Serra dos Órgãos, 1935
Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela colada em cartão, 47 x 73 cm
Serra dos Órgãos, 1935
Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela colada em cartão, 47 x 73 cm
Praia Vermelha, década 1950
Yvonne Visconti Cavalleiro (França/Brasil, 1901 – 1965)
óleo sobre tela, 65 x 80 cm

Arranjo com tangerinas, bule e caçarola
Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)
óleo sobre tela
Fotografia de jovem desconhecido, século XIX.
Eça de Queirós ou Eça de Queiroz
Este delicioso Jacinto fizera então vinte e três anos, e era um soberbo moço em quem reaparecera a força dos velhos Jacintos rurais. Só pelo nariz, afilado, com narinas quase transparentes, duma mobilidade inquieta, como se andasse fariscando perfumes, pertencia às delicadezas do século XIX. O cabelo ainda se conservava, ao modo das eras rudes, crespo e quase lanígero; e o bigode, como o dum Celta. ca[ia em fios sedosos, que ele necessitava aparar e frisar. Todo o seu fato, as espessas gravatas de cetim escuro que uma pérola prendia, as luvas de anta branca, o verniz das botas, vinham de Londres em caixotes de cedro; e usava sempre ao peito uma flor, não natural, mas composta destramente pela sua ramalheteira com pétalas de flores dessemelhantes, cravo, azaléa, orquídea ou tulipa. fundidas numa mesma haste entre uma leve folhagem de funcho.”
[Exemplo de Retratos Descritivos]
Em: Flor do Lácio, [antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 74.
Paisagem
Durval Pereira (Brasil, 1917 – 1984)
óleo sobre tela, 38 x 55 cm –
Flores, 2006
Augusto Herkenhoff (Brasil, 1965)
óleo sobre tela, 40 x 40 cm
Poucos trabalham, muitos se divertem, 1987
Lia Mittarakis (Brasil, 1934-1998)
óleo sobre tela, 54 x 73 cm
Ilustração de Pierre Brissaud.
Antonio Cícero
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.
por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
Por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
Em: Guardar: poemas escolhidos. Rio de Janeiro: Record, 2008, página 11
Natureza morta
Evilásio Lopes (Brasil, 1917-2013)
óleo sobre tela, 33 cm x 40 cm.
Catedral de Belém, século XIX
Joseph Léon Righini (Itália/Brasil, c.1820 – 1884)
gravura