Trova da renovação

5 08 2020

 

limpando a casa, silhueta

 

Pra tirar o pó do amor

saiba que o melhor caminho

sequer passa pela dor:

basta um sopro de carinho.

 

(Adilson Roberto Gonçalves)





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

4 08 2020

 

 

 

7e86acbe4a297b42c714b5c8f2734300Ilustração americana anos 60.

 

 

“Do prato à boca, perde-se a sopa.”





Chuva, texto de Gilberto Amado

1 08 2020

 

 

chuva 2Cebolinha em dia de chuva © Maurício de Sousa

 

“…Chuva para menino é festa, é rego barrento cachoeirando à porta de casa, chamando a gente para brincar com a água que passa fazendo cócegas nos pés … É goteira pingando, é de noite música no telhado. Na calçada, reúne-se a meninada, na exuberância, no contentamento de ver a água cair, meninada pançudinha, inchada pelas sezões, de frieira rosada nos pés, de boca sem dentes caídos na muda, de boqueira, meninotas de tranças, ossudinhas, uma de olhos de sapiranga, batendo palmas e se esgoelando:

 

Chove chuva

pra nascê capim

pro boi comê

pra papai matá

pra mamãe comê!”

 

Em: História da minha infância, Gilberto Amado, Rio de Janeiro, José Olympio:1966, 3ª edição, p. 72.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

29 07 2020

 

 

Natureza Morta com Frutas. Óleo sobre tela, 46 x 55 cm. Manuel SantiagoNatureza morta com frutas

Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)

óleo sobre tela,  46 x 55 cm





Trova do vencedor

28 07 2020

 

 

ganhou concursos,Ilustração Equipe Mauricio de Souza.

 

 

Ganha mais brilho a vitória

quando o nobre vencedor,

no pódio da sua glória,

não humilha o perdedor!

 

(Alba Helena Corrêa)





Nossas cidades: São Lourenço, MG

28 07 2020

 

 

AUGUSTO SEABRA - São Lourenço, pintura a óleo tela - 9,9 cm X 15 cmSão Lourenço

Augusto Seabra (Brasil, 1909 – ?)

óleo sobre tela, 10 x 15 cm





Visitantes da noite, soneto de José Otávio Gomes Venturelli

27 07 2020

 

 

From Unknown, 1940.Unknown Magazine, 1940.

 

Visitantes da noite

 

José Otávio Gomes Venturelli

 

Sonâmbula tristeza me rodeia,

Inebria-me  a prece dos crepúsculos,

Já não mais sinto a força que semeia

A resistência física dos músculos.

 

E o coração, minha esquecida aldeia,

Onde as casas são místicos corpúsculos,

Sente sua alma de saudades cheia,

E de prazeres parcos e minúsculos.

 

Os sonos se aproximam… Vêm vestidos

De horríveis pesadelos que me falam

De insônias infernais aos meus ouvidos.

 

Espíritos do mal, seres medonhos,

Eu não posso dormir se não se calam,

Porque querem roubar também meus sonhos!

 

 

Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p.397

 





Flores para um sábado perfeito!

25 07 2020

 

 

karen-pezolito-sem-titulo-oleo-sobre-tela-44 x 50 cmSem título

Karen Pezolito (Brasil, 1977)

óleo sobre tela, 44 x 50 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

24 07 2020

 

 

 

Quiosque.jpg mQuiosque

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 38 x 46 cm





Trova do outono

23 07 2020

 

 

outono, folhas, brincadeira, menina

 

 

Quando a folha seca e muda

segue no seu abandono,

ela abraça o vento e ajuda,

com arte, a pintar o outono.

 

(Lúcia Sertã)