Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

7 01 2026

Mesa com frutas, 1940

Gino Bruno (Itália, Brasil, )1899 -1977)

óleo sobre  tela, 40 x 60 cm

 

 

 

Natureza morta, 1939

Joaquim Lopes Figueira (Brasil, 1904-1943)

óleo sobre tela, 50 x 30 cm 





Nossas cidades: Lagoa Santa, MG

6 01 2026

Vista de Lagoa Santa, 1969

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 42 x 130 cm





Palavras para lembrar: W. Somerset Maugham

5 01 2026

Moça com gorro, lendo, depois de 1880

Marie R. Dixon ( EUA, ? – 1896)

óleo sobre tela, 44 x 36 cm

“Os livros devem ser lidos por prazer, e quem pode afirmar que o que agrada a uma pessoa deve necessariamente agradar à outra?”

 

W. Somerset Maugham





Viver, soneto de Waldir Neves

5 01 2026

Homem escrevendo, 1890

Heinrich Breling (Alemanha, 1849-1914)

óleo sobre madeira, 13 x 17 cm

 

Viver

 

Waldir Neves

 

 

Vamos, querida, pelo mundo afora,

mirar os lírios brancos dos caminhos…

Vamos beber a luz pura da aurora,

embalados nos cânticos dos ninhos.

 

Vamos de perto ver a flor que chora,

pela fonte levada em torvelinhos…

Vamos colher as rosas, sem demora,

antes que murchem — sem ligar a espinhos.

 

Vamos buscar o belo onde ele exista,

sempre a sonhar, sonhando noite e dia,

que é com sonhos que o belo se conquista.

 

Vamos criar a mística de crer

que a vida é bela… é amor… é fantasia…

e há que sonhar e amar… para viver!…





Em casa: Philip Connard

4 01 2026

Um interior em Chelsea, 1914

Philip Connard (Inglaterra, 1875-1958)

óleo sobre  tela,  101 x 75 cm

Galeria Oldham, Reino Unido





Flores, porque hoje é sábado…

3 01 2026

Jarra com rosas sobre a mesa, década de 1960

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 46 X 39 cm

Vaso com flores, 1994

Henrique Oliveira (Brasil, 1973)

óleo sobre tela,  46 x 33 cm





Da janela vê-se o Corcovado…

2 01 2026

Rio de Janeiro, baia da Guanabara, 1939

Antônio Cassiano Meirelles (Recife, 1919-?)

óleo sobre tela, 31 x 20 cm.





Imagem de leitura: Mihály Munkácsy

2 01 2026

Interior parisiense, 1877

Mihály Munkácsy (Hungria, 1844-1900)

óleo 





A infância de Charles Bovary, trecho

2 01 2026

A vaca que escapou, 1885

Julien Dupré (França, 1851-1910)

óleo sobre tela, 100 x 139 cm 

Museu D’Orsay, Paris

 

 

 

“…e a criança vagabundeava pela aldeia. Ele acompanhava os lavradores e espantava, atirando torrões, os corvos que alçavam voo. Comia amoras ao longo das valetas, guardava os perus com uma vara, revolvia o feno na ceifa, corria pelos bosques, jogava amarelinha no pórtico da igreja nos dias de chuva e, nas grandes festas, suplicava ao sacristão que lhe deixasse bater os sinos, para se dependurar com todo o corpo à grande corda e sentir-se levar por ela no balanço.

Assim, ele cresceu como um carvalho.”

 

Em: Madame Bovary, Gustave Flaubert, Tradução de Mário Laranjeira: Penguin Classicos





Primeira leitura completa de 2026

1 01 2026

Tenho muitas leituras em meio de caminho, livros que estou lendo simultaneamente. Mas esse comecei hoje de manhã. Não é grande vantagem que um livro de 94 páginas tenha sido lido em um dia. Mas eu o recebi quando cheguei em casa de Rio das Ostras e hoje abri para ver exatamente o que era. Não resisti. Li inteirinho.

Gosto de Somerset Maugham, um autor que conheci lendo Servidão Humana, livro um pouco maduro para os meus primeiros anos na adolescência quando estava febril para ler os grandes autores. Era um volume emprestado da Biblioteca da Gávea, que eu frequentava assiduamente desde criança.

Os livros e você: clássicos da literatura que podem ampliar a sua visão de mundo, é um grupo de três ensaios que Maugham escreveu para a revista americana Saturday Evening Post. Eles foram coletados e publicado na Inglaterra em 1940. Essa tradução é a primeira no Brasil, feita por Pablo Guimarães, publicada em Piraquara, Editora Vimara: 2024.

Fim de ano, para quem lê, é sempre recheado de listas de livros que ainda não lemos, que queremos ler. E esse livro me pareceu perfeito para que eu selecionasse algo que escapasse dos batidos e lidos russos, e clássicos mais modernos. Sendo um escritor inglês a maioria dos livros mencionados como sugestão para leitura são ingleses. Mas há também russos, franceses e até alemães.

A parte mais charmosa do livro são os comentários que Maugham faz, alguns bastante cortantes, sobre obras constantemente citadas como imperdíveis. Mais que isso, no entanto, é sua postura que, para o leitor comum, livros devem ser sempre agradáveis de ler. Se não o forem, deixe de lado.

Consegui deliciosas citações sobre leituras, que eventualmente, aos poucos colocarei aqui no blog, como costumo fazer. Somerset Maugham faleceu em 1965. Suas sugestões não incluem os escritores mais recentes, nem mesmo muitos dos que já eram conhecidos na primeira metade do século XX. Listas sempre refletem o leitor que as fez. A leitura desse livro foi uma conversa com um dos mais interessantes autores ingleses da primeira metade do século passado.

PS: Sim, anotei alguns nomes. E estarei procurando por suas obras.