Paisagens brasileiras…

21 07 2024

Paisagem cultivada, 1972

Géza Heller (Hungria-Brasil, 1902-1992)

óleo sobre eucatex. 33 x 48 cm

 

 

Paisagem

Henrique Cavalleiro (Brasil, 1892 – 1975)

óleo sobre tela, 52 x 64 cm

 

 

 

Paisagem com casas

Jayme Aguiar (Brasil, 1925-2008)

óleo sobre placa, 38 x 56 cm





Rue Laffitte, Paris, texto de Ambroise Vollard

21 07 2024

 

 

 

Naquela época a Rua Laffitte era a rua dos quadros.  Se você ouvisse alguém dizer, “vou dar uma volta na Rua Laffitte,” poderia ter certeza de que era um colecionador de quadros. Por outro lado, quando Manet dizia, “Seria uma boa coisa ir à Rua Laffitte,” ou Claude Monet perguntava, “Por que ir à rua Laffitte?” eles queriam dizer respectivamente, que era uma boa coisa ou que era sem propósito, para um pintor se familiarizar com seus colegas artistas.

Degas gostava de ir lá quando havia terminado o trabalho do dia.  Ia de ônibus “Pigalle-Halle-aux-Vins”, e voltava da mesma maneira. Um dia eu o vi de pé fora da loja do jovem Bernheim, na qual dois Corots e  um Delacroix estavam à mostra. Veio até minha loja quando me viu. “Diga-me Vollard”, disse,”quanto você acha que uma coisa como aquela vale?”  Confessei minha ignorância. “Bem, vou ter que descobrir. Vou lá fazer uma oferta agora mesmo.” Ele voltou momentos depois, “Sem sorte!  Os Corots foram vendidos; mas tenho a intenção de ter o Delacroix!”

E ele comprou.  Um dia quando fui vê-lo na hora do almoço, ouvimos vozes no hall, e Zoë veio às pressas à sala de jantar: “Senhor! É o Delacroix!”  Degas se levantou com o guardanapo ainda no pescoço e me deixou de lado.

(Tradução, Ladyce West)

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In those days the rue Laffitte was the rue des tableaux. If you heard a man say, “ I’m going to take a turn in the rue Laffitte,” you might be sure he was a collector of pictures. On the other hand, when Manet said, “It’s a good thing to go to the rue Laffitte,” or Claude Monet asked, “ Why go to the rue Laffitte? ” they meant respectively that it was a good thing, or that it was useless, for a painter to keep in touch with his fellow-artists.
Degas liked going there when he had finished work for the day. He went by the omnibus “ Pigalle-Halle-aux-Vins,” and came back the same way. One day I saw him standing outside Bernheim junior’s shop, in which two Corots and a Delacroix were on view. Catching sight of me he came into my shop. “ Tell me, Vollard,” he said, “ how much do you suppose things like that are worth? ” I had to confess my ignorance. “ Well, I’ll have to find out. I’ll go and make a bid for them straight away.” He came back a moment later. “ Bad luck! The Corots are sold; but I mean to have the Delacroix!”
And he got it. One day when I had gone to see him at lunch-time, we heard a sound of voices in the hall, and Zoë came hurriedly into the dining-room : “ Monsieur ! It’s the Delacroix ! ” Degas got up with hisnapkin around his neck, and deserted me then and there.

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Em: Recollections of a Picture Dealer, Ambroise Vollard, Dover Fine Art, History of Art, 2011, edição eletrônica, sem menção do tradutor do francês para o inglês.

Rue Laffitte, Paris, por volta de 1900. Destacado à esquerda fachada de uma das galerias de arte.

Rua Laffitte, Paris, 1949

Jean Dufy (França, 1888-1964)

guache e aquarela sobre papel, 60 x 48 cm





Em casa: George Catargi

21 07 2024

A parisiense

George Catargi (Romênia, 1894 – 1963)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm





Imagem de leitura: José Santiago Garnelo y Alda

20 07 2024

As crianças José, Juan e Glória de La Barcenas y Tomas Salvany, 1899

José Santiago Garnelo y Alda (Espanha,1866 – 1944)

óleo sobre tela, 57 x 72 cm

Museu do Prado





Flores para um sábado perfeito!

20 07 2024

Explosão em vermelho

Wilson Tafner ( Brasil,1967)

acrílica sobre tela, 90 x 110 cm

 

 

 

Vaso de flores, 1995

Yugo Mabe (Brasil, 1955)

óleo sobre tela. 60 x 73 cm





Rio de sol, de céu, de mar…

19 07 2024

Passagem do Carmo – Rio, 1979

Pedro Nascimento (Brasil, 1927-1986)

óleo sobre tela, 60 X 30 cm





Palavras para lembrar: Alain Bosquet

18 07 2024
Ilustração de Bobby Chiu, artista contemporâneo canadense.

 

 

“A escrita é uma libertação que, frase a frase, palavra por palavra, se torna em escravidão.”

 

Alain Bosquet

(1919-1998)





Três idades, poesia de Manuel Bandeira

18 07 2024

Três idades da mulher, 1905

Gustav Klimt (Áustria, 1862-1908)

óleo sobre tela, 180 x 180 cm

Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea, Roma

 

 

Três idades

 

Manuel Bandeira

 

A vez primeira que te vi,

Era eu menino e tu menina.

Sorrias tanto… Havia em ti

Graça de instinto, airosa e fina.

Eras pequena, eras franzina…

 

A ver-te, a rir numa gavota,

Meu coração entristeceu

Por que? Relembro, nota a nota,

Essa ária como enterneceu

O meu olhar cheio do teu.

 

Quando te vi segunda vez,

Já eras moça, e com que encanto

A adolescência em ti se fez!

Flor e botão… Sorrias tanto…

E o teu sorriso foi meu pranto…

 

Já eras moça… Eu, um menino…

Como contar-te o que passei?

Seguiste alegre o teu destino…

Em pobres versos te chorei

Teu caro nome abençoei.

 

Vejo-te agora. Oito anos faz,

Oito anos faz que não te via…

Quanta mudança o tempo traz

Em sua atroz monotonia!

Que é do teu riso de alegria?

 

Foi bem cruel o teu desgosto.

Essa tristeza é que diz…

Ele marcou sobre o teu rosto

A imperecível cicatriz:

És triste até quando sorris…

 

Porém teu vulto conservou

A mesma graça ingênua e fina…

A desventura te afeiçoou

À tua imagem de menina.

E estás delgada, estás franzina…

 

 

Em: Estrela da Vida Inteira- poesias reunidas, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1979, pp 27-28.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

17 07 2024

Natureza Morta, 1956

Ione Saldanha (Brasil, 1919-2001)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm

 

 

 

Vaso com flores e frutas

Lúcio Cardoso (Brasil, 1912-1968)

óleo sobre tela, 65 x 92 cm





No trabalho: Wellington Virgolino

17 07 2024

Calçateiros, 1953

Wellington Virgolino (Brasil, 1929-1988)

óleo sobre tela, 100 x 75 cm