta, entrou, foi ao salão, encontrou a princesa, disse que vinha buscá-la e saíram os dois até a corda. Agarraram-se e os dois puxaram para cima. Largaram vela e o bote navegou para terra.

Quando estavam no meio dos mares a serpente apareceu em cima d’água, que vinha feroz. Que se faz? Era a morte certa. – Deixa vir, disse o bombeiro. Quando a serpente chegou mais para perto, o bombeiro tirou uma bomba e jogou em cima da serpente. A bomba estourou e a serpente virou bagaço. Na luta, o bote fura-se e a água estava entrando de mais a mais, ameaçando ir tudo para o fundo do mar.

Que se faz? Morte certa! Deixe comigo – disse o soldador. Tirou seus ferros e soldou todos os buracos e o bote navegou a salvamento até a praia.

Chegaram no reinado recebidos com muitas festas pelo rei e pelo povo. O rei deu muito dinheiro aos três mas o ladrão, o bombeiro e o soldador queriam casar com a princesa.

— Se não fosse eu a princesa estava com a serpente! Dizia o ladrão.

— Se não fosse eu a serpente devorava todos, dizia o bombeiro.

— Se não fosse eu iam todos para o fundo do mar! Disse o soldador.

Discute, discute, briga e briga, finalmente a princesa escolheu o ladrão, que era seu salvador e este pagou muito dinheiro aos dois companheiros. O ladrão casou e mudou de vida e todos viveram satisfeitos.

Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore) de Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Ediouro:1967





Quadrinha da noite de estrelas

7 06 2012

Um passeio na noite, ilustração de Martta Wendelin.

A Lua, do céu princesa,

entre as estrelas, vagando,

mostrando a sua beleza,

vai a todos conquistando!

(Gislaine Canales)





Quadrinha infantil do enriquecer pela leitura

6 06 2012

Ilustração Maurício de Sousa.

A maneira mais segura,

De a gente enriquecer

É procurar nos bons livros

O tesouro do saber.

(Walter Nieble de Freitas)





Quadrinha da árvore brasileira

5 06 2012

Árvore florida, ilustração de Célia Kofuji.

Toda a terra te bendiga
pelos teus serviços mil.
Foste tu, árvore amiga,
que deste nome ao Brasil!

(Fernandes Soares)

 





Quadrinha da felicidade

4 06 2012

Monica está feliz, ilustração de Maurício de Sousa.

Se a alegria é passageira,

a tristeza também passa;

uma é chama de fogueira,

outra é nuvem de fumaça.

(Marília Fairbanks Maciel)





Quadrinha do bom conselho

3 06 2012

Conselho, ilustração de Ruth Eger, de 1926.

Um conselho, quando honesto,

num momento decisivo,

vale mais que todo o resto

que se diz sem ser preciso.

(Manoel Roda Barenco)