Trova dos teus braços

5 01 2016

 

 

BEIJO ROUBADO, howard chandler christy, 1904Beijo roubado, ilustração de Howard Chandler Christy, 1904.

 

 

Fico em teus braços… Depois,

rogo a Deus, mais uma vez,

que o segredo de nós dois

fique só entre nós três.

 

(Cezário Brandi Filho)





Nossas cidades — Brasília

4 01 2016

 

 

Pedro Guedes,Brasília,50 x 60 cm – OSLSM,Ass. Verso e Dat. 2009Brasília, 2009

Pedro Guedes (Brasil, 1960)

óleo sobre tela colado em madeira, 50 x 60 cm





Cães famosos na literatura brasileira

4 01 2016

 

Puppies PaintingIlustração de Ian Ward. www.ianward.co.uk

 

 

 

Hoje passei os olhos num artigo sobre cães literários.  O artigo era americano. Citava o nome de alguns personagens cães que fazem parte da literatura americana. E que passaram a fazer parte da cultura americana em geral.  É claro que disparei para o Google procurando lista semelhante no Brasil.  Achei uma pequena e adicionei um ou outro nome de personagem literário canino, de que me lembrava.

Aqui vai:

 

Amigo Cachorro, Belmiro Braga

Baleia, Graciliano Ramos

Biruta, Lygia Fagundes Telles

Bruno Lichtenstein, de Rubem Braga

Firififi, Dalton Trevisan

Japir, José de Alencar

Madrugada, Orígenes Lessa

Mila, Carlos Heitor Cony

Perigo, de Domingos Pellegrini

Pingo-de-ouro, de Guimarães Rosa

Plutão, Olavo Bilac

Quincas Borba, Machado de Assis

Samba, Maria José Dupré

Tentação, de Clarice Lispector

Tusca, Marina Colasanti

Uno, Walcir Carrasco

Veludo, de Luiz Guimarães

Zig, Rubem Braga

 

Alguém se lembra de outros cães famosos?  Há de haver….

 

Adicionando sugestões dos leitores:

Floquinho, Maurício de Sousa

 





Domingo, um passeio no campo!

3 01 2016

 

BONADEI, o.s.p. Casario, 40 x 50 cm. 1971.Paisagem com casario, 1971

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Flores para um sábado perfeito!

2 01 2016

 

gustavo-rosa, vaso com planta, 1992, ostVaso com begônias, 1992

Gustavo Rosa (Brasil, 1946-2013)

técnica mista, óleo sobre tela, colagem





Resenha: “Beije-me onde o sol não alcança”, de Mary del Priore

1 01 2016

 

 

VICENTE LEITE - Paisagem com Casario, O.S.M,Casa de Fazenda

Vicente Leite (Brasil, 1900-1941)

óleo sobre madeira

 

 

Tenho a impressão de que sempre lerei os livros de Mary del Priore com prazer. A história me fascina e meu conhecimento da história do Brasil tem se beneficiado muito com os livros da autora. Continuei sendo beneficiada pelo seu conhecimento na leitura de Beije-me onde o sol não alcança, o primeiro livro de ficção histórica de Mary del Priore. O volume de informações sobre o século XIX, tanto das fazendas cafeeiras do estado do Rio de Janeiro, como sobre a capital do império; o manancial de informações sobre costumes da época desde o aparecimento do espiritismo no interior ou de como um padre local resolveu essa questão; das roupas, da divisão dos escravos entre aqueles que trabalhavam dentro de casa, dos que trabalhavam no campo e dos que vendiam produtos para seus senhores, tudo isso foi fascinante.

Também de grande valia foi saber como os títulos nobiliárquicos eram adquiridos, por quem; que havia homens negros barões; saber dos paralelos entre a escravidão no Brasil e aquela na Rússia; saber como as fazendas cafeeiras de meados do século XIX no Rio de Janeiro eram organizadas, tudo isso foi de uma riqueza tão grande que no momento reconheço que não posso medi-la porque sei que são informações a que poderei recorrer quando e se necessário no futuro.

 

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Mas como obra de ficção esse livro deixa a desejar. Talvez por querer iluminar o leitor com seu conhecimento Mary del Priore perca a oportunidade de fazer uma história mais lesta, mais dinâmica. Muito do que ela passa talvez fosse melhor administrado através de ações, de diálogo. Tenho a impressão de que deu-se uma batalha entre a autora historiadora e a ficcionista. A historiadora venceu. Não perdemos com isso, como leitores, porque a informação continua lá. O que perdemos foi a sensação de que esses personagens (que foram reais) existiram de fato, em carne e osso. Que a vida, dinâmica, feliz e cruel era vivida. Mesmo assim essa é uma leitura é pra lá de interessante.

 

Mary Del PrioreMary del Priore

Não sei se por marketing, por tentar encontrar uma maneira de popularizar essa vinheta da vida brasileira, acho que a descrição da capa “O triângulo amoroso de um conde russo, uma baronesa do café e uma ex-escrava no século XIX”, um exagero. É claro, tudo isso está no texto, mas a importância desse triângulo amoroso não é tão relevante quanto a capa dá a entender. Foi marketing e desnecessário porque a história é ótima, mesmo antes da amante ex-escrava entrar em cena e mais da metade do livro se passa sem que ela entre na história.

De qualquer modo, uma boa leitura e muito enriquecedora.

 

NOTA: Excelentes notas e bibliografia no final da obra.





Despacho de Iemanjá, poesia de Wilson W. Rodrigues

29 12 2015

 

 

romaneli iemanjáIemanjá noturna, 2015

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre tela,  60 x 60 cm

www.romanelliart.com

 

 

Despacho de Iemanjá

 

Wilson W. Rodrigues

 

Tão longe, tão longe,

nas ondas do mar,

nos véus da neblina,

no vento a cantar,

na areia doirada

do fundo das águas

eu ouço Iemanjá…

Nem velas, nem brumas

vêm onde ela está,

nem sonho de amante

um dia virá…

Tão longe, tão longe

amada longínqua,

fantasma do mar.

 

Tão longe as rosas

que vão-se afogar,

levando a tristeza

que não sei matar,

por essa lonjura

que a vida separa

de minha Iemanjá…

Tão longe, tão longe,

minha alma a cantar,

há muito já foi,

pro fundo do mar,

sofrer do mistério

da amada distante,

ó doce Iemanjá!…

 

 

Em:  Bahia Flor: poemas, de Wilson W Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1948, p.35-36.





Domingo, um passeio no campo!

27 12 2015

 

ANTENOR FINATTI (SÃO PAULO, 1923). Dia de Sol em Praia de Angra dos Reis, óleo s tela, 60 X 73. Assinado e datado (1959Dia de sol em praia de Angra dos Reis, 1959

Antenor Finatti (Brasil, 1923)

óleo s tela, 60 X 73 cm





Flores para um sábado perfeito!

26 12 2015

 

 

FERNANDO CORREA E CASTRO (1933) - Jarro com Flores do Campo, ost, 70 x 50. Assinado no c.i.dJarro com flores do campo

Fernando Correa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 70 x 50 cm





Feliz Natal!

25 12 2015

 

 

Painel neo-clássico atribuído a Francisco de Paula e Oliveira, localizado no sub-coro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Salvador (BA) .Adoração dos reis magos, século XVIII

Atribuído a Francisco de Paula e Oliveira (Portugal, ?-?)

Painel de Azulejos pintados à mão

Igreja de Nossa Sra. do Rosário dos Pretos, Salvador

 

Feliz Natal!