Imagem de leitura — Arimateia Sousa

16 02 2016

 

 

Arimatéia Souza, Leitura, Acrílico sobre Tela, 80 x 100, datado em 2011, Leitura, 2011

Arimateia Sousa (Brasil, contemporâneo)

Acrílica sobre tela, 80 x 100 cm





Nossas cidades: Bananal

15 02 2016

 

 

FERNANDO CORREA E CASTRO (1933)Sobrado e Igreja da Matriz em Bananal-SP,ost,50 X 60.Sobrado e igreja da matriz, Bananal, SP

Fernando Correa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Stendhal visita o palácio Barberini em Roma, II

15 02 2016

 

 

cenci

Beatrice Cenci *, 1662

Ginevra Cantofoli (Itália, 1618-1672)

Anteriormente atribuído a Guido Reni (Itália, 1575 -1642)

óleo sobre tela, 65 x 49 cm

Galleria Nazionale d’Arte Antiga, Palazzo Barberini, Roma

 

* Hoje esse quadro é chamado de Sibil  e atribuição dada à pintora italiana do Barroco, Ginevra Cantofoli.

 

 

“O segundo retrato precioso da Galeria Barberini é obra de Guido: é o retrato de Beatrice Cenci de que se vê tantas gravuras imperfeitas. Esse grande pintor colocou no pescoço de Beatrice um insignificante pedaço de pano e cobriu-a com um turbante; temeu que a verdade chegasse ao horrível se reproduzisse exatamente as vestes que ela mandara fazer para aparecer na execução e os cabelos em desordem de uma pobre jovem de dezesseis anos que se abandona ao desespero. A cabeça é bela e suave, o olhar muito doce e os olhos muito grandes: têm o aspecto aturdido de alguém que é surpreendido no momento em que verte lágrimas ardentes. Os cabelos são louros e muito belos. Essa cabeça nada tem do orgulho romano e desta consciência de suas próprias forças que se surpreende às vezes no olhar confiante de uma filha do Tibre, di una figlia del Tevere, como elas dizem de si mesmas com altivez. Infelizmente as meias tintas se transformaram em rouge de brique durante esse longo intervalo de duzentos e trinta e oito anos que nos separam da catástrofe cujo relato se vai ler.”

 

 

Em: Crônicas italianas, Stendhal, tradução de Sebastião Uchoa Leite, São Paulo, Editora Max Limonad: 1981, p. 101





Domingo, um passeio no campo!

14 02 2016

 

TOBIAS MARCIER (1948-1982). Paisagem Serrana com Casarios, aquarela, 28 x 37.Paisagem serrana com casario

Tobias Marcier (Brasil, 1948-1982)

aquarela, 28 x 37 cm





Flores para um sábado perfeito!

13 02 2016

 

Jorge Franco (1955) Vasos de flores. Técnica mista sobre placa 100 x 80 cm.Vasos de flores

Jorge Franco (Brasil, 1955)

técnica mista sobre placa, 100 x 80 cm





“As palavras para um escritor”, texto de Rosa Montero

13 02 2016

 

 

ChausVictoria-Menina LendoMenina lendo

Victoria Chaus (Ucrânia,1964)

óleo sobre tela

 

 

“As palavras são como peixes abissais que só nos mostram um brilho de escamas em meio às águas pretas. Se elas se soltarem do anzol, o mais provável é que você não consiga pescá-las de novo. São manhosas as palavras, e rebeldes, e fugidias. Não gostam de ser domesticadas. Domar uma palavra (transformá-la em clichê) é acabar com ela.”

 

Em: A louca da casa, Rosa Montero, tradução de Paulina Wacht e Ari Roitmam, Rio de Janeiro, Ediouro:2004, p.13,

 





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

12 02 2016

 

 

Roberto Armorizzi (Brasil, 1950) Ponte, ost, 60 x80 cmPonte

Roberto Armorizzi (Brasil, 1950)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Orgulho do trabalho bem feito: Pinturicchio

11 02 2016

 

1annuncAnunciação, 1501
Pinturicchio (Itália, 1454-1513)
Afresco
Collegiata di Santa Maria Maggiore, Spello

 

Hoje é fácil nos referirmos a uma tela ou a uma escultura pelo nome de seu autor. “Comprei um Picasso!”; “Um van Gogh vale uma fortuna!” — sabemos exatamente o significado dessas frases. Mas essas expressões só fazem sentido porque na Renascença, durante o século XV, artistas, pintores e escultores deixaram o anonimato das guildas para serem reconhecidos individualmente.

O processo levou tempo. Artistas eram considerados pessoas que trabalhavam com as mãos e precisavam passar por treino em guildas, anos e anos de aprendizagem, como faziam também pedreiros, tecelões, e outros artesãos. Nenhum deles era conhecido por seu nome. Parte da “revolução renascentista” foi o reconhecimento do artista por seu talento individual, hoje tomado como norma. Muitos artistas famosos ora assinavam seus trabalhos, ora não. E grande parte deles vivia sob auspícios de um grande senhor, como a família Médici em Florença. Nesses castelos, nessas residências eles tinham casa e comida e obrigações com a decoração das casas para grandes eventos, embelezar os jardins, pintar lonas, bandeiras para diversas ocasiões além de pintar retratos e cenas religiosas ou mitológicas. Frequentemente funcionavam como organizadores dos eventos que seus patrões queriam desenvolver.

O processo de reconhecimento do artista foi se desenvolvendo aos poucos no século XV. Teve um grande ímpeto quando, em meados do século XVI, Vasari publicou Vidas dos Artistas. A primeira tentativa de uma história da arte e da vida dos artistas famosos de seu tempo.

 

1annunc3[DETALHE]

 

O processo de tornar o pintor ou escultor um indivíduo singular, consequência natural do humanismo, levou os próprios artistas a se orgulharem de suas obras, a assiná-las com maior frequência. O orgulho de um trabalho bem feito, a procura por se eternizar pode ser vista nos primeiros autorretratos de artistas. Pinturicchio, um grande pintor renascentista, não conseguiu deixar de lado o orgulho pelo trabalho executado na Igreja de Santa Maria Maggiore, em Spello.

À direita da Anunciação de 1501, Pinturicchio colocou seu próprio retrato, como se ele mesmo fosse uma testemunha do evento religioso. Acima de seu retrato, vemos uma prateleira, com um tecido branco decorando a parede, abaixo da prateleira que mostra uma interessante ‘natureza morta’ com livros, vela e outros objetos. O nome do pintor aparece abaixo num rótulo elaborado.

Pinturicchio pode ter se inspirado por seu antigo professor, Perugino que ao pintar um afresco no Collegio del Cambio em Perugia, terminado um ano antes em 1500, incluiu seu autorretrato.

 

2famousHomens famosos da antiguidade, 1497-1500
Pietro Perugino (Itália, 1450-1523)
Afresco, 293 x 418 cm
Collegio del Cambio em Perugia

 

2selfpo1[DETALHE]





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

10 02 2016

 

JOUBERT PANTANERO - Flores e frutas na mesa - ost - 55 x 70 - datado 2007Flores e frutas na mesa, 2007

Joubert Pantanero (Brasil, 1946)

óleo sobre tela, 55 x 70 cm





Sublinhando…

9 02 2016

 

Jean-Baptiste-CamilleCorot, Young girl reading, 1868, National Gallery of Art, Washington, DC (2)Jovem lendo, 1868

Jean Baptiste Camille Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre papelão sobre madeira, 32 x 41 cm

National Gallery, Washington, DC

 

 

“Fechar ao mal de amor a nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida…”

 

 

Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato.