Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

19 06 2015

 

 

RADA DIMITTOVA OU RADOMIRA CORREIA DA SILVA-SERIE ESQUINAS DO RIO RUA URUGUAI E BARAO DE MESQUITA-Ost,33 X 40 CM-1980Esquina da Rua Uruguai e Rua Barão de Mesquita, 1980

Radda Dimittrova [Rússia, radicada no Brasil]

óleo sobre tela, 33 x 80 cm






Biografias são ficção, nada mais

17 06 2015

 

 

lendo segredosCarequinha e Bolinha conversam sobre o livro: Segredos

 

 

Fiquei muito feliz com a decisão da Suprema Corte do Brasil de permitir toda e qualquer biografia. Biografias, semelhantes a obras de outros gêneros são obras de ficção. E, portanto, proibi-las seria proibir a própria ficção. Demos um passo à frente para a cultura brasileira. Minhas razões para celebrar o evento se enraízam na convicção de que uma narrativa é sempre ficcional. Com exceção daquilo que podemos provar por equações matemáticas, todo o resto é narrativa.

Para uma historiadora isso é gritante. Ver os mesmos dados serem contados, interpretados por diferentes gerações e diferentes culturas, mostra de maneira explícita o quanto dependemos da visão e da interpretação de quem narra. Sei que posso resgatar dados, procurá-los, ir atrás de testemunhas. Posso encontrar pistas do que poderia ter acontecido, quer no passado distante, quer nas últimas 24 horas. Mas não posso nunca deixar de reconhecer que tudo, absolutamente tudo, é ficção. Nem mesmo duas pessoas que participam de um mesmo ato, conseguem narrar objetivamente aquilo que lhes aconteceu. Cada qual tem seu enfoque pessoal, cada qual vem de um lugar interno, pessoal, diferente. A subjetividade está sempre presente. E como não há memória sem narrativa, todo o passado em comum que temos como grupo familiar ou nação é subjetivo, é interpretação, é ficção.

Não há necessidade de vermos o mundo divididos em extremos: verdade x mentira. Nem tudo é branco ou preto. Tudo é cinza. Cinza porque nossa interpretação do que já foi cai indubitavelmente no subjetivismo do narrador.

Não há historiador objetivo. Não há relato objetivo. No momento em que um acontecimento, um fato, um evento passa pelo ser humano ele é subjetivo. Daí a minha satisfação de se permitir que a ficção continue no Brasil. Proibir a escrita de biografias, sobretudo daqueles que se colocaram como líderes musicais, políticos, sociais, para um grande público é proibir a maneira criativa de interpretação que fazemos deles.

Ganhamos todos com a decisão da Suprema Corte.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

17 06 2015

 

 

JOSÉ CARLOS DOS SANTOS, DITO FLORÊNCIO - (Brasil,1947)Natureza morta - óleo sobre tela - 24 x 41 cm - 1990 -Natureza morta com mangas, 1990

Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 24 x 41 cm





Cuidado, quebra! Figura Maia do século VIII

16 06 2015

 

 

METROPOLITAN, sec viii, figura em ceramica maia,Figura em indumentária completa, século VII-VIII

Cultura Maia, Península do Yucatan, México

Cerâmica policromada, 29 cm de altura

Metropolitan Museum, Nova York

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Nossas cidades — Itanhaém

15 06 2015

 

 

Daniel Penna, (Brasil, São Paulo, 1951) Igreja Matriz, Itanhaém, 2004, ost, 40 cm X 50 cmIgreja da Matriz, Itanhaém, 2004

Daniel Penna (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Cacto, poesia de Mauro Mota

15 06 2015

 

cactus 8

 

Cacto

 

Mauro Mota

 

 

Insólito, agressivo,

de pudor botânico:

cacto.

 

Espantalho

da chuva,

bandido xerófilo,

muitiapunhalante.

 

A língua

dura e espinhenta

lambe e fere

o ígneo vento.

 

Cacto de aço

verde árido.

Mas

com o pranto nas raízes

e o impacto cromático

da flor cactácea

que se

abre neste mormaço.

 

 

Em:  Antologia Poética, Mauro Mota, Rio de Janeiro, Editora Leitura:1968, p. 79





Trova do amor

14 06 2015

 

 

Casal, na escada, clarence coles phillipsIlustração Clarence Coles Phillips (EUA, 1880-1927).

 

Dizem que o amor é feitiço,

é mágoa, alegria e dor.

– Mas se amor não fosse isso,

que graça teria o amor?

 

(Lilinha Fernandes)





Flores para um sábado perfeito!

13 06 2015

 

???????????????????????????????Vaso com flores

Carmen Arruda (Brasil, 1934)

óleo sobre tela, 60 x 60 cm





Imagem de leitura — Julien Jacques LeClerc

12 06 2015

 

 

Julian Jacques Leclerk, une petite dame dans le trainUma senhorita no trem

Julien Jacques LeClerc (França, 1885-1972)

ilustração para La Vie Parisiènne, década de 1920