Paisagem, cena rural, 1955
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre cartão, 20 x 16 cm
Paisagem, cena rural, 1955
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre cartão, 20 x 16 cm
Lendo
Carlos Ygoa (Espanha, 1963)
Óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Em: História do rei transparente, Rosa Montero, Rio de Janeiro, Ediouro:2005 — primeiras frases …
Vaso com flores, 2005
Santiago Americano Freire Júnior (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela colada em madeira, 50 x 46 cm
Praia da Copacabana no inverno, RJ
Pedro da Costa (Brasil, contemporâneo)
Aquarela sobre papel
Paisagem de inverno
Hendrick Avercamp (Holanda, 1585-1634)
óleo sobre madeira, 29 x 46 cm
Kunsthistorisches Museum, Viena
Paisagem de inverno com patinadores em lago congelado
Anthonie Beerstraten (Holanda, 1635 – 1665)
óleo sobre tela, 102 x 127 cm
Coleção Particular

Caçadores na neve, [Janeiro]*, 1565
Pieter Brueghel, o velho (Flandres, 1525-1569)
óleo sobre madeira, 117 x 162 cm
Kunsthistorisches Museum, Viena
* da série dos doze meses dos quais só se conhece cinco
Paisagem de inverno com arapuca
Pieter Brueghel, o jovem (Flandres, 1564 – 1638)
óleo sobre madeira, 40 x 57 cm
Museu do Prado, Madrid
Inverno em Walchensee, 1923
Lovis Corinth (Alemanha, 1858-1925)
Óleo sobre tela, 70 x 90 cm
Städelsches Kunstinstitut, Frankfurt
Falésias de giz em Rügen, c. 1818
Caspar David Friedrich (Alemanha, 1774 – 1840)
óleo sobre tela, 90 x 71 cm
Oskar Reinhart Collection, Winterthur
Paisagem de inverno, efeito neve, 1888
Paul Gauguin (França, 1848-1903)
óleo sobre tela, 72 x 92 cm
Konstmuseum, Gothenburg
Cesto com uvas, pêssegos, garrafão, licoreira e jarra sobre a mesa
Werner Levin (Brasil, 1920-1996)
óleo sobre tela, 54 X 73 cm
O lenhador, 1879
Camille Pissarro (França, 1830 – 1903)
óleo sobre tela, 89 x 116 cm
The Robert Homes a Court Collection, Perth, GB
Nunca tinha ouvido falar de Erri de Luca até receber de Nanci Sampaio, uma amiga conhecedora dos meus gostos, esse livrinho chamado Três Cavalos. Levei algum tempo até abrir suas páginas. Dizem os budistas que as coisas acontecem na hora certa. Então aconteceu agora esse amor pela obra do escritor italiano, cuja lista de publicações é longa e abrangente: o autor é jornalista, romancista e poeta.

Sua prosa é seca e precisa. Concisa. Mas de imagens vívidas e maneira de ver as coisas simultaneamente poética e inesperada. Eu me encontrei relendo muitas passagens, marcando no texto, dois, três parágrafos pela beleza ou pela surpresa. E como um poema, este é um livro pequenino que passa uma poderosa história em dois tempos, presente no sul da Itália e passado na Argentina. Há também o paralelo entre dois amores, o de então e o do momento. Duas mulheres perturbadoras que conquistam o coração quase inocente de um homem que agora, aos cinquenta anos, leva a vida de jardineiro.
Erri de Luca
Ainda que este seja um romance com descrições da perseguição política na Argentina, o tema serve de pano de fundo. Maior que ele é o amor, força que impulsiona atos impensáveis. Também fala de amizade e da honra entre amigos. A honra entre o narrador e seu amigo africano Selim, um trabalhador temporário que vai e volta da África e tem o dom da divinação. São 108 páginas concisas, repletas de poesia e determinação. E emoção. Emoção contida como cabe a um europeu. Mas lá está para nos puxar página após página ao seu surpreendente final. Uma obra poderosa, marcante. De grande impacto. Excelente leitura.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.
Hora de lazer
Christine Reilly (Austrália, contemporânea)
óleo e acrílica sobre tela, 50 x 60 cm
Ciprestes, 1889
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 93 x 74 cm
Metropolitan Museum, N.Y.
” Vou pelo campo com uma nova muda de macieira para plantar.
Deposito-a no chão, viro-a, olho seus ramos mal esboçados tentarem lugar no espaço em torno.
Uma árvore precisa de duas coisas: sustança sob a terra e beleza fora. São criaturas completas mas impulsionadas por uma força de elegância. Beleza necessária a elas é vento, luz, pássaros, grilos, formigas e uma meta de estrelas em direção às quais apontar a fórmula dos ramos.
A máquina que nas árvores impulsiona linfa para cima é beleza, porque só a beleza na natureza contradiz a gravidade.
Sem beleza a árvore não quer. Por isso para num ponto do campo e pergunto: “Aqui, quer?”
Não espero uma resposta, um sinal no punho em que seguro seu tronco, mas gosto de dizer uma palavra à árvore. Ela sente as bordas, os horizontes e procura um lugar exato para se erguer.
Uma árvore escuta cometas, planetas, nuvens e enxames. Sente as tempestades do sol e as cigarras sobre ela com a mesma urgência de velar. Uma árvore é aliança entre o próximo e o perfeito longínquo.
Se vem de um viveiro e tem de enraizar-se em solo desconhecido, fica confusa como uma jovem camponês no primeiro dia de fábrica. Assim levo-a a um passeio antes de escavar-lhe o lugar.”
Em: Três cavalos, Erri de Luca, São Paulo, Berlendis & Vertecchia: 2006, tradução de Renata Lúcia Bottini, página 26.
Sem título, c. 1940
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre madeira, 96 x 45 cm.