Imagem de leitura — Alexander Sokht

18 03 2011

Romance, 2010

Alexander Sokht ( República Checa, 1967)

óleo sobre tela, 80 x 70cm

www.alexandersokht.com

Alexander Sokht  nasceu em Praga em  1967 e foi criado em Krasnodar  no sul da Rússia, próximo ao Mar Negro.  Estudou arte na Universidade Estadual de Krasnodar.   Logo depois de sua graduação participou de diversas exposições em grupo, em Krasnodar e Sochi.  Em 1991, começou a exibir em Moscou.  Com o sucesso de seu trabalho na capital russa, mudou-se para Moscou, onde viveu pelos dez anos seguintes.  In 1997, seu trabalho começa a ser exibido fora da Rússia: Suiça, Alemanha, Luxembugo, França, Espanha.  A porta para sua carreira internacional, européia havia sido aberta.  Em 2002 expõe em Berlin e Londres.   Com a carreia européia aquecida, sai de Moscou e se estabelece em Praga, onde abre seu ateliê e sua própria galeria de arte e onde vive até hoje.  www.alexandersokht.com





Vida de flor, poema de Fagundes Varela, 1861

17 03 2011

 

Flores, 1961

Agostinho Batista de Freitas ( Brasil, 1927-1997) 

óleo sobre tela,  50 x 70 cm

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Vida de flor

                             Fagundes Varela

Por que vergas-me a fronde sobre a terra,

Diz a flor da colina ao manso vento,

SE apenas às manhãs o doce orvalho

          Hei gozado um momento?

Tímida ainda, nas folhagens verdes

Abro a corola à quietação das noites,

Ergo-me bela, me rebaixas triste

          Com teus feros açoites!

Oh! Deixa-me crescer, lançar perfumes,

Vicejar das estrelas à magia,

Que minha vida pálida se encerra

          No espaço de um dia!

Mas o vento agitava sem piedade

A fronte virgem da formosa flor,

Que pouco a pouco se tingia, triste,

          De mórbido palor.

Não vês, ó brisa?  lacerada, murcha,

Tão cedo ainda vou pendendo ao chão,

E em breve tempo esfolharei já morta

          Sem chegar ao verão?

Tem piedade de mim!  Deixa-me ao menos

Desfrutar um momento de prazer,

Pois que é meu fado despontar n’aurora

          E ao crepúsc’lo morrer!…

Brutal amante não lhe ouviu as queixas,

Nem às suas dores atenção prestou,

E a flor mimosa, retraindo as pétalas,

          Na tige se inclinou.

Surgiu n’aurora,   não chegou à tarde,

Teve um momento de existência só!

A noite veio, procurou por ela,

          Mas a encontrou no pó.

Ouviste, ó virgem, a legenda triste

Da flor do outeiro e seu funesto fim?

Irmã das flores à mulher, às vezes,

          Também sucede assim.

São Paulo, 1861

 

Luís Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 – RJ 1871) ou Fagundes Varela, poeta brasileiro e um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.

Obras:

  • Noturnas – 1861
  • Vozes da América – 1864
  • Pendão Auri-verde – poemas patrióticos, acerca da Questão Christie.
  • Cantos e Fantasias – 1865
  • Cantos Meridionais – 1869
  • Cantos do Ermo e da Cidade – 1869
  • Anchieta ou O Evangelho nas Selvas – 1875 (publicação póstuma)
  • Diário de Lázaro – 1880




Quadrinha infantil sobre o leite

16 03 2011

 

Creme

Alfred Arthur Brunel de Neuville (França, 1851-1941)

óleo sobre madeira

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O leite, que é a bebida

Ideal para o estudante,

É mil vezes superior

A qualquer refrigerante.

(WNF)





Imagem de leitura — Georgy Kurasov

16 03 2011

 

Romance gótico, 2007

Georgy Kurasov (Rússia, 1958)

Óleo sobre tela com folha de ouro

118 x 88 cm

www.kurasov.com

Georgy Kurasov nasceu em 1958, em São Petersburgo, Rússia, onde ainda vive e trabalha.  Começou a estudar arte aos 13 anos.  Inicialmente foi selecionado para participar das aulas de escultura já que parecia não ter sensibilidade para cores.  Em 1977 entrou para o curso de escultura da  Academia de Arte, onde permaneceu por 6 anos. Em 1984, depois de uma longa passagem pelo serviço militar obrigatório, Kurasov se encontra finalmente livre para correr atrás de seus sonhos.  Mudanças políticas no país levaram-no a fazer pequenos trabalhos de pintura.  Sua primeira exposição de pintura  no s Estados Unidos foi em 1993.  Desde então vende suas obras quase que exclusivamente nos EUA.   Visite seu portal:  www.kurasov.com





Bolhas de sabão, poesia de Oliveira Ribeiro Neto, contribuição da leitora Leda Meira

15 03 2011

As bolhas de sabão, s/d

Charles Joshua Chaplin ( Inglaterra, 1825-1891)

óleo sobre tela

Quem acompanha este blog sabe que faz muito tempo que alguns leitores pedem essa poesia.  Coube a leitora Leda Meira descobrí-la e passá-la para mim.  Coloco essa postagem com muito prazer por saber que irá satisfazer a muitos que têm a poesia na lembrança. 

Bolhas de Sabão

                                  Oliveira Ribeiro Neto

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Queima o sol do meio-dia.
Feitas de espuma fria
sobem bolhas de sabão
luzentes como estrelas…
E vendo o neto fazê-las,
chora-lhe de saudades o coração.

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Em tempos há muito passados,
quando era pequenina,
seus olhitos espantados
viam as bolhas amarelas
como as asas daquelas
borboletas dos prados.

E a bolha refletia
os seus sonhos de pequena:
—  um gato branco (que mia),
e uma boneca morena
com grandes olhos de louça…

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Mais tarde, quando era moça,
a bolha maravilhosa
não tinha a cor amarela
das borboletas de ouro;
— era toda cor-de-rosa
qual seus sonhos de donzela…


Então via um príncipe bem loiro
de brilhantes coroado
e um castelo encantado!

Depois,  já cansada a vista
e a cabeleira prateada,
a bolha de sabão triste ela via
da cor saudosa da ametista…


… Não mais uma boneca ela queria,
ou um príncipe armado duma espada:
—  Hoje, o espelho de ametista refletia
um céu azul e mais nada…

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Pedro Antônio de Oliveira Ribeiro Netto (SP, 1908 – SP, 1989) jornalista, crítico literário, escritor, poeta e tradutor.  Diplomado em letras e em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade do Largo de São Francisco, promotor público, juiz, adido cultural do Itamarati, membro.  Foi membro e secretário-geral da Academia Paulista de Letras por 35 anos, tendo sido por três vezes eleito presidente.

União Brasileira de Escritores  —  http://www.ube.org.br/biografias-detalhe.asp?ID=993

Obras:

Dia de sol, poesia, 1928

A Festa do amor, poesia, 1929

Luiz Gama, o libertador, ensaio, 1931.

Vida, poesia, 1932

A Confederação dos Tamoios, ensaio, 1934

Estrela d’Alva, poesia, 1937

A Vida continua, romance, 1939

Canções das sete cores, poesia, 1941

Cantos de glória, poesia,  1946.

Sol na montanha, poesia, 1949

O Natal de Jesus, 1950

Barrabás, o Enjeitado, 1954

Cinco Capítulos das Letras Brasileiras, crítica literária, 1962

O Rei Dom Carlos de Portugal, ensaio, 1964

As Árvores do vale, poesia, 1964

O Romance de Maria Clara, romance, 1965

Arco triunfal,  poesia, 1968

Sicília Poesia, poesia, 1970.

Pastor do Tédio, poesia, 1970

Eu Canto a América, poesia, 1976





Imagem de leitura — Lily Furedi

13 03 2011

Metrô, 1934

Lily Furedi (Hungria, 1896-1969)

óleo sobre tela, 99 x 123 cm

American Art Museum, Smithsonian Institution

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Lily Furedi nasceu em Budapeste em 1896.  Morreu em Nova York em 1969.  Muito pouco é sabido a respeito da pintora dessa maravilhosa tela.  Não há concordância nem mesmo sobre a data de nascença.  Alguns dão 1901, enquanto outros dão 1896.  Mantenho aqui as informações do museu da  Smithsonian Institution, onde este quadro se encontra.  Como Lily Furedi emigrou para os Estados Unidos é possível que tenha havido troca de datas.  É possível também que tenha emigrado durante a 1ª Guerra Mundial, já que este quadro de 1934, retrata o metrô de Nova York.  Quem souber de mais dados sobre a pintora, por favor contatar-me.





Imagem de leitura — Marie Spartali Stillman

10 03 2011

Sonetos de amor, 1894

Marie Spartali Stillman (Inglaterra, 1844-1927)

Delaware Art Museum, EUA

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Marie Euphrosyne Spartali, mais tarde adotando o nome de casada, Stillman (1844 – 1927),  foi uma pintora inglesa que adotou o movimento Pré-Rafaelita.  Considerada talvez a mulher mais importante desse movimentos Marie Spartali teve uma produção prodigiosa, deixando mais de cem telas produzidas.  Dedicou-se a temas típicos do movimento Pré-Rafaelita como  cenas de Shakespeare, Petrarch, Dante and Boccaccio, além de paisagens do interior da Itália.





Uma exposição para se ver! A Cara do Rio, no CC Correios!

9 03 2011

Exposição A CARA DO RIO, coletiva, no Centro Cultural dos Correios.

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Assim como temos Carnaval e outras festividades que marcam o calendário de eventos cariocas, tanto o morador como o visitante a esta cidade têm a oportunidade de se encontrar anualmente com uma grande variedade de artistas plásticos  dedicados ao Rio de Janeiro,  na exposição coletiva que já virou tradição carioca:  A Cara do Rio.  Todos os anos, no mês de aniversário da cidade somos presenteados por  Marcelo Frazão,  responsável pela curadoria, com a  exposição que celebra a cidade e que nesta edição alude ao tema:  Da minha Janela.

Maria, da série “Entre Água“, s/d

Pedro Farina  (Rio de Janeiro, 1987)

Jato de tinta sobre papel de algodão, 100 x 150 cm

www.pedrofarina.com

É difícil, ao nos depararmos com 100 diferentes visões do Rio de Janeiro, destacarmos uma única obra que tenha sobressaído aos olhos, que tenha falado ao coração do visitante.  O que dá para perceber, no entanto, é que as artes visuais vão muito bem obrigado.  Este grupo selecionado por Frazão se mostra criativo, impetuoso, testando os limites.  E o resultado é a fascinante combinação de soluções para o que “vejo da minha janela”.

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Copacabana III, s/d

Sonia Maria [de Faria Pereira] (Rio de Janeiro, contemporânea)

acrílica sobre tela  100 x 148 cm

www.soniamariaartes.com.br

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Como bem explica o curador na apresentação da mostra, a janela pode ser interpretada também como uma janela interior, uma janela para dentro.  “Não é apenas para olhar e interagir que vamos à janela.  Sua importância é bem maior, seja no plano físico, virtual ou no plano metafórico”.   Desse modo vemos verdadeiramente muitos diferentes Rios de Janeiro.

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Minha terra tem palmeiras onde cantam sabiás, 2011

Lúcia de Lima (Rio de Janeiro, 1947)

acrílica sobre tela,   40 x 128 cm

www.luciadelima.com

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Há trabalhos para todos os gostos: fotografias, esculturas, pinturas e objetos.  A exposição consegue juntar visões bastante diversas cujo traço de união é sem dúvida o espírito carioca, mas que refletem também  a grande criatividade dos representados.

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Entardecer na enseada, s/d

Vera Strunck (Recife, 1927)

acrílica sobre tela, 90 x 70 cm

Vale a pena ir ao centro da cidade e ver esta exposição, não perca. A exposição fica  no Centro Cultural dos Correios até o dia 3 de abril de 2011.  Organize-se.  Não perca!

SERVIÇO:

Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro
Corredor Cultural
20010-976 – Rio de Janeiro – RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Fax: 0XX 21 2253-1545
E-mail: centroculturalrj@correios.com.br

Funcionamento:

O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Entrada franca.





Imagem de leitura — Maurice Estève

9 03 2011

 

O leitor, s/d

Maurice Estève ( França, 1904 – 2001)

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Maurice Estève nasceu em Culan (FR) em 1904 e morreu na terra onde nasceu em 2001. Pintor francês, estudou em várias escolas de arte em Paris, mas foi principalmente um autoditacta. Em 1923 instalou-se em Espanha. Dirigiu o departamento de desenho de uma fábrica téxtil, em Barcelona. A partir de 1924 dedicou-se inteiramente à pintura. Estève, que alia formas cubistas com colorações fauvistas, é considerado como um dos maiores representantes da Abstracção Lírica da École de Paris.  Biografia em O Século Prodigioso.





Imagem de leitura — Aubrey Beardsley

7 03 2011

 

Pierrô lendo, 1896

Desenho para a série “Pierrot’s Library”  [ A biblioteca de Pierrô]

Aubrey Beardsley (Inglaterra, 1872-1898)

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Aubrey Vincent Beardsley (21 de agosto, 1872, Brighton – 16 de março, 1898, Menton) foi um importante ilustrador e escritor inglês. Seu estilo recebeu influência do grupo pré-rafaelita e da estampa japonesa.  Por sua vez ele influenciou o desenvolvimento da Art Nouveau.