Howard Pyle o criador da aparência de Johnny Depp?

13 11 2011

O pirata do Caribe, de Howard Pyle.

Quem não se interessa por ilustrações, ou por ilustrações antigas, digamos do século dezenove, está perdendo a chance de se deliciar com imagens bonitas e interessantes que já puderam ser fonte de inspiração para pintores famosos.  Além disso, esse arsenal visual do passado pode ser de grande utilidade para criações contemporâneas, nas artes gráficas, nas visuais, ou até mesmo na composição de um personagem, para o teatro ou para o cinema, como o artigo de Emma Mustich, publuicado na revista eletrônica Salon deste mês, mostrou.  Na resenha da exposição Howard Pyle: American Master Rediscovered [Howard Pyle: a redescoberta de um mestre americano] mostra que atualmente ocupa o Delaware Art Museum, na cidade de Wilmington, Emma Mustich lembra que um dos mais interessantes personagens vividos por Johnny Depp no cinema, o Capitão John Sparrow, teve como inspiração imagens criadas nas ilustrações de Howard Pyle.

 

 

Howard Pyle, Captain Keith, (1907)

A retrospectiva de Howard Pyle (1853-1911) comemora os cem anos de morte do pintor e também os cem anos do museu de arte do estado de Delaware instituição para a qual pintor foi instrumental: seus amigos decidiram abrir o museu, depois da morte do pintor, na sua cidade natal.   A influência de Howard Pyle na vida artística americana não se limita à criação do museu.  Com suas ilustrações para Simbad on Burrator (1902), The True Captain Kidd (1902),  The Fate of the Treasure Town (1905) [texto de autoria do próprio pintor], Captain Keith, (1907) ele se tornou praticamente o autor da iconografia dos piratas, dos homens do mar; criador da imagem que todos, hoje, associamos aos piratas, no mundo inteiro.  Mais ainda, suas ilustrações para os grandes livros de aventuras e romances históricos, tais como O rei Artur e os cavaleiros da távola redonda,  Joana D’Arc, texto de Mark Twain, entre muitos outros, assim como seus próprios romances, como The Merry Adventures of Robin Hood, [As rocambolescas aventuras de Robin Hood], em que ele combinou diversas lendas e histórias sobre o herói inglês num único volume, e os adaptou para crianças, tornaram-se referência para todo o século XX.  E foram nas suas ilustrações que Hollywood foi procurar inspiração não só para as produções mais recentes mas também no início dos grandes estúdios.  Errol Flynn que ficou famoso na década de 1930 pelos filmes de aventuras tais como: Capitão Blood, A carga da brigada ligeira, O príncipe e o pobre e Robin Hood, entre outros, traz à pauta, com os trajes usados nessas produções, a influência das ilustrações de Howard Pyle nos figurinos de Hollywood.

Howard Pyle, A vinda de Lancaster, 1908

 

Sua contribuição para as artes visuais como pintor, independente de sua dedicação às artes gráficas é enorme. Foi um naturalista, fundador da reserva natural The Brandywine Conservancy a norte do estado de Delaware, que existe até hoje, bem admnistrada, sem problemas financeiros, protegendo a natureza: flora, fauna, fontes de água.  Howard Pyle foi também professor de importantes pintores americanos do século XX: Alice Barber Stevens, N C Wyeth, Elizabeth Shippen Green, Maxfield Parrish, Ethel Franklin Betts, Jessie Willcox Smith, Harvey Dunn, Violet Oakley, Sarah Stilwell Weber, Thornton Oakley, Frank Schoonover entre outros.  E foi ainda bastante apreciado por outros pintores de seu tempo.  Na biografia do pintor ameircano  N.C. Wyeth descobrimos que Vincent van Gogh numa carta a seu irmão Theo escreveu: “Você conhece a revista americana Harper’s Monthy?  Há coisas lá que me deixam bobo de admiração, incluindo os desenhos de um vilarejo Quaker, como nos tempos antigos de Howard Pyle.” 

É mais do que justa a comemoração dos 100 anos do Museu de Arte de Delaware, mas mais importante ainda é a comemoração do legado deixado por este artista plástico, visionário, que, nascido em meados do século XIX, ainda influencia diversos campos da vida de seus compatriotas em pleno século XXI.





Quadrinha infantil sobre a floresta

13 11 2011
Floresta, ilustração de Marcel Marlier, 1953.

A devastação das matas

Constitui um grande mal

Que pode levar ao caos

A nossa Terra Natal.

(Walter Nieble de Freitas)





Moedas do Império Romano, aos milhares, encontradas na França

8 11 2011

Moedas de 1700 anos atrás, encontradas num milharal

A administração de assuntos culturais da França divulgou uma foto de três ânforas antigas contendo milhares de moedas de bronze, de mais de 1700 anos de idade.  A descoberta de milhares de moedas romanas no campo de L’Isle-Jourdain, perto de Toulouse, no sudoeste da França foi considerada por arqueólogos “ um achado importante, na medida em que não é frequente falar de objetos do tipo desse período“, disse Michel Vaginay ,o responsável regional por descobertas arqueológicas.

Essas moedas, desenterradas e guardadas no final da semana, foram forjadas entre os anos 290 e 310 D.C em Londres, Lyon (atual França), Cartago (atual Tunísia) ou Trier (atual Alemanha). Seriam então da à época em que a França e todos esses outros lugares faziam parte do Império Romano.  Foram encontrada em duas ânforas de 80cm de altura e um outro jarro de aproximadamente a metade desse tamanho.   

Ânforas repletas de moedas do século III d.C.

Os tesouros foram descobertos por dois amantes de arqueologia que já haviam descoberto outras peças romanas nesse mesmo local.  “Nós sabíamos que havia mais por aqui e então, no meio de uma caminhada nos deparamos com essas peças na superfície mesmo do solo”, disse um deles.  Primeiro achamos mais ou menos 250 peças arqueológicas num campo por aqui que havia acabado de ser arado.  Isso nos fez pensar que poderíamos encontrar algo mais por aqui”.  Os dois juraram permanecer no anonimato.

Quando descobriram o tesouro, os dois contataram as autoridades responsáveis que verificaram o achado.  Mas o dono da propriedade pediu que escavações só fossem feitas depois dessa colheita do milho.  A maior preocupação, no entanto, foi manter segredo.  Com a demora das escavações, nenhuma palavra sobre o achado deveria chegar aos jornais para que ladrões e outros caçadores de tesouros não tivessem a idéia de virem ao sítio arqueológico roubar e destruir o que havia sido encontrado.  

Levadas para Toulouse para classificação e estudos de laboratório, essas moedas devem ser examinadas por um período de aproximadamente três a quatro meses.  Depois disso devem poder ser vistas pela população de L’Isle-Jourdain.  Pelo menos é o que promete o prefeito da cidade.  “Esperamos poder expor algumas dessas peças por um longo período.  Mas no momento, o que sabemos ao certo é que os habitantes do cidade poderão ver este achado dentro de poucos meses”.

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Fontes:  Terra, La Depeche





Foto de cuco roubando ovo de rouxinol vence competição

1 11 2011

A rara imagem de um cuco que havia acabado de roubar um ovo do ninho de um rouxinol foi a vencedora. Foto: GDT EWPY 2011/BBC Brasil

A rara imagem de um cuco que havia acabado de roubar um ovo do ninho de um rouxinol foi a vencedora
Foto: GDT EWPY 2011/BBC Brasil

A rara imagem de um cuco que havia acabado de roubar um ovo do ninho de um rouxinol foi a fotografia vencedora do GDT European Wildlife Photographer of the Year 2011. Segundo os organizadores do concurso, a fotografia vencedora mostra um comportamento interessante com altíssimo nível estético.

Com décadas de experiência fotografando e filmando cucos, o autor da foto vencedora, Oldřich Mikulica, da República Tcheca, se diz fascinado pelas aves. “Por 25 anos, durante a época de procriação, eu vou até os lagos perto de minha casa para observar os cucos e rouxinóis“, diz ele.

O cuco remove um ovo do ninho do rouxinol e coloca um de seus próprios ovos no lugar, já que ambos são quase idênticos. Especialistas explicam que como o cuco tem pouco tempo de gestação nasce antes dos outros passarinhos e, para ganhar espaço, joga os ovos do rouxinol para fora do ninho.

Os rouxinóis continuam a alimentar o cuco sem perceber a diferença. Ao chegar à maturidade, o cuco abandona o ninho. De acordo com Mikulica, é praticamente impossível que ele consiga registrar imagem semelhante novamente. A fotografia do cuco derrotou quase 14 mil imagens feitas por concorrentes de 39 países.

O fotógrafo Oldřich Mikulica

Fonte: Terra





Filhotes fofos — girafa

31 10 2011

Lindane, a girafinha.  Foto Efe

Aqui está Lindani, a girafinha do zoológico de Duisburgo, na Alemanha, logo depois que nasceu em maio.

As girafas são os animais mais altos do mundo, podendo um macho adulto medir cerca de 6 m de altura e pesar mais de 1 t. Estes animais vivem aproximadamente 25 anos. A principal curiosidade acerca das girafas é que, para se defender, o animal aplica um coice mortal.





Segredos de Oetzi, o homem do gelo, revelados

28 10 2011

Fotografia, Robert Clark — www.robertclarkphoto.com

Os artistas Adrie e Alfons Kennis usaram scanners em  3-D do esqueleto do homem do gelo e outros detalhes anatômicos para criarem um modelo  de tamanho natural.  Os cientistas no passado haviam reconstruido Oetzi com olhos azuis, mas os exame de DNA provou que ele tinha olhos castanhos.

Oetzi, o homem do gelo, descoberto em 1991, e que tem mais de 5300 anos, finalmente revela mais alguns de seus segredos, através de uma autopsia que levou quase nove horas.  Seu genoma foi seqüenciado com grande detalhe e nova análise do material recolhido começou a aparecer em junho quando  Albert Zink, diretor do Instituto para Múmias e do Homem do gelo — EURAC em Bolzano, no tirol italiano, como publicou a revista National Geographic.

As descobertas clarificam alguns aspectos, mas também intensificam alguns dados intrigantes.  Sabe-se, por exemplo, que Oetzi tinha cabelos e olhos castanhos.  Ele era provavelmente – como milhões e milhões de pessoas hoje em dia – intolerante à lactose, em suma, não digeria leite.  Como Stephen S. Hall explica no artigo Autópsia do homem do gelo [Iceman Autopsy] esse era um fato irônico já que tudo indica que ele era um pastor.

Alpes Italianos, Oetzal, fotografia Robert Clark — www.robertclarkphoto.com

 A seta vermelha mostra onde excursionistas encontraram o corpo do Homem do gelo em 1991, numa bacia de gelo na pedra, numa altitude de 3200 metros.  À sua volta estavam diversos artefatos da Era Neolítica.

Oetzi, que foi encontrado no tirol italiano a 3.200 metros de altitude, em 1991, está mais relacionado às pessoas que vivem no sul da Europa, norte da África e Oriente Médio, do que às pessoas do norte europeu como se imaginava inicialmente.  Seu DNA tem relações estreitas com as populações modernas da Sardenha, da Sicília e da Península Ibérica.  Além disso, se ele não tivesse sido assassinado, por uma flecha,  teria morrido de um ataque cardíaco ou de um AVC em dez anos, já que deveria ter desenvolvido, nesse período,  endurecimento das artérias.  Uma grande surpresa foi descobrir que Oetzi já tinha sido infectado pelo carrapato que transmite a doença de Lyme, o que o faz uma das primeiras vítimas dessa doença.

Para mais detalhes sobre a autópsia, consulte o artigo na National Geographic Magazine.





Embarcação mongol do século XIII descoberta no Japão

25 10 2011

Samurais japoneses invadindo barcos Yuan.

Os restos de um navio que teria participado da fracassada tentativa do rei mongol, Kublai Khan (1215-1294), de conquistar o Japão, no século XIII, foram encontrados em relativamente bom estado, na costa do país.  Até então só antigas pedras de âncora e balas de canhão haviam sido encontradas aqui e ali datando da investida de esquadras mongóis dessa época.  Os pesquisadores agora acreditam que têm material para melhor entender a tecnologia de navegação do século XIII.  Encontraram um pedaço de 12 m do casco da embarcação, que era feito de tábuas de madeira de 10 cm de espessura e de 15 a 25 cm de largura.  O casco foi descoberto enterrado a 1 metro de profundidade do fundo do mar, próximo da ilha Takashima em Matsuura, no distrito de Nagasaki.  Foi a primeira vez que o casco de um barco usado na invasão mongol foi recuperado.

Os pesquisadores da universidade de Ryukus, em Okinawa,  sob a supervisão do Prof. Yoshifumi Ikeda usaram equipamento ultrasônico para detectar os restos do navio. Os ataques frustrados contra o Japão foram uma das poucas vezes em que os mongóis foram derrotados durante o século XIII.  O casco que parece ter tido 20 metros de comprimento havia sido todo pintado de cinza e ligado por pregos. Tijolos e armas chineses da dinastia Yuan também foram encontrados a bordo.

Os pesquisadores dizem esperar que a descoberta os ajude a entender os motivos da vitória japonesa.  Registros históricos sugerem o número de 4.400 navios, levando 140,000 soldados mongóis desceram no Japão em 1281 e lutaram Cintra os samurais da região ao norte de Kyushu.  Mas que depois de voltarem para os seus navios a esquadra foi dizimada por um tufão devastador que acabou com os planos de invasão dos soldados mongóis. Os japoneses costumam atribuir a vitória a esses ventos e tempestades que destroçaram as embarcações mongóis durante as tentativas de invasões de 1274 e 1281.

Descobertas sob a areia de partes de embarcação mongol do século XIII.

A estrutura do navio lembra a das embarcações chinesas da mesma época. Os mongóis chegaram a desembarcar e ter algum sucesso contra os japoneses, que tinham menos habilidade no arco e flecha. Mas em ambas as ocasiões, os mongóis e as tropas chinesas e coreanas sob seu comando tiveram que bater em retirada por causa de tufões que se aproximavam, impedindo seus planos.

As águas próximas à ilha Takashima são o local onde,  historicamente,  se assumiu a devastação da esquadra em 1281, pelos “ventos divinos”.  O “vento divino”  kamikaze, em japonês, foi a palavra que serviu de inspiração para os pilotos japoneses que se lançaram em ataques suicidas na Segunda Guerra Mundial.

Como nômades da Ásia Central, os mongóis tinham pouca experiência no mar e usaram chineses e coreanos subjugados para construir seus navios. “Acredito que iremos entender mais sobre a construção de navios da época assim como sobre a troca de mercadorias na Ásia Ocidental”, disse o prof. Ikeda.  Ele ainda lembrou que o casco da embarcação deve ter-se mantido em bom estado porque estava enterrado na areia.  Enquanto a estrutura da embarcação, semelhante às usadas pelos chineses do século XII,  levou os pesquisadores a fazerem a associação à frota Yuan.

Fontes: The Telegraph, Terra





Quadrinha do Astronauta

18 10 2011

Ilustração, desconheço a autoria.

O astronauta que flutua

muito tem a lamentar:

quanto mais perto da lua     

mais distante do luar.

(Nei Garcez)





Filhotes fofos — elefante

16 10 2011

Foto:EFE

Uma votação na internet decidiu  o nome de um filhote de elefante no zoológico de Viena. O nome escolhido faz justiça ao elefantinho: Tuluba – “orelhas enormes“, na língua africana wolof.   Veja como esse elefantinho tem orelhas grandes!  Foram cerca de 10 mil votos e o nome escolhido teve 60% deles.





Quadrinha infantil sobre os dentes

13 10 2011

Coma bem, coma de tudo,

Pois a nossa dentição

Em grande parte depende

Da boa alimentação.

(Walter Nieble de Freitas)