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Vittorio Gobbis (Itália, 1894- Brasil,1968)
óleo sobre tela, 53 x 65 cm
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Giuseppe Mascarini (Itália, 1877-1954)
óleo sobre tela,
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Francesco Petrarca
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José Paulo Moreira da Fonseca
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Mesmo quando imóvel, vemo-lo correr
Como se aquelas formas sonhassem
Com uma inaccessível distância.
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Em: Antologia Poética, José Paulo M. F., Rio de Janeiro, Leitura: 1968
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Desconheço a autoria dessa ilustração, mas é de 1914 tirada de revista dinamarquesa.–
Não quero ser flor, nem fita,
Enfeites, brincos ou anéis,
Queria ser teu sapato,
Para viver aos teus pés.
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(Anônima)
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Em: Trovas Brasileiras: populares e popularizadas, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, W.M. Jackson Inc: 1944, nº.539
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Alfredo Rodríguez (México, 1954)
óleo, 36 x 28 cm
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Érico Veríssimo
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Livraria, 2012
John Farnsworth (EUA, contemp.)
Óleo sobre tapel colado em madeira, 21 x 21 cm
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“A livraria era frequentada por curiosos que passavam as tardes remexendo livros, anotando cadernos e abrindo gavetas; desencavavam edições esgotadas, gozavam da intimidade do patrão, cuspinhavam literatura, falavam mal dos outros e galanteavam Teresa, — galanteios de esporas.
Ela se acostumara, só fazia sorrir. Fechou o decote e desceu as mangas, mas os seios empinados desafiavam os fregueses. Impossível disfarçá-los, primeiro lugar para onde espiavam.
Uma tarde quase caía da cadeira alta junto à maquina: a mão que se estendia pedindo-lhe o troco era a mesma que lhe fizera carinhos. Não mudara: o asseio de sempre, a camisa bem alva, o bigode certo, a roupa cinzenta. Estranhou-lhe a calma; surgia tão sereno, tão sem surpresa que parecia mentira. Jamais pensou que fosse assim, um tipo sem alma, lembrou-se de um livro que lera. Na livraria havia facilidade de obter, emprestados, romances da moda; quase todos contavam histórias de amores infelizes, de pobres mocinhas que sonhavam com príncipes encantados.
Afável, cordial e alheio, como se nada entre eles houvesse ocorrido. Num minuto atravessava Teresa um mundo de recordações: noites de lágrimas, a perseguiçã ao vidro de formicida, tudo por ele, que estava ali calmo e distante, sorriso incolor, sem um aperto de mão. Sujeito ordinário, pensou em dizer-lhe. Noivo? Teria casado? Os olhos cinzentos iam dominá-la; seu rancor tropeçava, fraquejava. O mesmo rapaz, nem alto nem baixo, roupa nova, a gravata escura, o cabelo cortado. Por ele sofrera, esquecida e apagada; se não fosse o emprego, teria morrido de tédio. Andaria iludindo outras tolas, sujeito ordinário, quase dizia. Soçobrava nas recordações tumultuadas, o ódio adormecia, o desejo imperava. Fraqueza. Cadê o amor-próprio? Não devia ceder. Seria capaz de repetir a loucura? Loucura não houvera. O coração de Teresa perdendo o compasso, subia e descia, não havia o que falar. Se falasse, iria se render, iria adular, iria chorar. Que coisa trágica, o amor. Os homens não amavam, aproveitavam a fraqueza das pobres para se divertir.
— Quem quiser se divertir, compre macaco — proclamava Viriato.
Mas Viriato também fazia sofrer a irmã de um amigo.
Coração descompassado, alegria e horror.
— Quase não a reconhecia — falou. Cada vez mais bonita.”
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Em: O amigo Lourenço, Permínio Asfóra, Rio de Janeiro, José Olympio: 1962, pp, 96-97
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Peixe Mandarim. Foto: Life of Sea.–
O peixe-mandarim (Synchiropus splendidus) vive na água salgada em lugares de clima tropical. Mede de 6 a 10 centímetros de comprimento. Vive escondido em fendas nos recifes de coral e alimenta-se de pequenos animais marinhos que passam próximo de seu esconderijo; também come pequenas quantidades de algas e outros flocos que possam lhe servir de alimento. Vive no Pacífico.