
Pra tirar o pó do amor
saiba que o melhor caminho
sequer passa pela dor:
basta um sopro de carinho.
(Adilson Roberto Gonçalves)

Pra tirar o pó do amor
saiba que o melhor caminho
sequer passa pela dor:
basta um sopro de carinho.
(Adilson Roberto Gonçalves)
Ilustração americana anos 60.
Cebolinha em dia de chuva © Maurício de Sousa
“…Chuva para menino é festa, é rego barrento cachoeirando à porta de casa, chamando a gente para brincar com a água que passa fazendo cócegas nos pés … É goteira pingando, é de noite música no telhado. Na calçada, reúne-se a meninada, na exuberância, no contentamento de ver a água cair, meninada pançudinha, inchada pelas sezões, de frieira rosada nos pés, de boca sem dentes caídos na muda, de boqueira, meninotas de tranças, ossudinhas, uma de olhos de sapiranga, batendo palmas e se esgoelando:
Chove chuva
pra nascê capim
pro boi comê
pra papai matá
pra mamãe comê!”
Em: História da minha infância, Gilberto Amado, Rio de Janeiro, José Olympio:1966, 3ª edição, p. 72.
Natureza morta com frutas
Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
Ilustração Equipe Mauricio de Souza.
Ganha mais brilho a vitória
quando o nobre vencedor,
no pódio da sua glória,
não humilha o perdedor!
(Alba Helena Corrêa)
São Lourenço
Augusto Seabra (Brasil, 1909 – ?)
óleo sobre tela, 10 x 15 cm
Unknown Magazine, 1940.
José Otávio Gomes Venturelli
Sonâmbula tristeza me rodeia,
Inebria-me a prece dos crepúsculos,
Já não mais sinto a força que semeia
A resistência física dos músculos.
E o coração, minha esquecida aldeia,
Onde as casas são místicos corpúsculos,
Sente sua alma de saudades cheia,
E de prazeres parcos e minúsculos.
Os sonos se aproximam… Vêm vestidos
De horríveis pesadelos que me falam
De insônias infernais aos meus ouvidos.
Espíritos do mal, seres medonhos,
Eu não posso dormir se não se calam,
Porque querem roubar também meus sonhos!
Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p.397
Sem título
Karen Pezolito (Brasil, 1977)
óleo sobre tela, 44 x 50 cm
Quiosque
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 38 x 46 cm

Quando a folha seca e muda
segue no seu abandono,
ela abraça o vento e ajuda,
com arte, a pintar o outono.
(Lúcia Sertã)
