“A Inglaterra dos imigrantes”, texto de Hanif Kureishi

9 04 2018

 

 

767px-The_Secret_of_England's_Greatness'_(Queen_Victoria_presenting_a_Bible_in_the_Audience_Chamber_at_Windsor)_by_Thomas_Jones_BarkerO segredo da grandeza da Inglaterra, 1863

[Rainha Vitória presenteando uma Bíblia na Câmara de Audiência, no Castelo Windsor]

Thomas Jones Barker (GB, ? — 1882)

óleo sobre tela

National Portrait Gallery, Londres

 

 

 

“Por fim, Mamoon abriu os olhos para dizer: “Vivemos num país que só tem passado e nenhum futuro. SE sou conservador é porque desejo conservar o que considero o caráter desse passado, da Inglaterra, e do povo inglês. Sou imigrante, mas a Inglaterra é meu lar. Passei mais tempo neste deserto de macacos, nesta democracia de asnos, do que em qualquer outro lugar. Também tenho acompanhado sua comédia e sua tragédia com muito interesse. Quando eu era criança a Grã-Bretanha era o país mais poderoso do planeta, seus representantes eram temidos e admirados. Adoro o ceticismo que ele desenvolveu nos anos 60, a maneira como as figuras políticas, longe de serem idealizadas, como são muitas vezes em outros países, são avacalhadas e ridicularizadas sem medo.

“Porem agora, ao que parece, nós, escritores e artistas não temos permissão para ofender. Não devemos questionar, criticar ou insultar os outros, com medo de sermos perseguidos e assassinados. Hoje em dia, um escritor sem guarda-costas dificilmente pode ser considerado um escritor sério. Uma resenha ruim é o menor de nossos problemas. Qualquer idiota que acredite em qualquer insanidade deve ser tratado com complacência, porque é seu direito humano. O direito de falar é sempre usurpado, sempre condicional. Temo que o jogo esteja quase encerrado para a verdade. As pessoas não a desejam; não as ajuda a ficarem ricas.”

 

 

Em: A última palavra, Hanif Kureishi, São Paulo, Cia das Letras:2016, p. 117

 

 





Domingo, um passeio no campo!

8 04 2018

 

 

CAMPOS AYRES - Paisagem bucólica - Óleo sobre cartão, 18 cm x 24 cmPaisagem bucólica

Diógenes Campos Ayres (Brasil, 1881-1944)

óleo sobre cartão, 18 x 24 cm





Trova dos teus caminhos

5 04 2018

 

 

martine+et+jeanIlustração de Marcel Marlier ( Bélgica, 1930-2011)

 

 

Trago minhas mãos manchadas

de sangue, pelos espinhos

das mil rosas perfumadas

que espalhei nos teus caminhos…

 

 

Izo Goldman





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

4 04 2018

 

 

Benedito Jose de Andrade, Natureza morta com abacaxi,1965, ost, 60 x 80 cmNatureza morta com abacaxi, 1965

Benedito José de Andrade (Brasil, 1906 – 1979)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Cartões de Páscoa de outros tempos!

1 04 2018

 

 

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Páscoa!

1 04 2018

 

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_ProjectUma lebre na floresta, c. 1585

Hans Hoffmann (Alemanha, 1530 -1591-2)

óleo sobre madeira, 62 x 78 cm

The J. Paul Getty Museum, Los Angeles

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_Project (2)

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_Project (3)

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_Project (4)

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_Project (5)

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_Project (6)

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_Project (7)

 





Flores para um sábado perfeito!

31 03 2018

 

 

 

Claudio Arena - Vaso com Flores - Óleo sobre tela - 50x40cmVaso com flores

Claudio Arena (Brasil, 1945)

óleo sobre tela,  50 x 40cm





Escrevendo resenhas

20 03 2018

 

 

 

escrevendo, perfil

 

 

Muitas vezes me perguntam a razão de escrever resenhas de livros.  É minha maneira de colocar um ponto final na leitura.  Não tenho treinamento em literatura, em história da literatura, apesar de ter inicialmente começado meus estudos universitários na Universidade Federal Fluminense em francês.  Mas logo saí para a história da arte.

Nessa época, eu já estava familiarizada com muitas obras da literatura francesa, por ter frequentado desde os onze anos de idade a Alliance Française. O método de ensino da Aliança sempre utilizou textos da literatura para ilustrar a cultura e a língua.  Além disso, tive muita sorte de ter usufruído, quando ainda estava com meus quinze, dezesseis, dezessete anos,  das aulas de Monsieur Cox, na Aliança de Copacabana, à rua Duvivier, em que ouvíamos as gravações de peças de Molière, Racine e outros dramaturgos clássicos franceses, feitas pela Comédie-Française. Acompanhávamos as vozes dos atores lendo os textos e parando de vez em quando para as explicações de M. Cox, em francês, é claro, linha por linha, colocando em contexto de época, social e cultural aquilo que ouvíamos, o que se passava no palco.  Era só som.  Nada mais.  Nenhum filme ou vídeo.  Uma das melhores maneiras de se treinar o ouvido, e certamente um dos mais interessantes cursos de francês e de literatura que já tive.  Talvez seja por isso que tenho muito carinho pela cultura francesa e que não deixo de assistir ao programa La Grande Librairie, na TV5, com François Busnell, que todos podem acessar pela internet também e ganhar conhecimento testemunhando as maravilhosas conversas de Busnell com escritores da atualidade franceses ou não.  Mas essa é uma grande digressão.

Escrevo resenhas em parte para resolver para mim mesma as razões de ter “gostado” ou não de um romance.  Em geral só escrevo sobre aqueles livros que são bons, muito bons, ou espetaculares.   Livros de que não gosto, em geral deixo passar.  A não ser que o não gostar tenha chegado a um nível de desgosto tão grande, mas tão grande que não posso me conter e preciso espalhar a notícia a todos que ainda pensam em poder ler aquele traste.  São poucos os que me afetam dessa maneira.

Uma coisa que talvez passe desapercebida para os leitores é que mudo de opinião à medida que vou escrevendo minha resenha.  Um livro às vezes vai do bom ao brilhante, quando percebo, por ter que pensar nele e em suas diversas correlações, o quão complexo ele é, e o quanto eu poderia ter apreciado ainda mais na minha leitura.  Um livro em que isso aconteceu recentemente foi A vida peculiar de um carteiro solitário, do canadense Dénis Thériault, que considerei bom, mas melhor ainda quando escrevi sobre o livro, e ainda mais espetacular quando, após ter escrito a resenha, contei para amigos a história do carteiro.  De repente, eu vi que tinha lido um daqueles livros muito, muito bons.  Mas raramente o contrário acontece.  Então, a resenha, sedimenta as minhas primeiras observações.  Isso não quer dizer que eu não mude de ideia mais tarde.





Domingo, um passeio no campo!

25 02 2018

 

 

 

Mauro ferreira (1958) Paisagem com igreja em MG,2000, osm 45x70
Paisagem com igreja em Minas Gerais, 2000

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre madeira, 45 x 70 cm





Flores para um sábado perfeito!

24 02 2018

 

Hanna Henriette Brandt (Alemanha-Brasil, 1923).ost, 25 x 34 cmVaso com flores

Hanna Henriette Brandt (Alemanha/Brasil, 1923)

óleo sobre tela, 25 x 34 cm