Cena Urbana com Personagem no Centro do Rio
Mário Agostinelli (Peru/Brasil, 1915 – 2000)
óleo sobre madeira, 16 X 11 cm
Cena Urbana com Personagem no Centro do Rio
Mário Agostinelli (Peru/Brasil, 1915 – 2000)
óleo sobre madeira, 16 X 11 cm
Padre lendo
Ferdinand Hodler (Suíça, 1853-1918)
óleo sobre tela, 71 x 51 cm
“O livro nas mãos do padre foi como isca para os olhos de Antonio José Bolívar. Pacientemente, esperou até que o padre, vencido pelo sono, o deixasse cair de um lado.
Era uma biografia de são Francisco, a qual ele examinou furtivamente, sentindo que ao fazê-lo cometia um pequeno roubo.
Juntava as sílabas, e à medida que o fazia, o desejo de compreender tudo o que havia naquelas páginas o levou a repetir a meia voz as palavras capturadas.
O padre despertou e observou, divertido, Antonio José Bolívar com o nariz metido no livro.
— É interessante? — perguntou.
— Desculpe, eminência. Mas eu o vi dormindo, e não quis incomodá-lo.
— Interessa-lhe? — repetiu o padre.
— Parece que fala muito de animais — respondeu timidamente.
— São Francisco amava os animais. Amava todas as criaturas de Deus.
— Eu também gosto deles. À minha maneira. O senhor conhece são Francisco?
— Não. Deus me privou de tal prazer. São Francisco morreu há muitíssimos anos. Quer dizer, deixou a vida terrena e agora vive eternamente junto ao criador.
— Como sabe disso?
— Porque li o livro. É um dos meus preferidos.
O padre enfatizava suas palavras acariciando a rafada brochura. Antonio José Bolívar o olhava enlevado, sentindo a coceira da inveja.
— O senhor leu muitos livros?
— Uma porção. Antes, quando ainda era jovem e meus olhos não se cansavam, devorava toda obra que parasse em minhas mãos.
— Todos os livros tratam de santos?
— Não. No mundo há milhões e milhões de livros. Em todas as línguas, e abrangem todos os temas, inclusive alguns que deveriam estar proibidos aos homens.
Antonio José Bolívar não entendeu aquela censura e continuou com os olhos cravados nas mãos do padre, mãos gorduchas, brancas sobre a brochura escura.
— De que falam os outros livros?
— Já lhe disse. De todos os temas. Há livros de aventuras, de ciência, histórias de seres virtuosos, de técnica, de amor…
O último interessou-lhe. Conhecia do amor aquilo que ouvia nas canções, especialmente nos pasillos cantados por Jurito Jaramillo, cuja voz de guaiaquilenho pobre às vezes escapava de um rádio de pilhas tornando os homens taciturnos. Segundo os pasillos, o amor era como uma picada de um inseto invisível, mas procurado por todos.
— Como são os livros de amor?
— Temo que não possa lhe falar disso. Não li mais que um par.
— Não importa. Como são?
— Bem, contam a história de duas pessoas que se conhecem, se amam e lutam para vencer as dificuldades que os impede de ser felizes. ”
Em: Um velho que lia romances de amor, Luís Sepúlveda, tradução de Josely Vianna Baptista, São Paulo, Editora Ática: 1995, pp 42-43.

Natureza morta: cerejas, laranjas, pêssegos
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867 – 1939)
óleo sobre tela, 49 x 80 cm
Café de Paris
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
óleo sobre tela, 200 x 200 cm
Fábrica em Piracicaba, 1903
Joaquim Miguel Dutra (Brasil, 1864-1930)
óleo sobre tela, 60 x 100cm
Domingo
Cláudio Dantas (Brasil, 1959)
óleo sobre tela
Carlos Drummond de Andrade
Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sob as pontes,
outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados,
o guarda-civil sorria, passavam bicicletas,
a menina pisou na relva para pegar um pássaro.
O mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranquilo ao redor de Clara.
As crianças olhavam para o céu… Não era proibido!
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos…
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,
esperava cartas que custavam a chegar,
nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim pela manhã!!!
Havia jardins, havia manhãs, naquele tempo!!!
Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 26-7
Paisagem com rio
Alberto Mattera (Brasil, 1925)
óleo sobre eucatex, 50 x 65 cm
Primeiro banho
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Arthur Wardle foi uma dos mais conhecidos pintores ingleses de animais no início do século XX Retratou um grande número deles indo muito além dos animais domésticos e de sítios e fazendas, tema característicos dos pintores da época. Mas, foi um passo além, especializando-se também no retrato de animais selvagens, de habitats exóticos típicos de diferentes continentes. Usou com maestria tanto as aquarelas, óleos ou pasteis para retratá-los.
Espere e veja, 1913
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela, 40 x 56 cm
Lição de leitura, 1892
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela, 50 x 61 cm
A almofada verde
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela, 45 x 60 cm
Recém-chegados
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela, 63 x 76 cm
Senhora com corças, 1927
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela, 69 x 57 cm
Retrato de dois King Charles Spaniels
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela, 54 x 34 cm
Amigos da fazenda
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre madeira, 28 x 38 cm
Paciência
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre madeira, 60 x 85
Gansos em dia de verão
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre madeira, 28 x 37 cm

Do lado de fora
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre tela
Leopardos
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre tela, 66 x 96 cm
Elefantes
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre tela, 66 x 96 cm
Terrier orgulhoso de suas presas
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre tela, 56 x 46 cm
Com espaço para correr
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre tela, 66 x 38 cm
Um pequinês na almofada azul
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre madeira, 29 x 29 cm
A favorita
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre tela, 51 x 61 cm
Uma questão de família
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre tela, 51 x 61 cm
Leões no rio
Arthur Wardle (GB, 1864-1949)
óleos sobre madeira, 14 x 22 cm
Leitura, s. d.
Zdzislaw Cyankiewicz, (Polônia, 1912-1981)
óleo sobre papel
Vaso de Flores, 2011
Yara Tupinambá (Brasil,1932)
acrílica sobre madeira, 33 x 20 cm