Natureza Morta, Vaso com flores, 1953
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre papel cartão, 63 x 49 cm
Natureza Morta, Vaso com flores, 1953
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre papel cartão, 63 x 49 cm
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
“A laranjeira da Bahia achou o seu meio ideal não só natural, pela excelência de qualidade,senão de expansão humana industrial. Com efeito, se a Índia deu ao mundo a laranja silvestre, a Bahia deu a laranja civilizada, a princípio a laranja de umbigo e, depois estandardizada em Norte América, a laranja “pera” comercial, que os americanos traduzindo “navel” de umbigo, levaram a Washington, donde o nome “Washington-navel”. Essas baianas “laranjas de umbigo” dizem, provieram das sementes importadas da seleta comum, por “mutação”, na Bahia. Teria aparecido na Quinta do Tanque, em Brotas, no horto dos Jesuítas? Brotas, no Cabula, é, ainda hoje, a terra de eleição das melhores dessas laranjas. Nem Gabriel Soares, nem depois Simão de Vasconcelos se referem às laranjas de umbigo; contudo, no começo do século XVIII, Manuel Botelho de Oliveira já se refere às laranjas “maiores e mais doces”. Luís dos Santos Vilhena (Carta XXª, pag. 754, ed. Brás do Amaral) escreveu, em 1802: “Laranjas são nesta cidade maiores e mais sucosas que em Portugal, e estas de diferentes qualidades, com preferência as chamadas de umbigo”. Mais de dez anos depois, em 1818, von Martius as assinalava também.
Como a laranja industrial viria desta “inovação” baiana? Estêves de Assis diz que, em 1734, o vice-rei Conde de Sabugosa, cumpria ordem do Conselho Ultramarino, mandando se cultivasse a laranja “de lei”, para o que fornecia novas sementes vindas da Metrópole. Mais tarde, em 1748, providenciará o Conde dos Galveias para que o Senado da Câmara nomeasse procurador a orientar os plantadores de “laranjas e limões”. Já teriam aparecido as de umbigo, mais pálidas, maiores, mais doces, o que contrariava o hábito europeu que, ainda hoje, as quer mais vermelhas, menores, mais ácidas, e, então, laranjas “de lei”, isto é, vendáveis na Europa?
São os americanos do norte que vão fazê-las. Em 1873, da Bahia, envia William Sanders a sua amiga Mrs. Elisa C. Tibbets, nos Estados Unidos, duas pequenas mudas de laranjeira, que chegam finalmente a Washington, “navel variety”, e daí, “Washington-navel”. Uma delas é enviada à Califórnia e lá plantada… É a mãe das laranjeiras americanas. (Antes os frades das missões californianas, franciscanos que substituíram, depois da Expulsão, aos padres jesuítas, plantaram laranjeiras nas suas casas religiosas, mas aí ficaram, sem divulgação.)
É da laranja baiana de Mrs. Tibbets que procedem os laranjais da Califórnia, que hoje dão aos Estados Unidos 100 milhões de dólares, metade do orçamento do Brasil…”
Em: Breviário da Bahia, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, Editora do MEC: 1980, p.123.
Mocassins de cano alto, c. 1890/1900
Kiowa – tribo Kiowa de Oklahoma
couro, camurça, tinta, metal e miçangas de vidro.
Museu de Arte de Portland, Oregon, EUA
Kiowas no verão, fotografia em platina colorida a mão, de Rinehart, F. A. — Biblioteca Pública de Boston.
Edição de luxo, 1910
Lilian Westcott Hale (EUA, 1881-1963)
Óleo sobre tela, 58 x 38 cm
Museu de Belas Artes de Boston
Antonio Arena Castellano Carpentieri ( Itália/Brasil, 1930 – 1987)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Nicolay Bogdanov-Belsky (Rússia, 1868-1945)
óleo sobre tela
“Acredita-se que o chá foi inventado por distração do imperador da China Antiga, Shennung, em 2.800 a.C. Ao ferver água para beber, ele não percebeu algumas folhas que caíram em seu recipiente. Como agradaram seu paladar, ele passou a colocar folhas para infusão em água fervente. O chá popularizou-se no Japão, que o cultua com um ritual chamado Chanoyu, a cerimônia do chá. Do século XVI em diante, na rota das descobertas, o chá chegou à Europa e dali se espalhou pelo mundo.”
Em: Sempre, às vezes, nunca – etiqueta e comportamento, Fábio Arruda, São Paulo, Arx: 2003, 8ª edição, p: 74.
Opala ardente [Retrato de Grace Mutell], 1899
Laura Coombs Hills (EUA, 1859- 1952)
óleo sobre tela, 15 x 12 cm
Museu de Belas Artes de Boston
Bolinha e os meninos vão pescar.
Bem cedinho, o pescador,
No rio, foi apanhar
Esse peixe apetitoso
Que eu vou comer no jantar.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965
Os dois Ursos haviam se convertido na atração máxima do grande baile de Carnaval do Teatro Municipal.
Um deles, entre risos dos foliões, acabara, havia pouco, com todas as frutas que ornamentavam as mesas, devorara um enorme peixe e a mais volumosa bandeja de salada russa. Nem por isso parecia saciado, pois se atirara à geleia e ao creme com a volúpia de um menino. Bebeu dúzias e dúzias de cervejas geladinhas; comeu dezenas de camarões recheados, coxinhas de galinha, ovos, uma quantidade assombrosa de comida e doces sem conta.
Perto da meia-noite, os alto-falantes convocaram os foliões para o famoso desfile do Concurso de Fantasias.
Todos aplaudiram:
— Os Ursos! Os Ursos!
O primeiro deles levantou-se e apontou a passarela:
— Vamos, seremos os Reis do Baile.
— Eu não, resmungou o outro.
— Não vai participar do desfile?
— Não.
— Sem você … que será de mim?
E numa confissão melancólica:
— Um casal de Ursos não é a mesma coisa que um Urso solitário. Perderei o prêmio.
— Não vou, nem devo ir… já é muito tarde.
— Mas a festa mal começou!
— Por isso mesmo, não quero estragar a alegria de ninguém. À meia noite, todos terão de arrancar as máscaras.
— E que tem isso?
— Acontece que eu não uso máscara. Eu sou um Urso mesmo.
***
Em:Contos dos caminhos, Wilson W. Rodrigues, Torre Editora, Estado da Guanabara, s/d, pp: 31-34