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Anjinho dorme,Ilustração de Maurício de Sousa
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Anjinho dorme,Ilustração de Maurício de Sousa–
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Retrato do rei Luis XIV, c. 1655
Charles Le Brun (França, 1619-1690)
óleo sobre tela,
Museu do Louvre
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Quando pensamos em porta-bandeiras de escolas de samba, no Carnaval carioca, imaginamos um casal em roupagem do século XVIII, ambos usando perucas brancas. Em geral, o século XVIII é associado às perucas. Mas esquecemos que elas eram usadas principalmente por homens.
As perucas foram introduzidas na corte francesa, no século XVII, quando o rei Luís XIII da França (1610-1643), que tinha deixado seu próprio cabelo crescer em longos cachos, começou a ficar careca, muito cedo ainda com 23 anos de idade.
Os cortesãos logo, logo imitaram a moda, usando perucas que se assemelhassem às do rei da França. E com isso estabeleceram uma moda que se espalhou para além das fronteiras francesas, atravessou o Canal da Mancha e se estabeleceu na Inglaterra durante o período da Restauração de Charles II (1660s-80s).
As perucas usadas por Luís XIV da França, que tinham bastante cabelo próximo aos ombros, precisavam do cabelo de aproximadamente dez cabeças para completar uma única peruca. O custo dessas perucas era considerável. E o uso diário de uma peruca bem cheia como as do rei era proibitivo. Mas os homens precisavam ter muito cuidado para não perder as perucas e, sobretudo para evitar que elas fossem roubadas. Havia golpes típicos a homens andando na rua: um ladrão distraía o portador da peruca enquanto outro passava rapidinho e arrancava a peruca e saía correndo.
Com o passar do tempo diferentes estilos de peruca começaram a ser associados com diferentes profissões. E o uso da peruca passou a ser norma para os homens das classes alta e média.
A peruca masculina tornou-se um grande negócio, no século XVIII. Não era mais uma afetação aristocrática, ou usada apenas por determinados grupos profissionais não-aristocráticos, como juízes, advogados e clérigos. A peruca não se limitava aos homens na cidade, mas se espalhou pelas aldeias e vilarejos. Cada cidade passou a ter um ou mais mestres peruqueiros.
Em compensação, as mulheres do século XVIII raramente usavam perucas inteiras.
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Natureza morta com bananas, 1952
Manabu Mabe (Japão 1924-Brasil, 1997)
óleo sobre tela
Museu Nacional de Belas Artes
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Casario e igrejas em Ouro Preto, MG, 1963
Luiz de Almeida Júnior ( Brasil 1894-1970)
óleo sobre tela 50 x 60cm
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Djalma Andrade
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Minas… Igrejas e sinos
De sons puros, cristalinos…
Pompas… Passado de glórias…
Cidades velhas, velhinhas,
Com ternura de avozinhas,
Que contam lindas histórias.
Minas… As velhas fazendas
Cheias de casos e lendas
De uma era sombria, escura…
E Minas das claras fontes,
Dos rasgados horizontes,
Minas do pão, da fartura.
Minas… as longas estradas
Nos duros morros cravadas…
Gente forte à luta afeita!
Carros gemendo e cantando,
Serras e montes galgando,
Na alegria da colheita.
Minas… Repiques festivos,
A banda, dobrados vivos
Rompe com fúria infernal…
Foguetes, o largo cheio…
Todo o povo alegre veio
Para a festa no arraial.
Minas… É o lar que se agita
Gente de fora, visita,
Todos à porta da rua…
Sorriso franco e bondoso,
Lá dentro o café cheiroso:
– Pode entrar, que a casa é sua.
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Djalma Andrade (Congonhas, MG, 1871-1975)