Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 35 x 28 cm
Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 35 x 28 cm
Almoço ao ar livre, Steven Dohanos.
Amigo, na sua idade,
não conte a idade a ninguém,
mas conte a felicidade
pelos amigos que tem.
(Edmilson Ferreira Macedo)
[O desesperado]
Gustave Courbet (França, 1819-1877)
óleo sobre tela, 45 x 55 cm
Coleção Particular
Ilustração de Rusell Sambrook.
Santos Moraes
Na praça antiga da Matriz havia
Um circo que chegara bem recente.
Eu, menino, julgava-o ingenuamente
O palácio encantado da alegria.
Todas as noites, coração ardente,
Àquele mundo de ilusões corria,
E rindo do palhaço eu me sentia
Um ser extraordinário de contente.
Hoje, o circo perdido na distância
Tantas vezes me vem da alma à tona
Que refloresce em mim a leda infância.
Encantamentos vãos que a mente afaga!
Sonhos que o peito avaro aprisiona
E o coração por alto preço os paga!
Em: Tempo e Espuma, Santos Moraes, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956, p. 23-24
Ornamento para cabelo no formato de uma cabra de ouro datando do século I a.E.C. ao século I da nossa era, parte do tesouro descoberto em Báctria no sítio arqueológico de Tillya Tepe. (Foto: Thierry Ollivier/Museé Guimet)
Eu estava procurando uma iluminura medieval, se possível, da cidade de Báctria, hoje no Afeganistão, para ilustrar mais uma postagem sobre as viagens de Marco Polo quando me deparei com essa exposição de tesouros de mais de 2.000 anos de origem afegã, em 2009.
Ornamento chamado Dragão Mestre, em ouro, é um dos objetos encontrados em Tillya Tepe, “a montanha do ouro”. (Foto: Afghanistan; Hidden Treasures)
Fiquei absolutamente encantada com as obras expostas e achei por bem trazê-las para nosso prazer e conhecimento. O norte do Afeganistão foi um grande centro de comércio e trocas na Rota da Seda há mais de 4.000 anos. Tudo vindo da China, da Índia, Pérsia e Mesopotâmia acabou sendo comercializado nessa parte do mundo.
Coroa nômade que colapsa para transporte, em ouro . Tillya Tepe. Século I a.E.C. Foto: Thierry Ollivier / National Geographic
Acreditava-se que esses objetos, esculturas, joias e artigos em ouro tinham sido perdidos para sempre depois da invasão soviética no Afeganistão em 1979 e o aparecimento do Taleban em 1996.
Fivela para bota, com charrete puxada por dragões. Ouro, turquesas e coralinas. Tillya Tepe, Tumba IV, século I. © musée Guimet / Thierry Ollivier
Na verdade, esses tesouros nacionais haviam sido escondidos secretamente em cofres do Museu Nacional de Cabul. Os cofres foram abertos em 2003 e os tesouros reapresentados à nação.
Fragmento de uma vasilha em ouro, decorada com touros barbados de Tepe Fullol, 2200 a 1900 a.E.C. Museu Nacional do Afeganistão, ©Thierry Ollivier / Musée Guimet
Copo com decoração de figuras durante a colheita, ano 200 E.C., vidro pintado, Museu Nacional do Afeganistão ©Thierry Ollivier / Musée Guimet
Antigo artefato do Afeganistão, © ABC News
Taça esmaltada com cena de caça do norte do Egito, © Ollivier Thierry.
Medalhão cerimonial com a imagem da deusa Cibele.© Ollivier Thierry.
Fragmento de marfim esculpido com imagens de duas mulheres de pé na passagem de portões.© Ollivier Thierry.
Cabo de punhal decorada em estilo siberiano. © Ollivier Thierry.
Cinto feito com fios de ouro trançados intercalados com medalhões de ouro. © Ollivier Thierry.
Medalhão em bronze com representação do Deus Silenus, escultura Greco-romana. © Ollivier Thierry.
Grande figura esculpida em marfim, provavelmente perna de uma mesa. © Ollivier Thierry.
Boa terça-feira para vocês.
Monumental tinteiro em faiança policromada, final do século XV (1475-1500)
29 cm de largura
À venda na Sotheby’s, leilão em 2013.
Tem formato de quatro lóbulos redondos que suportam as Quatro Virtudes Cardeais: Prudência, Coragem, Justiça e Temperança com quatro receptáculos, em base cruciforme.
Este tinteiro é um dos mais importantes exemplares em existência do trabalho da geração de escultores em faiança, que antecedem o conhecido artista Giovanni di Nicola Manzoni del Colle, de quem temos datas precisas para sua produção: entre 1507 e 1516. Pertence à mesma época das esculturas em terracota encontradas na região de Emília, ao norte da Itália, produzidas nas últimas décadas do século XV. As figuras alegóricas das Virtudes lembram, por causa da qualidade escultural, as de Compianto, datadas de 1487, hoje no Museu Metropolitan de Nova York.