A dança do tangará, poesia infantil de Álvaro Moreyra

4 01 2011

A dança do tangará

Álvaro Moreyra

Naquela noite danada

em que a formiga rogou

a praga contra a cigarra:

— Cantava, não é?  Cantou?

Pois, então, agora dance! –

naquela noite danada

aconteceu que de um galho,

vizinho do bangalô

onde a formiga morava,

um passarinho escutou

essas palavras malvadas.

Mas, malvadas não achou.

Ao contrário da cigarra,

o passarinho gostou.

Gostou tanto, que em seguida,

dançou, dançou, dançou.

Nunca mais quis outra vida.

Dançou sozinho, primeiro.

Depois, com par.  Afinal,

bateu na testa e acabou

formando uma companhia

de bailado brasileiro,

bem nosso, bem nacional.

Artistas disciplinados.

Formam roda nos caminhos

e repetem sempre igual,

na cadência que a embalança,

ida e volta, volta e ida,

a dança do tangará,

mais alegre do que a dança

que agente dança na vida

que se chama esperança,

ida e volta, volta e ida…

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Em: Poesia brasileira para a infância de Cassiano Nunes e Mário da Silva brito, Coleção Henriqueta, São Paulo, Saraiva: 1968

Álvaro Maria da Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues Moreyra da Silva (Porto Alegre, 1888 – Rio de Janeiro, 1964) Poeta, cronista, jornalista, teatrólogo, radialista . Completou o curso de ciências e letras (1907). Em 1908, iniciou-se no jornalismo.  No Rio de Janeiro (1910), entregou-se ao jornalismo na redação da revista “Fon-Fon”. Diplomou-se em direito (1912). Fundou, junto com Eugênia Moreira, o “Teatro de Brinquedo”. Eleito em 1959 para a ABL, ocupou a cadeira 21, sucedendo a Olegário Mariano.

Obras:

Degenerada, poesia, 1909

Casa desmoronada, poesia, 1909

Elegia da bruma, poesia, 1910

Legenda da luz e da vida, poesia, 1911

Um sorriso para tudo, prosa, 1915

Lenda das rosas, poesia, 1916

O outro lado da vida, prosa, 1921

A cidade mulher, prosa, 1923

Cocaína, prosa, 1924

A boneca vestida de Arlequim, prosa, 1927

Circo, poesia, 1929

Adão e Eva e outros membros da família, teatro, 1929

Caixinha dos três segredos, poesia, 1933

O Brasil continua, prosa, 1933

Tempo perdido, prosa, 1936

Teatro espanhol na Renascenç, prosa, 1946

As amargas, não…, prosa, 1954

O dia nos olhos, prosa, 1955

Havia uma oliveira no jardim, prosa, 1958

Veja o vídeo do tangará no seu ritual acasalador:

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Tangará dançador- Chiroxiphia caudata





Ecos de Alfred Hitchcock, mais uma nota sobre o meio ambiente

3 01 2011

Céu e água, 1938

M.C. Escher ( Holanda, 1898-1972)

Xilogravura

A pequena cidade de Beebe ( 4.500 habitantes), no estado de Arkansas, nos Estado Unidos, foi surpreendida ontem, dia 2 de janeiro, quando pássaros mortos começaram a cair do céu.   Oficiais do Serviço Florestal tiveram que ir de casa em casa recolhendo os pássaros mortos dos jardins da cidade.  Foram ao todo entre 4.000 a 4.500 pássaros recolhidos dos telhados, jardins, dos galhos de árvores.   Não se sabe exatamente a causa deste homicídio em massa.  “Pode ser relacionado ao tempo, ou talvez até mesmo ao stress”, explicou  a Comissão de Pesca e Vida Selvagem do estado.  Fogos de artifício detonados à meia noite do dia 31 podem ter aumentado o estress dos pássaros.   Os pássaros recolhidos serão analisados.

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No entanto, há um ano atrás mais ou menos, no mesmo estado de Arkansas, na imdeiações da cidade de Franklin, pássaros também “choveram” do céu.  O culpado do homicídio em massa fora um fazendeiro que colocara veneno na sua fazenda e os pássaros morreram em 24 horas.

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Mas alguma coisa muito estranha está acontecendo em Arkansas.  Em 30 de dezembro, milhares de peixes apareceram mortos em Roseville, Arkansas.  Morte até agora inexplicável.!

FONTE: Reuters





Filhotes fofos: leõezinhos brancos

16 12 2010
Leãozinho branco, foto de Jochen Luebke, AFP

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Esta imagem mostra dois filhotes de leão branco, chamados Niza (à esquerda) e Nero sendo alimentados por funcionários do parque Serengeti, em Hodenhagen, na Alemanha.     Os gêmeos nasceram no dia 2 de dezembro após cesariana, e serão alimentados com mamadeiras até poderem ser aclimatizados na família de leões que vive no parque.

Fonte: Terra





China, Gaia, elefantes, livros e Natal, pensamentos dispersos

5 12 2010

 

Recentemente, numa de suas colunas diárias sobre economia, no jornal O Globo, Miriam Leitão lembrou aos seus leitores que tamanho não é documento:  a crise econômica européia estava periclitante por causa do posicionamento do governo irlandês.  E numa astuta observação a jornalista colocou os dados em perspectiva, revelando que a economia européia estava nas mãos de 4.500.000 irlandeses. Isso mesmo, quatro milhões e meio de pessoas — esta é a população total do país que poderia fazer a economia européia cair.  Uma população bem menor do que a da cidade do Rio de Janeiro.  É o conhecido ratinho, dando um susto no elefante. 

Essa observação repercutiu muito nos meus pensamentos, porque muitas vezes não conseguimos colocar o que acontece à nossa volta  em contexto, não atinamos para a perspectivas do tamanho.  Até que nesse fim de semana fui lembrada, de novo, da relatividade dos fatos.   No início do filme A Rede Social, Mark Zuckerberg, diz para sua  namorada:  “Você sabia que há mais gente com QI de gênio na China do que a população inteira dos Estados Unidos?” [Did you know there are more people with genius IQ’s living in China than there are people of any kind living in the United States?]. É uma afirmação óbvia, considerando-se o tamanho da  população chinesa. Mas, foi preciso que ele mencionasse isso para que eu também colocasse a questão da população chinesa em perspectiva.  Nem sempre pensamos assim, em termos relativos. 

Com essas considerações em primeiro plano coloquei na minha lista de presentinhos de Natal que espero Papai Noel possa trazer,  o download no meu Kindle do livro do jornalista inglês Jonathan Watts, intitulado When a Billion Chinese Jump [Quando um bilhão de chineses pulam], que há tempos espero notícias de que vá ser traduzido para o português, mas que com a  falta de afirmativas das editoras, resolvi não poder esperar mais. 

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Na Inglaterra foram divulgados no início da semana passada os livros sobre o meio ambiente que mais venderam nessa primeira década do século.  É uma pena que com exceção do livro de Al Gore, os outros, de autores como Tim Smit, e Christopher Booker, ainda nem tenham chegado a serem traduzidos e publicados no Brasil.

O mais vendido de todos os livros foi The Vanishing Face of Gaia, [Acredito que no Brasil tenha o título: Gaia, o alerta final, Editora Intrínseca: 2010] de James Lovelock.  Duas editoras brasileiras têm dividido as publicações do autor: Intrínseca e Cultrix.  James Lovelock é conhecido aqui no Brasil, mas deveria ser mais.  Dos cinco volumes listados em catálogos de livrarias, só 3 foram publicados no Brasil.  Dois só podem ser adquiridos através de importação, quer em português (vindos de Portugal, Edições 70) quer em inglês, na língua em que foram escritos.

A vingança de Gaia, publicado em 2006, Intrínseca

Gaia: a cura para um planeta doente, publicado em 2007, pela Cultrix

Gaia: um Novo Olhar Sobre a Vida na Terra, publicado em 2007, Edições 70

 (edição  portuguesa, livro importado)

Gaia um novo olhar sobre a vida na Terra, publicado sem data, Edições 70

(edição portuguesa, livro importado)

Gaia: o alerta final, publicado em 2010, Intrínseca.  

Os outros autores mencionados Tim Smit  e Christopher Booker, não estão traduzidos.

É difícil imaginar que não haja leitores em português para esses volumes.  O meio ambiente está na pauta de todos os brasileiros com um módico de escolaridade.  E a maioria desses livros não são escritos só para cientistas, suas terminologias e seu interesse pelo meio ambiente são evidenciados por uma linguagem accessível a qualquer pessoa com o seguindo grau.  Fica aqui o meu desapontamento.





Projeto inglês plantará 1.000.000 árvores em 4 anos

5 12 2010
Ilustração, autor desconhecido.-

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No dia 2 de dezembro, passado, o governo britânico anunciou um programa de plantio de 1.000.000 um milhão de árvores nas zonas urbanas da Inglaterra.  Um plano semelhante não havia sido posto em prática desde 1970.  O projeto planeja o plantio dessas árvores ao longo de quatro anos.  

O programa será introduzido com o apoio de organizações de proteção à flora já existente.  O hábito da jardinagem é comum na Inglaterra e as autoridades reconhecem que o auxílio das entidades florestais locais, associado ao entusiasmo da população, será de grande valia, já que se saberia que árvores melhor se adaptam a cada local.  

Na Inglaterra, país com uma área de 130. 410 km², [Para referência: o Brasil tem uma área total de 8.514.876,599 km², ou seja, cabem nele 62,5 Inglaterras] plantam-se aproximadamente seis milhões de árvores por ano.  O objetivo desse projeto é aumentar esse número para 20 milhões de árvores pelos próximos 50 anos.  

Em junho desse ano, disse Hilary Allison, diretora da Woodland Trust, disse, “lançamos nossa campanha Quanto Mais Árvores Melhor [More trees, more good] para pautar que precisamos de duas vezes mais árvores nativas e bosques para que a nossa vida selvagem continue a sobreviver e para preservação do meio ambiente.  Escolas, grupos comunitários , parceiros corporativos donos de grandes extensões de terra, nos  apoiaram entusiasticamente.”  

Para que o programa de plantio de 1.000.000 de árvores seja bem sucedido será preciso ter o apoio integral da população, fazendo disso um “hábito nacional”.  

Griff Rhys Jones, presidente da Civic Voice, uma organização que tem como objetivo tornar lugares mais agradáveis, bonitos e distintos, lembra que  esse projeto será a maneira perfeita para as pessoas das comunidades se encontrarem, para vizinhos se conhecerem.

FONTE: BBC





Um novo tipo de vida que desafia os nossos conhecimentos!

2 12 2010

Nova forma de vida, acima.

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 Nasa confirmou nesta quinta-feira em Washington a descoberta de uma forma nova de vida encontrada em um lago tóxico na Califórnia. Segundo os pesquisadores, eles encontraram um “micro-organismo vivo diferente do conceito de vida que conhecemos até hoje”, diz pesquisadora da Nasa.

Até hoje se pensava q todas as formas de vida precisavam de fósforo e este micróbio substitui arsênico por fósforo. Isso é profundo. o que mais poderemos encontrar?”, diz a pesquisador Felisa Wolfe-Simon. “A definição de vida acabou de ser ampliada“, diz Ed Weier, administrador da Nasa da missao de ciência.

A Nasa diz que a descoberta de uma bioquímica alternativa vai mudar livros de Ciência e a ampliar o escopo da busca pela vida fora da terra. Carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre sao os 6 elementos basicos de todas as formas de vida na terra. Fósforo é parte da estrutura do DNA e do RNA, as estrturas que transportam as instruções genéticas da vida e é considerado um elemento essencial para todas as células vivas.

Fósforo é um componente central da molécula que transporta energia em todas as celulas (adenosina trisfosfato) e também os fosfolipídios que formam todas as membranas das celulas.

Essa forma de vida descoberta utiliza o arsênico no lugar do fósforo. O arsênico é elemento quimicamente parecido com o fósforo, mas venenoso para a maioria das vidas na terra.

Segundo os pesquisadores, a descoberta abre toda uma nova variedade de perguntas, com respeito à exploração espacial, isso é muito importante, pois mostra que ainda não sabemos o que pode ser tolerado em outros ambientes. “Temos que pensar em possibilidades de encontrar vida que aguentam coisas que nao conseguiríamos aguentar“, diz Mary Voytek, diretora do programa de Astrobiologia da Nasa.

Felisa afirma que temos que pensar em vida em qualquer contexto, como o lunar ou outro planeta.

“(Esta descoberta leva a) possibilidades de organimos que possam viver sem fósforo e poderá se desenvolver toda uma nova tecnologia de bioenergia sem usar fósforo”, diz James Elser, professor da Escola do Estado do Arizona.

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Artigo de Lígia Hougland    FONTE: TERRA





PHYLO o novo jogo científico online

30 11 2010

 

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Um novo jogo online utiliza o poder de computação de cérebros ociosos para ajudar a decifrar as origens das doenças genéticas.   O jogo, chamado de Phylo,  se apóia nos ombros de outros gigantes da ciência tais como o jogo de enovelamento de proteínas Foldit e o de identificação de objetos celestes Galaxy Zoo. Cada projeto tira proveito do talento humano  de reconhecimento de padrões,coisa que  os computadores são notoriamente conhecidos por não o fazerem bem. 

Há algumas tarefas que os seres humanos fazem melhor do que computadores, como resolver quebra-cabeças“, disse o especialista em bioinformática Jerome Waldispuhl da McGill University, um dos líderes do projeto Phylo. O jogo foi lançado oficialmente no dia 29 de novembro.

Os jogadores de Phylo movem quadrados coloridos representando os quatro nucleotídeos do DNA para encontrar o melhor alinhamento entre os trechos do DNA de duas espécies diferentes. Essas seções específicas de DNA, chamadas de regiões promotoras,  determinam quais partes do genoma seguem como  traços no organismo, quer sejam olhos azuis ou doença cardíaca.   Vendo onde a linha de genes se iguala entre espécies pode ajudar biólogos a identificarem fontes de distúrbios genéticos.

Se alguma região é mantida em todas as espécies após o alinhamento,  provavelmente foi conservada por algum motivo muito específico“, disse Waldispuhl.  “Nós deveremos ser capazes de poder ter melhor compreensão das razões pelas quais uma mutação potencialmente criará uma doença, ou porque essa doença aparece.”

Diferente dos jogos Foldit ou Galaxy Zoo, a ciência no Phylo está muito bem escondida. Parece um jogo, um quebra-cabeças abstrato, com formas coloridas e música de jazz. “Isso foi proposital”, disse Waldispuhl.

Nós não queremos p jogo restrito apenas a pessoas interessadas em ciência”, disse ele. “Os geeks de ciência não precisam de muito para se convencerem a jogar um jogo que ajuda a levar avante a investigação”, disse ele.  Os desenvolvedores do Phylo querem atrair para o jogo pessoas que estariam jogando Farmville.

Se não for divertido, as pessoas não irão jogá-lo“, disse Waldispuhl.  “Queríamos uma boa troca entre o que é divertido, e a informação interessante na ciência … de modo que quando nós fornecemos o jogo na web, as pessoas não vão pensar sobre o problema biológico, mas apenas em se divertir e se entreter.”

A equipe espera fazer versões do jogo para celulares inteligentes e pads e, eventualmente, para incorporá-lo em sites de redes sociais como o Facebook.  O jogo já tem a sua própria página no Facebook, onde você pode deixar um comentário.   “A única maneira de torná-lo melhor para a comunidade é para liberá-lo para a comunidade, e abrir aos comentários de todo o mundo“, disse Waldispuhl.

FONTE: Wired





10 hábitos simples para ajudar o planeta

30 11 2010

 

1. — Tem um carro? Cuide dele – e faça a manutenção do veículo. Um motor mal cuidado pode consumir 50% a mais de combustível, além de produzir 50% mais dióxido de carbono (CO2).

2. — Olho no pneu. Faça a calibragem a cada duas semanas pelo menos.

3. — Prefira veículos movidos a álcool ou os biocombustíveis. O álcool é uma fonte de energia renovável, ao contrário da gasolina, do diesel ou do gás.

4. — Em casa, substitua o ar-condicionado pelo ventilador.

5. — Não deixe muitos eletrodomésticos ligados ao mesmo tempo, principalmente se tiver mais de um para funções semelhantes, como geladeira e freezer.

6. — Troque as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, que consomem cerca de três vezes menos energia e ainda podem durar até dez vezes mais. Ajuda também na redução da conta de luz.

7. — Não deixe luzes ou equipamentos ligados. Configure o computador, por exemplo, para que desligue seu monitor quando estiver em espera.

8. — Evite imprimir ou utilizar papel. Dê preferência ao e-mail e sempre que possível use papel reciclado. Separe papéis e papelão para reciclagem quando for descartá-los.

9. — Separe os materiais recicláveis, pois isso, alem de  reduzir a exploração de matéria-prima bruta, dispensa os gastos de energia e combustíveis fósseis no processo de fabricação e transporte.

10. — As árvores são importantes porque ajudam a absorver o CO2 da atmosfera, além de proporcionar sombra e amenizar a temperatura. Se plantadas perto de residências, por exemplo, elas ajudam a controlar o calor, que reduz o uso de condicionadores de ar ou ventiladores. Portanto, plante árvores!

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FONTE: Terra, meio ambiente





Filhotes fofos — ursinhos panda

21 11 2010

Pesquisadores apresentaram nesta semana centro de Ya’an, na província de Sichuan, na China, 16 pandas que nasceram neste ano. A China vive em 2010 um “baby boom” de pandas. O centro Wolong, também em Sichuan, chegou a estabelecer um novo recorde de nascimentos, com 19 filhotes no ano.

Um dos símbolos da China, o panda sofre com a rápida urbanização e destruição do seu habitat, apesar do esforço dos centros de reprodução. A espécie aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Estima-se que existam 1,6 mil animais vivos na natureza.

Outro problema é a dificuldade de reprodução da espécie. Apesar dos investimentos e esforços dos centros especializados, as fêmeas tem normalmente apenas um filhote a cada dois ou três anos na natureza, sendo que dificuldade aumenta em cativeiro.  Os especialistas conseguiram aumentar o número de nascimentos melhorando a dieta dos animais e com o uso de técnicas de inseminação artificial.

Por outro lado, se os esforços de reprodução em cativeiro começam a dar frutos, a introdução desses animais na vida selvagem tem se mostrado falha.

 FONTE: Terra





Os vikings estiveram nas Américas 500 anos antes de Colombo!

18 11 2010

Vikings dinamarqueses a ponto de invadir a Inglaterra no século IX

Iluminura da Vida de São Edmundo, do século XII

Bibblioteca Pierpoint Morgan, Nova York

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A primeira pessoa a viajar até a Europa, tendo nascido no continente americano, é possivelmente uma mulher que os Vikings teriam levado para a Islândia há mais de mil anos, segundo um estudo realizado por cientistas espanhóis e islandeses.

Essas conclusões sustentam a teoria de que os Vikings chegaram ao continente americano muitos séculos antes de Cristóvão Colombo ter descoberto o Novo Mundo. O Instituto de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC) informou que análises genéticas realizadas em cerca de 80 pessoas vindas de quatro famílias islandesas mostraram que os indivíduos possuíam um tipo de DNA que é apenas encontrado nos ameríndios ou pessoas nascidas na Ásia Oriental.

Pensamos primeiramente que o DNA tinha vindo das famílias asiáticas que se estabeleceram recentemente na Islândia“, declarou um pesquisador do CSIC, Carles Lalueza-Fox, citado em um comunicado do instituto publicado nesta quarta-feira.

Mas quando as árvores genealógicas foram estudadas, descobrimos que as quatro famílias descendiam de ancestrais que viveram entre 1710 e 1740 e vinham da mesma região do sul da Islândia“, acrescentou. A linha genética descoberta, chamada de C1e, é mitocondrial, o que quer dizer que o gene foi introduzido na Islândia por uma mulher.

Sabendo que a ilha foi virtualmente isolada a partir do século X, a hipótese mais verossímil é a de genes correspondentes de uma mulher de origem ameríndia que foi levada do continente americano pelos Vikings por volta do ano 1000“, explicou Lalueza-Fox.

Os pesquisadores tiveram acesso aos dados da companhia deCODE Genetics, situada em Reykjavik. A equipe de cientistas espera encontrar este mesmo DNA de origem ameríndia em outras pessoas provenientes da população islandesa, começando pela região situada ao redor da geleira Vatnajokull, no sul do país.

O relatório, redigido pelos cientistas do CSIC e da Universidade da Islândia, foi igualmente publicado na última edição do American Journal of Physical Anthropology.

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Fonte: TERRA