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Omar Pellegatta (Italia, 1925 — Brasil, 2001)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
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Omar Pellegatta (Italia, 1925 — Brasil, 2001)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
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Dias Ramos (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm
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Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
óleo sobre tela, 46 x 37 cm
Acervo do Banco Central do Brasil
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Henrique Bernardelli (Chile, 1857 – Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 65 x 45 cm
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Ilustração de Charles Payzant, 1954.–
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Bernard Rolland (França, contemporâneo)
acrílica sobre tela
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Maria Pagano de Botana
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Se o vento desfolhar do teu jardim as rosas
E as deixar pelo chão espalhadas à toa,
Cruza os braços, fitando as roseiras graciosas,
— E a maldade do vento, em silêncio, perdoa!
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Se a poeira vier ferir teus olhos, na estrada,
Deixa que o teu olhar tranquilamente doa,
Eleva para o azul as pálpebras, mais nada…
— E a maldade do pó, com ternura, perdoa!
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Se alguém encher de fel teu coração dorido,
Sem que do teu pesar um dia se condoa,
Não maldigas: esquece o insulto recebido,
E a maldade do mundo, em lágrimas, perdoa!
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Em: 232 Poetas Paulistas:antologia, ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 342.
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Maria Pagano de Botana ( Pederneiras, SP, 1909) [ Baronesa de Santa Inês] Poeta, cronista, professora, jornalista . Pseudônimos: Marlon, Maria do Rosário.
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Obras:
Do sonho à realidade, crônicas, 1945
Canteiro humilde, pensamentos, 1948
Amor fonte de vida, poesia, 1950
Luzes e imagens, 1972, biografia romanceada
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Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 46 x 61 cm
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Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 60 x 81 cm
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Sérgio Telles (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
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Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
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es
Martins Fontes
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Paulista eu sou há quatrocentos anos:
Imortal, indomável, infinita,
Dos mortos de que venho, ressuscita
A alma dos Bandeirantes sobrehumanos.
Tenho o orgulho dos nossos altiplanos.
Tenho a paixão da gleba circunscrita.
Quero morrer, ouvindo a voz bendita
Dos pausados cantares paulistanos.
De minha terra, para minha terra,
Tenho vivido. Meu amor encerra
A adoração de tudo quanto é nosso.
Por ela, sonho num perpetuo enlevo.
E, incapaz de servi-la quanto devo,
Quero ao menos e amá-la quanto posso.
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Em: 232 Poetas Paulistanos: antologia, Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968, p. 130
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