Paisagem, 2012
Vik Muniz ( Brasil, 1961)
Gravura, nº 7 Edição-10. 100 x 130 cm
Paisagem, 2012
Vik Muniz ( Brasil, 1961)
Gravura, nº 7 Edição-10. 100 x 130 cm
São, com os ventos passantes,
plantadas como sementes.
Lembranças são diamantes,
eternas em nossas mentes!
(Rita Bernardete Sampaio Velosa)
Vida silenciosa com brioche
Jorge Mori (Brasil, 1932-2018)
óleo sobre placa, 24 x 40 cm
Natureza morta
Sylvio Karasavas (Brasil, 1905-1980)
óleo sobre tela, 60 x 100 cm
Central do Brasil, 1961
Gastão Formenti (1894 – 1974)
óleo sobre tela, 72 x 60 cm
Vista de Brasília, Ponte JK
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
aquarela sobre papel, 47 x 32 cm

Hortênsias
C. Attilio (Itália-Brasil, 1901-1973)
óleo sobre tela, 107 x 81 cm
Hortênsias, 1945
Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983)
óleo sobre madeira, 52 x 70 cm
Passeio Público, 1937
Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)
óleo sobre tela, 26 x 35 cm
Retrato de Raul Bopp, c. 1935
Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 46 x 54 cm
Companheiros de casa, 2003
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)
óleo sobre tela
Monteiro Lobato
Moravam na mesma casa dois bichanos, iguais no pelo mas desiguais na sorte. Um, pela dona, dormia em almofadões. Outro, no borralho. Um passava a leite e comia no colo pela mão da senhora. O outro por feliz se dava com espinhas de peixe colhidas no lixo.
Certa vez cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo dizendo:
— Passa de largo, vagabundo! Não vês que és pobre e eu rico? Que és gato de cozinha e eu, de salão? Respeita-me, pois, e passa de largo…
— Alto lá, senhor orgulhoso! Lembra-te que somos irmãos, criados no mesmo ninho.
— Sou nobre! Sou mais que tu!
— Em quê? Não mias como eu?
— Mio.
— Não caças rato como eu?
— Caço.
— Não comes rato como eu?
— Como.
— Logo, não passas de um simples gato igual a mim. Abaixa, pois, a crista desse orgulho idiota e lembra-te que mais nobreza do que eu não tens — o que tens é aoenas um bocado mais de sorte…
Quantos homens não transformam em nobreza o que não passa de um bocado mais de sorte na vida!
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Em: Fábulas, São Paulo, Brasiliense: 1956, p. 155











