Bette Magrani (Brasil, 1954)
acrílica sobre tela, 80 x 110 cm
Rafael Falco (Argélia/Brasil, 1885-1967),
óleo sobre tela colada em placa, 30 x 20 cm
Coleção Fabiano Wolff
[com localização e dedicatória no verso ao pintor EmílioWolff]
Em 2011, neste blog, lancei um pergunta sobre o pintor brasileiro Rafael Falco, que poucos conhecem por nome, mas que muitos conhecem pelas obras históricas tal como Tiradentes ante o carrasco, de 1941, que de vez em quando aparece na televisão como pano de fundo de entrevistas políticas porque faz parte do acervo da Câmara dos Deputados em Brasília. Minha pergunta: por que conhecemos tão pouco a respeito de alguém cuja obra apareceu em verso de papel moeda, em ilustrações de livros de história? [Rafael Falco, um pintor brasileiro. Alguém tem mais informações?] Esse questionamento levou a um interessante diálogo, de alguns anos, que permanece vivo até hoje com familiares do pintor, colecionadores e outros estudiosos da pintura brasileira.
Por causa desse questionamento informações adicionais foram publicadas sobre a obra de Rafael Falco como ilustrador da revista Caça e Pesca, cujas fotos foram gentilmente cedidas por Paulo Araújo de Almeida, chegaram ao blog em 2012. [Pintor Rafael Falco, ilustrador da revista Caça e Pesca]
Rafael Falco (Argélia-Brasil, 1885-1967)
óleo sobre tela, 44 x 36cm
Coleção Fabiano Wolff
Hoje voltamos ao assunto através da coleção particular de Fabiano Wolff que, atenciosamente, cedeu fotografias de três obras de Rafael Falco: a paisagem retratando o balneário de Piçarras em Santa Catarina, a natureza morta com uva, garrafa e tacho de cobre e o retrato do pintor brasileiro Emílio Wolff, todos postados aqui.
Retrato do pintor Emílio Wolf, 1952
Rafael Falco (Argélia-Brasil, 1885-1967)
óleo sobre tela, 44x 36 cm
Coleção Fabiano Wolff
[com data e dedicatória do pintor ao amigo pintor]
A técnica de Rafael Falco parece bastante influenciada pelo impressionismo. Ainda que eu não tenha visto nenhuma dessas obras em pessoa, posso observar a pincelada solta, desprendida. Há realce da luz.
Se você também tem uma obra de Rafael Falco, e gostaria de contribuir para esse tema por favor nos contate. Tenha cuidado com a fotografia. Mande-me os detalhes das obras: técnica, tamanho, localização. E teremos grande prazer em continuar com o tema.
Oswaldo Teixeira (Brasil, 1905-1974)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm

Na biblioteca há mil sábios
a nosso inteiro dispor.
Sem querer mover os lábios,
cada livro é um professor.
(A. A. de Assis)

Vista do morro do Pão de Açúcar, 1959
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela, 33 x 49 cm
Conny Lehmann (Alemanha, 1967)
aquarela sobre papel, 45 x 61 cm
Comprei esse livro porque achei a descrição da trama imperdível. Além disso, minha curiosidade havia sido instigada porque soube que a autora Ayelet Waldman participou da FLIP em 2015. O eixo principal dessa história é o retorno ao seu próprio dono de um medalhão com o desenho de um pavão que havia sido roubado durante a Segunda Guerra Mundial. Este medalhão fazia parte de um grupo de objetos, que haviam sido confiscados pelos nazistas, das família judias.
Achei interessante a história que trazia um novo elemento para a ficção literária sobre a Segunda Guerra. A guerra em si chegava ao fim em 1945 quando sabemos do trem repleto de tesouros confiscados na Hungria. Um dos soldados americanos responsável pelo trem é o foco da narrativa na primeira parte do livro. Por uma série de peripécias, Jack, acaba sendo o guardião do medalhão. E, à beira da morte, pede à sua neta que descubra os verdadeiros donos da joia.
A segunda parte se dedica à procura da pessoa ou de seus descendentes proprietários do medalhão: a melhor parte do livro. E na terceira e última parte, vemos a história dos proprietários da peça. Com essa estrutura o livro funciona como três contos diferentes, com leves ligações entre eles. São épocas, personagens e mistérios diferentes. A terceira parte me pareceu entediante. A razão é simples: no afã de ser precisa sobre a psicanálise, Ayelet Waldman dedica muito texto ao processo de análise da neurastenia, em 1913.
Ayelet Waldman
Aliás, já no início da trama, quando a ação ainda se passa em Salzburg, na Áustria, há diálogos cuja intenção é divulgar para o público em geral, os costumes e festividades judaicos. Isso contribuiu para diálogos forçados e aquém da realidade informal dos soldados americanos. Há outras formas de se passar informações culturais ou de época que causam menor intervenção no texto.
Ao que eu saiba, este é o único livro da autora traduzido no Brasil. Difícil justificar então seu convite para participar da FLIP. Não deve ter sido por esta obra.
Demetrio Cosola (Itália, 1851-1895)
pastel sobre tela, 93 x 182 cm
Galeria Civica di Arte Moderna e Contemporanea, Torino
Antigo Beco do Sapoti, Bairro do Bonfim, Salvador, 1945
Libindo Ferraz (Brasil, 1877-1951)
Aquarela sobre papel, 33 x 45 cm