Enseada de Setiba, Guarapari, ES, 1964
Inimá de Paula (Brasil, 1918 – 1999)
óleo sobre madeira, 40 x 73 cm
Enseada de Setiba, Guarapari, ES, 1964
Inimá de Paula (Brasil, 1918 – 1999)
óleo sobre madeira, 40 x 73 cm
Flores para Guignard, 2023
Fernando Lucchesi (Brasil, 1947)
acrílica sobre tela, 100 x 100 cm
Vaso de flor e Ouro Preto, década de 30
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1895-1962)
óleo sobre tela, 40 X 33 cm
Alberto da Veiga Guignard foi um dos nossos grandes pintores da primeira metade do século XX. Foi também professor e sua influência pode ser sentida até hoje quer naqueles que se dedicam às paisagens, quer naqueles que também se situam entre os retratistas. Guignard fez escola no Brasil e até hoje, sessenta anos depois de sua morte, vemos artistas contemporâneos admitirem sua admiração pelo seu trabalho.
Autorretrato, 1891
Eliseu Visconti (Itália-Brasil, 1866-1944)
óleo sobre tela, 50 x 34 cm
Coleção Particular
Lagoa Rodrigo de Freitas, vista de Ipanema, 1988
Celmo Rodrigues (Brasil, 1930-2000)
óleo sobre tela, 35 x 65 cm
Fausto Guedes Teixeira
Negro o cabelo, a fronte iluminada,
O nariz curvo, a boca pequenina,
Nos olhos escuríssimos cravada
Uma estrela no fundo da retina.
Nas faces uma rosa desmaiada
E outra rosa nos lábios purpurina,
Seus pequeninos pés os duma fada
E o seu corpo um corpinho de menina.
Todos os traços cheios de expressão,
Nas mãos um fogo estranho que lhas beija,
Porque eu lhe pus nas mãos o coração.
Eis o esboço rápido daquela
Que, sempre que na vida alguém a veja,
Nunca mais vê ninguém senão a ela!
Natureza morta, 1981
Joanita Cavalcanti (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Maçãs, s/d
Antonio Rocco (Itália-Brasil, 1880-1944)
óleo sobre madeira, 36 x 56 cm
A Natureza morta com frutas está entre os primeiros exercícios de pintura na vida do estudante. A complexidade aumenta à medida que diferente formas de frutas e legumes aparecem em cima de uma mesa para o aluno representar. Aos poucos professores introduzem novos objetos, de preferência alguns que possam captar reflexões de luz como a bacia de metal na obra de Antônio Rocco, que mesmo sem estar datada, ao que eu saiba, podemos colocá-la como produzida na primeira metade do século XX, já que o pintor faleceu em 1944, no Brasil, ainda antes do final da Segunda Guerra Mundial.
Ambos os quadros são bastante tradicionais na representação. Mas o de Joanita Cavalcanti está mais próximo do que ao final do século XX chamávamos de foto realismo. No entanto ela continua usando objetos de metal próximo às frutas, contrastando as imagens de reflexo da luz no metal e no verniz da mesa.
Quase todos os pintores figurativos se dedicam às vezes com bastante empenho às Naturezas Mortas. Estão entre os temas mais aceitos pelo publico. Aos poucos voltaremos a esses temas.
Salinas em Cabo Frio, 1989
Ronaldo Miranda (Brasil, 1939)
óleo sobre Tela, 33 x 19 cm
Casas na praia, Itanhaém, 1949
Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)
têmpera sobre tela, 46 x 65 cm
Dois artistas trabalhando com a abstração da forma, chegando a soluções geométricas que realçam o que há de único em cada uma das paisagens. Formas e uso de cores contrastantes nessas cenas à beira-mar contribuem para soluções criativas e muito agradáveis.
Menina e jarro de flores
Manoel Santiago )Brasil, 1897-1987)
óleo s tela, 62 X 47 cm
Menina com vaso de flores, 2021
Santa (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Nem toda Natureza Morta precisa vir sozinha na tela. Aqui temos dois exemplos de Naturezas Mortas – vasos com flores – que dividem o espaço visual com o retrato de uma menina. Na tela de Manoel Santiago as flores têm maior relevância do que a menina. Vejam o tamanho e também o fato delas estarem em primeiro plano, ou seja, mais próximo de quem observa a tela.
Na segunda tela, da artista Santa, mais conhecida pelo trabalho em cerâmica, mesmo que o vaso de flores pareça estar na frente da menina, sentada atrás da mesa, as flores dividem com a menina a mesma distância de quem olha para a tela. Menina e flores estão no mesmo plano e são mais ou menos do mesmo tamanho.