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Eugênio de Proença Sigaud (Brasil, 1889-1979)
óleo sobre madeira, 22 x 34 cm
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Eugênio de Proença Sigaud (Brasil, 1889-1979)
óleo sobre madeira, 22 x 34 cm
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Inos Corradin (Brasil, 1929)
óleo sobre tela colada em eucatex, 37 x 32 cm
Pedro Weingärtner (Brasil, 1853 – 1929)
óleo sobre tela
Coleção Particular
“Os dançantes continuavam no compasso marcial da polaca, executando variadas figuras, ora desenhando meias-luas, ora separando-se em alas, marchando frente a frente, ora fazendo evoluções de homens e mulheres, separados, para se reunirem depois de diferentes voltas. Os movimentos eram tardos e pesados; dentro de sapatos grossos e ferrados, batendo fortemente os pés no assoalho, arrastando-se com esforço, faziam um barulho seco, enorme, que dominava as vozes dos instrumentos. Quando a contradança parava, os pares voltavam-se num mesmo instante como por uma combinação mágica, e todos livres se moviam vagarosamente, procurando os bancos encostados às paredes das salas ou aos cantos das janelas. Muitos saíam até ao terreiro, para se refrescar; namorados passeavam ali no escuro, abraçados; velhos fumavam o seu cachimbo, resmungando conversas preguiçosas, até que de novo a música dava o sinal e todos voltavam à sala, em ordem, sem o menor embaraço, passando a dançar automaticamente, de charuto ou cachimbo ao queixo e chapéus na cabeça, enquanto as mulheres amarravam lenços ao pescoço, por causa do suor que lhes escorria da fronte.”
Em: Canaã, Graça Aranha, 1902, em domínio público.
Ilustração, desconheço a autoria.
– “Não há mãe melhor que a minha”
diz a filha à mamãezinha.
E a mãe, sorrindo: – “Filhinha,
melhor que a tua era a minha”…
(Lia Pederneiras de Faria)
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Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, s.d.
Ivan Freitas (Brasil, 1932-2006)
óleo sobre eucatex, 88 x 55 cm
Ilustração de Frederick Richardson, 1975.
Tão pequenino e, no entanto,
traduz o amor mais profundo;
que nome existe, mais santo,
do que o teu, mãe, neste mundo?
(Cecília Cerqueira Cavalcanti)
Ilustração de Frank Xavier Leyendecker.
Maria Thereza de Andrade Silva
Veio da noite, em voo palpitante,
Perder-se na quietude desta sala.
Num bailado letal e delirante,
Cresta na luz as asas cor de opala.
Voa; já nada enxerga o olhar faiscante.
Ama a luz, e essa luz há de queimá-la.
E, enquanto houver calor, estranha amante,
É cega e embriagada está… Deixá-la!…
Mas brandamente a luz se extingue, e morre…
— Que novo ardor as asas lhe percorre,
Para que dance ainda, alucinada!
Deixá-la. É cega! Que lhe importa a chama?
Inda sente o calor perdido, e ama,
E voa em torno à lâmpada apagada!
Em: É primavera … escuta. de Maria Thereza de Andrade Silva, Rio de Janeiro:1949, p. 93
Ilustração de Walter Crane.
Ó minha mãe! em meus cantos,
num grato e eterno estribilho,
bendigo a Deus que, entre tantos,
me escolheu para teu filho!
(J.G. de Araújo Jorge)
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O diário, 2007
LaShun Beal (EUA, 1962)
Litogravura, 40 x 53 cm
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Hermann Hesse