Apaixonada por Manet, 2010
Carmo Soá (Brasil, 1962)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Apaixonada por Manet, 2010
Carmo Soá (Brasil, 1962)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Edgar Allan Poe
Thomas C. Corner (EUA, 1865 – 1938)
Retrato pintado em 1933 de fotografias e daguerrotipos
óleo sobre tela, 88 x 63 cm
Trono imperial dos nove dragões
Período Qianlong (1736-1795)
111 cm altura x 115 cm largura x 85 cm profundidade
O imperador Qianlong, que reinou sobre a China por seis d[ecadas de 1736 a 1795 ficou conhecido por sua vasta coleção de arte. Ele expandiu o império chinês e considerou bem-vindas as influências estrangeiras.
Esse trono, raro, foi esculpido em laca de três cores. O corpo é feito de madeira macia, coberta por camadas de laca, provavelmente entre 100 a 150 finas camadas de laca, trabalho que pode ter durado mais ou menos 6 meses para ser executado. Tratar com laca, era um trabalho muito demorado e só podia ser executado por excelentes esmaltadores.

As cores da laca foram: vermelho, ocre e verde escuro. è raro encontrar pecas com esse variedade de cores. Dois dos dragões de cinco garras foram esculpidos em laca vermelha.
A decoração deste trono foi dedicada aos nove dragões, nuvens, morcegos, folhas de lótus e pétalas. A parte mais interessante deste trono está no painel frontal onde vemos um dragão de cinco garras de encontro a um punhado de nuvens. Os outro oito dragões encontrados no trono, cada um a procura de pérolas em flamas — que simbolizam sabedoria, harmonia e prosperidade na antiga cultura chinesa — estão representados nos partes laterais do trono.

A ligação entre os dragões e o imperador da China se desenvolveu desde o imperador Amarelo (Huangdi), o primeiro imperador conhecido da China, cujas datas se aproximam dos anos 2697-2597 a.E.C. De acordo com a lenda, o Imperador Amarelo se transformou num dragão quando morreu.
NOTA: Fotos e texto baseado no catálogo da Casa de leilões Christie’s de maio de 2019.
Bananas e tacho de cobre, 1987
Nilton Bravo (Brasil, 1937 – 2005)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Autoria desconhecida.
Hermes Fontes
Depois de longa ausência e penosa distância,
vi a fonte da mata,
de cuja água bebi, na minha infância.
E que melancolia
nessa emoção tão grata!
Ver — constância das coisas, na inconstância…
ver que a Poesia é uma segunda infância,
e que toda Poesia…
Vem da fonte da mata…
Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p. 157.

O Hospital da Lagoa foi projeto de Oscar Niemeyer e Hélio Uchôa de 1952 e inaugurado em 1958. Foi obra feita para a Companhia Sulamérica de Seguros e construído pela Construtora Pederneiras. Hoje é um hospital federal. O projeto de jardinagem foi de Roberto Burle Marx, em 1955.

Está situado no bairro do Jardim Botânico, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas [Rua Jardim Botânico 501] tendo às suas costas o sopé do Morro do Corcovado. Este foi o primeiro projeto no Rio de Janeiro a ostentar as colunas em “V”, que se tornaram sinônimos de Oscar Niemeyer. Elas ampliam o espaçamento entre colunas deixando mais espaço livre entre apoio estruturais.

Os quartos dos pacientes dão vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas enquanto a parte administrativa é situada de frente para a Rua Jardim Botânico. Nesta parte a estrutura é feita com cobogó para melhor ventilação. O painel de azulejos foi projetado pelo artista plástico Athos Bulcão.

O edifício foi tombado em 1992 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Visitas só agendadas com muita antecedência.


Pelas ruas da ilusão,
o cigano libertino,
lendo o destino na mão,
vive na mão do destino.
(Hegel Pontes)

O Instituto Oswaldo Cruz foi projetado pelo arquiteto português Luís de Moraes Júnior. Construído entre os anos de 1904-1918, o prédio pertence ao estilo Mourisco e foi baseado nos próprios croquis de Oswaldo Cruz. Tem localização privilegiada, no alto de uma montanha, com domínio da paisagem ao redor sobre a principal entrada terrestre da cidade do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil. Também chamado de Instituto Manguinhos, graças ao local onde foi construído, este é o principal edifício neomourisco da cidade do Rio de Janeiro, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico [IPHAN] em 1981.

A varanda é ricamente revestida de azulejos importados, a grande maioria da fábrica portuguesa Bordallo Pinheiro. Enquanto todos os detalhes de ferro forjado como: guarda-corpos, gradis, escadas, luminárias de bronze e elevador foram importados da Alemanha.

O mosaico do piso e os tijolos são franceses. O cimento veio da Inglaterra. Toda a madeira é brasileira, inclusive as madeiras do piso-mosaico de madeiras, raro expoente deste trabalho na cidade, que encontra paralelo só no Castelo da Ilha Fiscal. Também brasileiro é o granito de base do edifício que foi retirado do próprio local da construção.

Além disso, mais notável ainda, é o vitral do quarto andar, executado por Formenti e Cia.

O Pavilhão Mourisco do Instituto Oswaldo Cruz é um exemplo da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Teve três grandes influências em sua construção. A arquitetura do Palácio de Montsouris, em Paris; o Castelo de Alhambra, em Granada, Espanha e a sinagoga de Berlim cujas torres foram totalmente replicadas em Manguinhos.




Hoje esse Castelo Mourisco é ocupado pela Presidência da Fiocruz e seus setores administrativos, pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da COC e pelo Instituto Oswaldo Cruz, unidade técnico-científica da Fiocruz.


Rebanho de ovelhas com pastor
Arthur José Nísio (Brasil, 1906 — 1974)
óleo sobre tela, 75 x 103 cm