Paisagem com rio e figura
Clóvis Péscio (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 70 x 90 cm
Paisagem com rio e figura
Clóvis Péscio (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 70 x 90 cm
As luzes, 1992
Carlos Heraldo Sorensen (Brasil, 1928 – 2008)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm
Praça da Harmonia, 2016
Fernando Mendonça (Brasil, 1962)
acrílica sobre tela, 40 x 70 cm
Primavera em Saint Hubert, c. 1915
Eliseu Visconti (Itália/Brasil, 1866 – 1944)
óleo sobre tela, 36 x 49 cm
Coleção Airton Queiroz
Natureza morta com carambolas, romãs e uvas
Áurea Bertacchini, (Brasil, 1946)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm 84 x 104 cm)
Antigas regatas de Vitória
Isabel da Rocha Braga (Brasil, 1914 -1987)
acrílica sobre tela
Raro adorno para a cabeça (grinalda)
Dinastia Tang, séculos VII-IX Era Comum,
ouro, 31 cm
China
Este é um exemplo da confluência de duas culturas em um único objeto, produzido na China, entre os séculos VII e IX. Além disso, esta coroa mostra alto grau de artesanato.
O cavalo galopante, que faz parte do design em cada ponta deste adorno de cabeça, mostra a influência de uma cultura nômade, de uma tribo, das estepes da Asia Central. As patas deste bravo animal praticamente não tocam o chão. Parecem cavalos elevados a um status mítico, com chifres e ancas em chamas. Por outro lado, os desenhos de flores remetem à dinastia Tang, das linhas entrelaçadas que as sustentam.
É aí que encontramos o casamento de duas culturas em um único objeto.
Cartão postal da Alemanha, de Ernst Kuzer, 1913.
Para de amor cantar mágoas,
foi que se fez o violão,
que a gente aperta no peito,
e encosta no coração…
(Adelmar Tavares)
Paisagem
João Turim, (Brasil, 1880-1949)
óleo sobre madeira, 27 x 40 cm
Acervo do Clube Curitibano
Jovem em oração lendo o Livro de Horas, 1520
Ambrosius Benson ( Itália, 1495 – Flandres, 1550)
óleo sobre madeira, 21 x 13 cm
Museu do Louvre, Paris
Uma das consequências inesperadas do IV Concílio de Latrão, também chamado de O grande Concílio, em 1215, sob liderança do papa Inocêncio III, foi o nascimento da leitura silenciosa, individual.
Neste concílio, o maior concílio ecumênico da Idade Média, a Igreja decidiu que as confissões de pecados seriam mandatórias para o povo, para as massas. E que todo cristão que tivesse atingido a idade de discrição (primeira comunhão) deveria, pelo menos uma vez ao ano, confessar seus pecados ao padre de sua paróquia. (cânone 21, conhecido como Omnis utriusque sexus).
Até então a catequese tinha base no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Seguia-se os passos da Igreja nos seus primórdios em que fiéis passavam seus bens para a causa cristã e dividiam tudo entre eles. Com esse espírito houve maior adesão de leigos à Igreja e, entre outros hábitos, a leitura da Bíblia era comunitária. O sistema feudal muito colaborou para a manutenção de atitudes comunitárias.
A Igreja sempre considerou importante manter domínio sobre a interpretação dos Evangelhos, portanto, não foi sem controvérsia, que aceitou os hábitos comunitários, baseados nos primórdios do desenvolvimento cristão. O concílio de 1215, tentou colocar um fim nisso, trazendo, entre outras modificações, a leitura para o âmbito individual. Enquanto a confissão individual foi uma tentativa da Igreja de se aproximar do povo, conhecer as verdadeiras preocupações do indivíduo, na intimidade do confessionário pessoal, íntimo e velado.

Com esta decisão o conceito de moralidade na Europa passou de externo, comunitário, onde todos eram responsáveis por todos; para ser pessoal, ou seja, moralidade dependente do caráter, do juízo pessoal e não mais dependente do julgamento da comunidade. O nascimento da responsabilidade individual, que dois séculos depois fomentou o humanismo da Renascença, no século XIII deu espaço a hábitos solitários, como a leitura individual.
Mais tarde, esse individualismo na leitura, foi auxiliado com a invenção dos tipos móveis de Gutenberg que permitiu a publicação de livros com custo muito menor.
Mesmo assim, a leitura, silenciosa, individual, crescendo no íntimo do leitor, só passou a ser comum em meados do século XVIII. Até então, a leitura pública era comum.