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Festa de Santo Antonio
Camilo Tavares (Brasil,1932)
acrílica sobre tela, 50×40 cm
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Ao redor de uma fogueira,
nas noites de São João,
eu soltei a vida inteira
os meus balões de ilusão!
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(Amélia Ferreira de Carvalho)
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Festa de Santo Antonio
Camilo Tavares (Brasil,1932)
acrílica sobre tela, 50×40 cm
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Ao redor de uma fogueira,
nas noites de São João,
eu soltei a vida inteira
os meus balões de ilusão!
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(Amélia Ferreira de Carvalho)
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Paisagem, s/d
Paulo Gagarin ( Rússia, 1885- Brasil, 1980)
óleo sobre tela, 33 x 41cm
Coleção Particular
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Quando de rubro vestida,
me vens, formosa e louçã,
julgo ter, nas mãos prendida,
uma flor de “flamboyant”.
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(Josué Silva)
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Sílvio Ribeiro de Castro
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O menino jogou
—————uma pedra
———————–para o alto
–no mesmo instante
——-que uma estrela cadente
riscou o céu e caiu
Mãiê, juro que foi
———————sem querer!
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Em: Poesia Simplesmente, [coletânea de poetas contemporâneos] org. Roberto Pontes, Rio de Janeiro, PS: 1999.
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Treme o beija-flor risonho
Numa galha perfumada;
Toda flor nasce do sonho
Nas cores da madrugada.
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(J. Lucas de Barros)
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Conto folclórico, texto de Luís da Câmara Cascudo
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Um bombeiro, um soldador e um ladrão eram muito amigos e resolveram viajar por esse mundo para melhorar a vida. Tinham eles um cavalo encantado que respondia todas as perguntas. Chegaram a um reinado onde toda gente estava triste porque a princesa fora furtada por uma serpente que morava no fundo do mar. Os três companheiros acharam que podiam fazer essa façanha e consultaram o cavalo. Este mandou o soldador fazer um bote de folhas de Flandres. Meteram-se nele e fizeram-se de vela.
Depois de muito navegar deram num ponto que era o palácio da serpente. Quem ia descer? O bombeiro não quis nem o soldador. O ladrão agarrou-se na corda que os outros seguravam e lá se foi para baixo. Pisando chão, viu um palácio enorme guardado por uma serpente que estava de boca aberta. O ladrão subiu depressa, morrendo de medo. Voltaram para casa e foram perguntar ao cavalo o que era possível fazer. O cavalo ensinou que a serpente dormia de boca aberta e quando estava acordada ficava com a boca fechada. Debaixo da cauda tinha a chave do palácio. Quem tirasse a chave, abrisse a porta, encontrava logo a princesa. Os três amigos tomaram o bote de folha de Flandres e lá se foram para o mar.
Chegando no ponto os dois não queriam descer. O ladrão desceu e, como estava habituado, furtou a chave tão de mansinho que a serpente não acordou. Abriu a porta, entrou, foi ao salão, encontrou a princesa, disse que vinha buscá-la e saíram os dois até a corda. Agarraram-se e os dois puxaram para cima. Largaram vela e o bote navegou para terra.
Quando estavam no meio dos mares a serpente apareceu em cima d’água, que vinha feroz. Que se faz? Era a morte certa. – Deixa vir, disse o bombeiro. Quando a serpente chegou mais para perto, o bombeiro tirou uma bomba e jogou em cima da serpente. A bomba estourou e a serpente virou bagaço. Na luta, o bote fura-se e a água estava entrando de mais a mais, ameaçando ir tudo para o fundo do mar.
Que se faz? Morte certa! Deixe comigo – disse o soldador. Tirou seus ferros e soldou todos os buracos e o bote navegou a salvamento até a praia.
Chegaram no reinado recebidos com muitas festas pelo rei e pelo povo. O rei deu muito dinheiro aos três mas o ladrão, o bombeiro e o soldador queriam casar com a princesa.
— Se não fosse eu a princesa estava com a serpente! Dizia o ladrão.
— Se não fosse eu a serpente devorava todos, dizia o bombeiro.
— Se não fosse eu iam todos para o fundo do mar! Disse o soldador.
Discute, discute, briga e briga, finalmente a princesa escolheu o ladrão, que era seu salvador e este pagou muito dinheiro aos dois companheiros. O ladrão casou e mudou de vida e todos viveram satisfeitos.
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Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore) de Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Ediouro:1967
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Um passeio na noite, ilustração de Martta Wendelin.–
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A Lua, do céu princesa,
entre as estrelas, vagando,
mostrando a sua beleza,
vai a todos conquistando!
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(Gislaine Canales)
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Ilustração Maurício de Sousa.–
A maneira mais segura,
De a gente enriquecer
É procurar nos bons livros
O tesouro do saber.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Toda a terra te bendiga
pelos teus serviços mil.
Foste tu, árvore amiga,
que deste nome ao Brasil!
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(Fernandes Soares)
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Se a alegria é passageira,
a tristeza também passa;
uma é chama de fogueira,
outra é nuvem de fumaça.
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(Marília Fairbanks Maciel)
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Conselho, ilustração de Ruth Eger, de 1926.–
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Um conselho, quando honesto,
num momento decisivo,
vale mais que todo o resto
que se diz sem ser preciso.
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(Manoel Roda Barenco)