Imagem de leitura: Fabio Cipolla

12 06 2025

Uma leitura divertida

Fabio Cipolla (Itália, 1852-1935?)

óleo sobre tela, 28 x 54 cm

Coleção Particular





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

11 06 2025

Pecado original, 2001

Júlio Passos (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela, 70 x 120 cm

 

Morango, 1998

Renato Meziat (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 100×100 cm





Eu, pintora: Louise Abbéma

10 06 2025

Autorretrato, c. 1900

Louise Abbéma (França, 1853-1927)

óleo sobre tela





Nossas cidades: Itanhaém

10 06 2025

Vista de Itanhaém, 1911

Emídio de Souza (Brasil, 1868-1949)

óleo sobre tela colado em eucatex, 29 x 49 cm





Julian Barnes lista seis livros favoritos

9 06 2025
ilustração Laurence Fellows

 

 

O escritor inglês e vencedor do Man Booker Prize em 2011, com o livro O sentido de um fim, deu à revista The Week, uma pequena lista de seus livros favoritos.  Foi uma lista diferente da que eu imaginaria, mas são obras muito boas.

1 – A viúva Couderc, George Simenon.  Infelizmente não encontrei a tradução para o português.  Foi publicado em 1942.  “Todos os anos, Simenon se irritava com aqueles “idiotas” de Estocolmo que  ainda não lhe haviam dado o Nobel de literatura.  Na época eu achava aquilo muito louco; agora acho bastante apropriado.  Seus romances duros são poucos e rigorosos, demonstrando profundo conhecimento da natureza humana.  Este é um dos melhores.”

2 – Rapazes de zinco de Svetlana Alexievich, publicado em 1989. “Alexievich ganhou o Nobel, como deveris, em 2015, por suas histórias polifônicas retratando o final do Comunismo Soviético.  Rapazes de zinco retrata as experiências terríveis dos soldados sovi[eticos no Afganistão.”

3 – O início da primavera [The beginning of Spring], Penelope Fitzgerald, publicado em 1988.  Não encontrei tradução para o português, mas achei em espanhol, inglês e italiano. “A história se passa na Rússia pré-revolucionária. Esse é o melhor das quatro grandes obras de Fitzgerald.  Irônico, inadequado, sábio, e terno ao mostrar os incompetentes. A obra de Fitzgerald tem uma graça moral que permanecerá e sobreviverá às obras mais espalhafatosas da nossa época.

4 – Persuasão, Jane Austen, publicado em 1817. Os meus três romances favoritos do século dezenove foram escritos por mulheres. Middlemarch Jane Eyre  são os outros dois.  Persuasão é o último romance de Austen, sombrio, irônico e intenso.  Imagine que mais ela poderia ter escrito se não tivesse morrido aos 41 anos. 

5 – Amours de voyage, de Arthur Hugh Clough, publicado em 1849.  “Um longo poema e também um pequeno romance — sobre amor, dúvida e viagem; sobre perder a chances oferecidas, sobre não entender o momento, analisar demais e covardia moral. Clough é contemplativo, argumentativo,  inteligente e extremamente moderno.

6 – Ethan Fromme, Edith Whaton, publicado em 1911.  “Wharton disse que “para escrever esse livro eu trouxe grande alegria e total conforto”.  Com a maioria das edições tendo próximo de 100 páginas, o livro combina a densidade de uma novelaem carater e tema com a simplicidade e força de um conto. Como muitos de seus livros, uma tragédia, para uma época não trágica. E ela escreveu o original em francês!

NOTA:  Você encontrará minha resenha sobre O sentido de um fim de Julian Barnes aqui neste blog.  Julian Barnes é um dos meus escritores favoritos.  Preparo nesse momento a lista do livros de mais gostei nesses primeiros 25 anos do século XXI e tenho dois livros de Barnes na minha lista. 





“Nada nos satisfaz”, Michel de Montaigne

7 06 2025
DETALHE  (veja tela inteira abaixo)

Emina, lembranças do Oriente

Louis-Emile Pinel de Grandchamp (França, 1831-1894)

óleo sobre tela 

 

 

Nada nos satisfaz

 

Michel de Montaigne

 

Se ocasionalmente nos ocupássemos em nos exa­minar, e o tempo que gastamos para controlar os outros e para saber das coisas que estão fora de nós o empregás­semos em nos sondar a nós mesmos, facilmente sentiríamos o quanto todo esse nosso composto é feito de peças frágeis e falhas. Acaso não é uma prova singular de imperfeição não conseguirmos assentar o nosso contentamento em coi­sa alguma, e que, mesmo por desejo e imaginação, esteja fora do nosso poder escolher o que nos é necessário? Dis­so dá bom testemunho a grande discussão que sempre houve entre os filósofos para descobrir qual é o soberano bem do homem, a qual ainda perdura e perdurará eterna­mente, sem solução e sem acordo: Enquanto nos escapa, o objecto do nosso desejo sempre nos parece preferível a qualquer outra coisa; vindo a desfrutá-lo, um outro desejo nasce em nós, e a nossa sede é sempre a mesma. (Lucrécio).
Não importa o que venhamos a conhecer e des­frutar, sentimos que não nos satisfaz, e perseguimos cobi­çosos as coisas por vir e desconhecidas, pois as presentes não nos saciam; em minha opinião, não que elas não te­nham o bastante com que nos saciar, mas é que nos apo­deramos delas com mão doentia e desregrada: Pois ele viu que os mortais têm à sua disposição praticamente tudo o que é necessário para a vida; viu homens cumulados de riqueza, honra e glória, orgulhosos da boa reputação de seus ftlhos; e entretanto não havia um único que, em seu foro íntimo, não se remoesse de angústia e cujo cora­ção não se oprimisse com queixas dolorosas; compreendeu então que o defeito estava no próprio recipiente, e que esse defeito corrompia tudo de bom que fosse colocado de fora em seu interior (Lucrécio).
O nosso apetite é indeciso e incerto: não sabe con­servar coisa alguma, nem desfrutar nada da maneira certa. O homem, julgando que isso seja um defeito dessas coi­sas, acumula e alimenta-se de outras coisas que ele não sabe e não conhece, em que aplica os seus desejos e espe­ranças, honrando-as e reverenciando-as; como diz César: Por um vício comum da natureza, acontece termos mais con­fiança e também mais temor em relação às coisas que não vimos e que es­tão ocultas e desconhecidas.

 

Michel de Montaigne, Ensaios

 





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

6 06 2025

Feira de São Cristovão, 1939 *

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)

óleo sobre madeira, 22 x 27 cm

   

   * esta é a obra mais antiga que tenho arquivada de Sylvio Pinto, que tinha meros 21 anos quando a pintou. 





Um detalhe: Ingres

4 06 2025

DETALHE

Retrato de Mme Moitessier, 1857

Jean Auguste Dominique Ingres (França, 1780-1867)

Óleo sobre tela, 120 x 92 cm

National Gallery, Londres

 

 

Há pintores e obras de arte que crescem dentro de nós através dos anos.  Jean Auguste Dominique Ingres é um dos pintores que cada vez que observo seu trabalho, mais ele me encanta.  Poucos foram como ele capazes de transmitir a exuberância de uma joia ou a suavidade de um veludo.  Detalhes de seus quadros são quase tão fascinantes quanto a obra inteira.  Ainda que este broche de Mme Moitessier seja exemplar, com o brilho das pedras preciosas bem acentuado, não é o único aspecto que faz dessa obra uma peça que nos extasia.  Por hoje ficamos observando essa riqueza de tons. Observemos o jogo do opaco com o brilhante no brocado da poltrona onde ela está sentada. Olhe só o delicado retratar do estampado de seu vestido e ao fazer isso quase conseguimos ouvir o farfalhar da seda que acompanhava o movimento da bela senhora toda vez que passava de um cômodo ao outro de sua residência. Uma beleza mesmo.  Não é a toa que foi um dos pintores favoritos de Napoleão Bonaparte. 

 

 

 





Baile no sereno, poesia infantil, Ruth Rocha

2 06 2025
 
 
Baile no sereno

Ruth Rocha

 

Cantador canta tristeza,

canta alegria também.

É de sua natureza

cantar o mal e o bem.

Pois ele tem dentro dele

o canto que o canto tem…

Por isso, se o mar secar,

se cobra comprar sapato,

se cachorro virar gato,

se o mudo puder falar,

Se a chuva chover pra cima,

se barata for grã-fina,

Quando o embaixador for em cima,

Cantador vai se calar.





Eu, pintor: Norbert Goeneutte

1 06 2025

Autorretrato em sua biblioteca, 1878

Norbert Goeneutte (França, 1854-1894)

óleo sobre madeira, 35 x 27 cm