A locomotiva e o cavalo, fábula de Lachambeaudie e Paula Brito

7 07 2009

trem e cavalo

 

A locomotiva e o cavalo

 

Paula Brito

 

[ Fábula de Lachambeaudie]

 

 

Rival da Locomotiva

Um Cavalo buscou ser,

Supondo que mais do que ela

Ele podia correr.

 

Num caminho em que tomavam

Ambos igual direção,

Disse ao Vapor o Cavalo,

Brioso escarvando o chão.

 

Por mais que queiras não podes

A palma ter da vitória,

Nem fazer com que teu nome

Como o meu brilhe na história.

 

Do fogo que te alimentas

As línguas vejo sair:

É nesse arsenal de guerra,

Que tens que te consumir.

 

— “ Deveras, tu te apresentas

Como meu competidor?

Pretendes lutar?  — lutemos,

Disse ao Cavalo o Vapor.

 

Malgrado a desproporção

Entre um e outro querer,

Junto da Locomotiva

Põe-se o Cavalo a correr.

 

Um enche os ares de pó,

Outro de negra fumaça!

Não há triunfo entre os dois,

Pois um ao outro não passa.

 

Exausto, porém, de forças,

O Cavalo cai e morre;

Que faz a Locomotiva?

Com mais fogo ‘inda mais corre!

 

—–

 

Quando a proterva ignorância

Foge do século à luz

No abismo se precipita

A que seu erro a conduz.

 

Sempre que a velha rotina

Ao progresso der conselho,

Será bom que não te esqueça

De se mirar no espelho.

 

                     —–

 

Em: O Espelho, revista de literatura, modas, indústria e artes, 18 de setembro de 1859, página 8.

 

paula brito, francisco 

 

Francisco de Paula Brito  ( RJ 1809 – RJ 1861) –  tipógrafo, editor, jornalista, escritor, poeta, dramaturgo, tradutor e letrista.   Foi aprendiz na Tipografia Nacional.   Trabalhou em seguida, em 1827 no Jornal do Comércio. Em 1831 passa a livreiro e editor com  Tipografia Fluminense de Brito & Cia.  Em 1833 lança o jornal O Homem de Cor, primeiro jornal brasileiro contra o preconceito racial.  É na sua editora que se forma a “Sociedade Petalógica”, grupo de poetas, compositores, atores, líderes da sociedade, ministros de governo, senadores, jornalistas e médicos que “constituíam movimento romântico de 1840-60”  Por outro lado, a tipografia de Paula Brito serviu também de ponto de encontro entre músicos populares [ Laurindo Rabello e Xisto Bahia, por exemplo] e poetas românticos.  A combinação produziu muitas parcerias musicais, principalmente no gênero das modinhas, que serviriam de embrião para a música popular urbana, popular no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX.

 Obras:

Anônimas, poesia, 1859

O triunfo dos indígenas, teatro, sd

Os sorvetes, teatro, sd

O fidalgo fanfarrão, teatro, sd

A revelação póstuma, conto, 1839

A mãe-irmã, conto, 1839

O Enjeitado, conto

A marmota na Corte, periódico humorístico, 1849  

A Maxambomba, teatro   

A mulher do Simplício, ou A fluminense  exaltada, periódico humorístico, 1832  

Ao dezenove de outubro de 1854, dia de S. Pedro de Alcântara, nome de S. M. o Sr. D. Pedro II, poesia   

Biblioteca das senhoras, 1859  

Elegia à morte de Evaristo Xavier da Veiga, poesia, 1837  

Fábulas de Esopo para uso da mocidade, arranjadas em quadrinhas, poesia, 1857  

Monumento à memória do brigadeiro Miguel de Frias Vasconcellos e de seu irmão Francisco de Paula, 1859  

Norma, teatro, 1844  

Oferenda aos brasileiros, sd   

Os Puritanos, teatro 1845  

Poesias de Francisco de Paula Brito, poesia, 1863  

 —–

Pierre Lachambeaudie (França, 1807 – 1872) foi um escritor de fábulas francês.





Boas maneiras XIX

5 07 2009

19 - bom dia 19

Pela manhã…  sorria…

Dizendo a seus pais “bom dia”!





Conversões urbanas: como tornar a sua cidade numa cidade verde, sem demolições.

5 07 2009

 

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No dia 28 de junho o jornal Boston Globe publicou um interessante artigo de Michael Fitzgerald com uma lista de algumas das alternativas — já experimentadas e com sucesso — para transformar uma cidade já existente, numa cidade verde, com uma pegada carbônica muito menor do que a atual.   É claro que ele se concentra no que acha possível ser aplicado à cidade de Boston.  Mas como essas alternativas funcionaram em outros lugares, não custa darmos uma olhadinha para vermos o que anda sendo feito.  A tradução é minha e é bastante livre. 

Conversões urbanas: como tornar uma cidade verde, sem demolições.

 À medida que o mundo aquece, ele se torna também cada vez mais urbano.  Mais da metade da população mundial já vive em cidades ou muito próxima dos centros urbanos.  Então, quando se trata de vida sustentável, as cidades representam um desafio crescente.

Há muitas vantagens que já encontramos nas cidades:  elas têm transporte público, têm uma distribuição eficiente de energia elétrica, e uma densidade populacional compacta, que pode dispensar o uso do automóvel.  Além disso, pessoas que vivem e trabalham em edifícios altos, em vez de construções espalhadas pela paisagem, conservam uma enorme quantidade de energia per capta.

Mas as cidades também têm um grande problema: elas já estão construídas.  Podemos inventar todas as tecnologias “verdes” de que gostamos, mas não podemos derrubar quarteirões cheios de velhas estruturas e iniciar tudo do ponto zero.  Isso, para não falar na trama de ruas, ladeadas por cabos, tubos, túneis,  que se desenvolveram através de décadas, ou até mesmo séculos. O problema é especialmente sentido em cidades antigas como Boston.

Então, vem a pergunta: como para melhorar as cidades que temos? A resposta, através de conversões arquitetônicas.  Em anos recentes, engenheiros, planejadores urbanos, e empresários procuraram novas formas, imaginativas,  de tomar o que conhecemos hoje num uso de energia mais eficiente, enxertar  esse sistema tecnológico nas cidades existentes sem ter que arrasar o que já existe.   Aqui estão algumas idéias já testadas, incluindo algumas que podem vir a funcionar em Boston.

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BICICLETAS DISPONÍVEIS

 Bicicletas só usam suor como combustível, por isso são um item favorito e essencial para qualquer plano verde de trânsito, em qualquer lugar do mundo. Mas, a não ser que você seja um ciclista dedicado, nem sempre terá sua bicicleta com você quando precisar fazer um giro rápido.  É aí, nesse ponto que aparecem programas de compartilhamento que oferecem um bicicletário de bicicletas públicas, que podem ser utilizadas para circulação na cidade.   Apesar de muitas variantes desses programas já terem sido tentadas e não darem certo nos últimos 20 anos; hoje, há esperanças de que venham a funcionar.  Na França aparecem os primeiros sinais de sucesso: desde de 2005 que a cidade de Lyon lançou um programa que funciona com este fim e agora ele aparece de novo, adaptado em Paris.   É simples.  O programa se baseia num bilhete vendido pela cidade, custando aproximadamente R$80,00.  Ele serve por um ano de acesso ao uso de 20.000 bicicletas disponíveis em 1.500 estações na cidade.   O preço da bicicleta (o que seria o aluguel)  não custa nada pelos primeiros 30 minutos.  Depois disso há uma escala crescente de custos que são aplicáveis ao uso.  Há aproximadamente outras 25 cidades no mundo que oferecem programas semelhantes, de Barcelona a Washington DC.   Muitos desses programas são subsidiados por propaganda nas bicicletas ou outro tipo de publicidade. 

 

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UMA REDE INTELIGENTE

A rede que fornece a nossa eletricidade é complexa, mas nem sempre é bem utilizada.    Lembre-se do telefone casa da vovó – aquele que não tem identificador de chamadas, e que não consegue receber mensagens de texto ou vídeo.  Se fosse um telefone “inteligente” poderia se comunicar com a sua casa, e vice-versa.   A nível residencial isso significaria que você saberia exatamente que aparelhos estariam desperdiçando energia e como usá-los de forma mais eficiente.   A nível municipal, uma rede inteligente pode mudar o modo do consumo de energia.  A municipalidade poderia facilmente cobrar mais dinheiro pela energia em horas de grande uso.  O indivíduo poderia até mesmo vender o excesso de energia renovável sem uso de volta para a rede.  Algumas cidades pioneiras e alguns consumidores já usam redes inteligentes: na cidade de Boulder, no estado do Colorado, a companhia Xcel Energy lançou um plano piloto de contadores inteligentes que permite aos consumidores de verem a cada segundo as estatísticas sobre o seu gasto de energia e que permite também a mudança de temperatura da casa ou outras variáveis de maneira automática.

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PODCARS

 

A cidade de Masdar, a ser construída em Abu Dhabi tem em plano experimental “pós-petróleo”.  Ela será a primeira cidade do mundo a apresentar em grande escala um sistema rápido trânsito de pessoas.  Será um pequeno túnel subterrâneo movido a baterias, servindo a 4 pessoas por veículo.   Esquemas semelhantes estãosendo testados em Londres, no aeroporto Heathrow;  e em Uppsala, na Suécia.  Todos esses podcars usam rodas, o que significa que eles precisam de faixas nas ruas da cidade.  Mas há locais, como a cidade de Boston, que poderiam ser melhor servidos com o uso da tecnologia de levitação magnética, semelhante a utilizada nos trens de alta velocidade.  A empresa californiana Unimodais Systems construiu um protótipo mag-lev podcar no sistema da NASA Ames Research Center.  Ela afirma que o sistema é leve o suficiente para usar postes de luz como pontos de apoio.  Há muito tempo que um projeto de podcars da Universidade de West Virginia em Morgantown foi financiado durante a administração Nixon, e ainda está até hoje transportando estudantes pelo campus universitário.

 

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ESTAÇÕES DE PERMUTA

 Para trânsito alternativo há muitas idéias brotando em inúmeras cidades usando empresas que dividem serviços de carros e motos.  Um dos problemas que todas encontram é a falta de conexão entre pontos, especialmente quando se engloba distâncias mais afastadas do centro das cidades.  Estações de permuta, bem planejadas, poderiam ligar estes serviços, da mesma maneira que eles funcionam nas linhas de trens urbanos, ou nos metrôs, e com serviços de taxi.    A cidade de Bremen, na Alemanha criou um sistema que conecta ônibus e trem, motos, táxis, e grupos de caronas para que residentes possam se locomover com mais facilidade, sem ter um carro. Um sistema integrado de pagamento significa que eles podem fazer toda a viagem com apenas um cartão, ou até mesmo um celular.  Outras “estações de permuta” já estão organizadas em cidades como Washington, São Paulo, Cidade do Cabo, e Chennai, na Índia.  Entusiastas também vislumbram  online mapas inteligentes que liguem todos os meios de trânsito disponíveis ao público, com GPS e estimativas de tempo de viagem.

 

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RE-CONFIGURAÇÃO DE IMÓVEIS  

 Edifícios novos e eficientes são ótimos.  Mas não se pode simplesmente derrubar os edifícios já existentes para construir novos. Em vez disso, os construtores começam a reconfigurar o acabamento externo de concreto dos edifícios mais velhos, esfoliando as suas superfícies e acrescentando novas camadas térmicas.  Estas invertem a tendência normal de absorção do calor no verão e de perda deste mesmo calor no inverno.  Uma cuidadosa reconfiguração pode cortar o gasto de energia pela metade enquanto que o novo acabamento pode também englobar uma melhoria nas tubulações de serviços essenciais assim como nas tubulações elétricas.  É a cidade de Berlim que lidera neste caminho.  Com a esfoliação de um complexo de edifícios de 40 anos compreendendo 16.000 apartamentos.  Um edifício de escritórios em Manchester, na Inglaterra, foi reconfigurado com células foto-voltaicas.  Até mesmo edifícios ícones, parte da paisagem de cidades turísticas  podem passar por esse processo.  Um exemplo é o Empire State Building  que está em processo de reconfiguração começando de seu interior, e adicionando janelas com 3 painéis, além de atualizações mecânicas.  O resultado será a economia de USD 4.400.000 por ano em gastos de energia.  E tudo isso sem alterar sua aparência exterior.  O grande problema destes projetos é que eles são difíceis de serem repetidos em outros edifícios.  A Zerofootprint, uma organização sem fins lucrativos em Toronto criou um prêmio de USD $ 1 milhão para um projeto de reestruturação exterior que possa ser facilmente adaptado para muitas cidades.

 

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ALUGUEL DE ENERGIA SOLAR

Um dos maiores obstáculos para os donos de casas  mudarem suas residências para a energia solar, é o custo.  Em média custa nos EUA cerca de USD $ 25.000 para um conjunto de painéis de telhado.  Cidades como São Francisco conseguiram atrair subsídios federais  para reduzir esses custos pela metade.  Mesmo assim ainda é muito dispendioso.  Agora empresas privadas como SolarCity e SunRun andam seduzindo consumidores com uma outra maneira para consumo de energia solar.  Com o pagamento de USD $ 1.000 iniciais, proprietários de imóveis  podem alugar painéis solares por uma pequena quantia mensal baseada no uso de eletricidade por unidade. Inicialmente estas companhias se concentraram em partes ensolaradas do país, principalmente na Costa Oeste dos EUA.  Mas a SunRun começou recentemente,  no início deste ano, um programa de locação de painéis  em Massachusetts.

 ***

 

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Sobre livros e decoração:

2 07 2009

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Finalmente!  Estou em processo de mudança.  Agentes imobiliários não acreditavam toda vez que eu dizia: “Este apartamento não serve. Tem armários demais e poucas paredes para colocar estantes para os meus livros. Poucas paredes para os meus quadros.” Levei oito meses procurando minha nova “caverna”.  Poucas foram as pessoas que entenderam o meu dilema:

1 – Preciso sim, deste grande número de livros.

2 – Não, ainda não li todos eles.

3 – Alguns deles jamais serão lidos de ponta a ponta, assim como dicionários, há outros livros que são mantidos pela simples necessidade da referência!

 Então, finalmente, de posse do novo “refúgio”, chamei um marceneiro para remodelar as estantes que cobrem duas paredes do meu atual escritório.  Quero que elas venham a cobrir outras paredes no novo endereço.  E como nenhum espaço é igual a outro, teremos que ajustar as dimensões. 

 É evidente, também, que as estantes que tínhamos já não eram suficientes.  Mesmo depois de oito visitas que fizemos ao sebo mais próximo para “desovar” livros de entretenimento e alguns outros mais, que, como alimento que são para nossas almas, têm data de validade!   Exemplos:  Dude, where´s  my country?  de Michael Moore ou O Mundo é plano de Thomas Friedman. Temos agora que pensar na adição de uma nova estante.

 Como esta nova estante não caberá no próximo escritório hoje passamos um tempinho de manhã, calculando o melhor lugar para a nova adição.  O marceneiro que contratei, que veio com boas recomendações, e cujo trabalho parece satisfatório, achou que poderia dar sua opinião enquanto debatíamos o melhor lugar para as novas prateleiras.  Depois que apontei para uma boa parede da sala, ele pediu desculpas e disse:

 — A Sra. não se incomode, mas vou dar uma opinião, trabalho há 25 anos fazendo armários e estantes, e, se eu fosse a Sra., não colocaria a estante logo nesta parede.  Esta é a parede mais importante da sala.   Não vai ficar bonito, mostrar esses livros todos logo aqui….  Escolha outra parede, menos importante.  Aqui a Sra. deveria colocar um aparador, com um grande espelho…

  

Denyse Klette reading

A lanterna de Kyle, s/d

Denyse Klette (Canadá, contemporânea)

Acrílica sobre tela

60 x 120 cm

 

Tive que contar até 10 antes de responder.  Olhei para meu marido.  Um olhar divertido encheu a sala.  Mudamos de assunto.  E eventualmente escolhemos uma outra parede.  Não foi aquela, mas a parede que meu marido havia originalmente escolhido, logo  na entrada.  Abre-se a porta do apartamento para uma grande estante.  Essa sim, é a arquitetura do meu abrigo. 

Há, é claro, implicações culturais a respeito da opinião do marceneiro.  Que um espelho seja a escolha para a parede principal não é surpresa para a cultura narcisista que adotamos.  Mas achar que livros podem ser feios, é falta de hábito, inclusive, falta de se ver nas casas “chiques” dos programas televisivos bibliotecas que não estejam ligadas a trabalho.  Os móveis-estante, dos programas de TV, das casas de decoração, das revistas de decoração, em geral abrigam alguns volumes e uma escultura; 6 ou 8 volumes e um quadrinho dentro da estante.  São porta-retratos e alguns livros; troféus esportivos e alguns livros;  pratinhos de porcelana em tripés e alguns livros.  São três volumes de arte, do pintor ou do escultor da moda, empilhados ao lado de um vaso com tulipas.  Ou na mesa de centro ao lado de uma curiosa escultura africana de alguma deusa da fertilidade.  Isso é o que passa por “sofisticação” e “ cultura”.  Raramente quem faz as decorações vê em livros – os troféus que são de uma mente em ebulição, de uma idéia genial.  Pena!    Perdemos todos….





Boa idéia, para monitorar o meio ambiente! Por que não tentar no Brasil?

30 06 2009

chuva, Copacabana, fotoLadyce West

 

Caso algum dos temporais ferozes que costumam caracterizar o mês de junho se desenvolva em tempestade mais grave e venha a resultar em ameaça mais séria de inundação, os moradores do Colorado contarão com um serviço de alerta antecipado acionado por uma ampla rede de 1,2 mil voluntários espalhados pelo Estado. Os participantes da rede permitiram que fossem instalados nos terrenos de suas casas uma série de medidores de chuva.

Uma rede de avaliação da chuva, chuva de granizo e neve que está em operação em 46 Estados norte-americanos sob a coordenação da Universidade Estadual do Colorado recebeu mais de 800 relatórios instantâneos sobre as precipitações acontecidas em um recente dia de chuva de junho.

A Rede Colaborativa Comunitária para a Chuva, Granizo e Neve, apesar de seu nome desajeitado, oferece aos pesquisadores do clima dados inestimáveis sobre a tendências climáticas práticas.

A rede distribuída por 46 Estados espera estender suas atividades a mais três do Estados norte-americanos este ano, elevando seu total de monitores voluntários dos padrões de precipitação a 14,5 mil pessoas em todo o país.

Quando os voluntários saem aos quintais de suas casas em meio a fortes temporais a fim de verificar o nível registrado nos medidores de chuva, quaisquer resultados definidos como perigosos que eles encontrem são encaminhados imediatamente aos escritórios do Serviço Nacional de Meteorologia nas áreas sob ameaça.

E boa parte desse esforço deriva do sentimento de culpa persistente que Nolan Doesken, um climatologista da Universidade Estadual do Colorado, continua a sentir devido a uma devastadora inundação acontecida em 1997 em Fort Collins, Colorado, a sede da universidade. Cinco pessoas morreram quando as ruas da cidade foram inesperadamente tomadas pela água de uma inundação.

Doesken afirmou que estava ciente de que as chuvas do dia eram pesadas no bairro em que vive, mas não entrou em contato com as autoridades para reportar o fato – e nenhum outro morador local o fez, tampouco.

 

Foto- 1

O Serviço Nacional de Meteorologia dispunha de imagens de radar que mostravam sérias concentrações de chuva ao longo do dia, mas não estimava que o temporal que desabaria sobre Fort Collins viesse a se provar pior do que as demais tempestades que estava acompanhando, afirma Doesken.

Caso houvesse um sistema de informação sobre a intensidade da chuva operando em tempo real na cidade, o Serviço Nacional de Meteorologia e as autoridades policiais poderiam ter lançado alertas mais urgentes quanto à ameaça de inundação. Agora, Doesken se preocupa menos, porque sabe que conta com uma rede de voluntários dedicados para cuidar desse tipo de situação.

Quando as pessoas sabem que podem realizar uma tarefa simples, sem que precisem sair de casa, e com isso ajudar suas comunidades e a ciência, muita gente se interessa por participar“, afirmou o pesquisador.

Eu gostaria que tivéssemos um número maior de voluntários prontos a reportar sobre a região de Denver a cada manhã“, ele disse. “Caso tivéssemos um voluntário a cada dois quarteirões, o número não seria excessivo“.

Portal Terra





Boas maneiras XVIII

29 06 2009

18 - boa tarde professor 18

Se “boa tarde” você diz,

Seu professor fica feliz!





O menor esforço — poema infantil de Giuseppe Artidoro Ghiaroni

27 06 2009

 trabalho, pantera cor de rosa

 Pantera cor-de-rosa. Ilustração Freleng e DePatiee.

 

 

 O Menor Esforço
                                                      Guiuseppe Artidoro Ghiaroni

Ferreiro e filho de ferreiro,
um dia visitei meu vizinho carpinteiro.
E ao ver quanto a madeira era macia
em relação ao ferro que eu batia,
deixei de ser ferreiro.

 Tornei-me carpinteiro e, vendo o oleiro
modelando o seu barro molemente,
cobicei seu oficio de indolente
e larguei meu formão de carpinteiro.

Mas fui depois a casa do barbeiro,
que alisava uns cabelos de menina.
E achando aquela profissão mais fina,
deixei de ser oleiro.

Um dia, em minha casa de barbeiro
entrou um poeta de cabelo ao vento.
E ao ver quanto era livre e sobranceiro,
troquei minha navalha e meu dinheiro
por sua profissão de encantamento…

Meu Deus! Por que deixei de ser ferreiro ?

 

Giuseppe Artidoro Ghiaroni — Nasceu em Paraíba Do Sul, (RJ), no dia 22 de fevereiro de 1919. Jornalista, poeta, redator e tradutor;  Depois de ter sido ferreiro, “office-boy” e caixeiro, passou a redator do “Suplemento juvenil ” iniciando-se assim no jornalismo de onde passou para o Rádio distinguindo-se como cronista e novelista.  Faleceu em 2008 aos 89 anos.

Obras:

O Dia da Existência, 1941

A Graça de Deus, 1945

Canção do Vagabundo, 1948

A Máquina de Escrever, 1997





Quadrinha sobre o presunçoso, uso escolar

23 06 2009

Menino, com toda elegância, cartão Postal, 1929

Ilustração:  Cartão postal [Alemanha], 1929.

 

Quem julga ser importante

nem sempre importância tem;

e além de deselegante,

é presunçoso também.

 

(Lucina Long)





Quadrinha infantil: cola

18 06 2009

mentia na escola

Ilustração:  Maurício de Sousa.

 

Na solidão da carteira

O aluno vadio cola

Pensando que a vida inteira

Viverá dessa “esmola”.

 

 

(J. Eloy Santos)





Boas maneiras XVII

16 06 2009

Desculpe-17

 

Quando esbarrar por descuido,

Diga que sente muito!