
Mulher lendo, 2005
Hilary Rosen (GB, contemporânea)
acrílica sobre tela
Coleção Particular

Mulher lendo, 2005
Hilary Rosen (GB, contemporânea)
acrílica sobre tela
Coleção Particular

Marinha com veleiros
Carol Kossak (Polônia 1845 – Brasil 1968 )
óleo sobre tela, 60 x 45,5 cm
Alberto Caeiro
Nunca sei como é
que se pode achar
um poente triste.
Só se é por um poente
não ter uma madrugada.
Mas se ele é um poente,
como é que ele
havia de ser uma
madrugada?
Em:Poemas completos de ALberto Caeiro, Mensagem, Fernando Pessoa, Lima, Peru, Los Libros Mas Pequeños del Mundo: 2011, página, 243

Vinhedos de Auvers, 1890
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela
Saint Louis Art Museum
De quando em quando um livro atravessa o meu mundo que suscita a pergunta: o que foi que uma editora brasileira viu nessa obra, que valeria o investimento na compra dos direitos autorais, no pagamento de um tradutor, no investimento de imprimir e distribuir uma obra, com a confiança, até certo ponto, de que tal investimento iria trazer o lucro mínimo que a companhia precisa ter para continuar sua vida editorial.
Essa pergunta voltou a me perseguir na leitura de Desvendando Margaux, dos autores Jean-Pierre Alaux e Noël Balen. Estava a procura de uma leiturinha fácil, de um livrinho de mistério, detetive, qualquer coisa, para passar uma tarde de folga e esquecer o cotidiano quente do verão carioca. Peguei esse livro que é o segundo de uma série policial da dupla, passado nos vinhedos franceses. Um dos autores é especialista em vinhos e seu parceiro é jornalista.

É um dos livros policiais mais insossos que já li. Não há tensão. Não há um mistério que agarre a atenção. Os personagens são comuns, o drama sofrível, o mistério quase inexistente. Há sim algumas noções de gerenciamento de vinhedos e o panorama por trás da produção de vinhos. Mas falta aquela trama que não deixa dormir. Essa obra não dá ao leitor o frenesi de ter que chegar ao final, nem é cheia do charme de uma Miss Marple que resolve as intrigas da cadeira de balanço de sua casa na aldeia.
Jean-Pierre Alaux e Noël Balen
Depois da leitura, enquanto me deliciava com um bom Simenon, procurei mais informações sobre outros livros da dupla. E realmente há muitos. Os autores são populares e até traduzidos para o inglês. É possível que eu tenha tido a falta de sorte de pegar uma de suas obras mais fracas. Mas para isso confia-se no selo da editora.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

Moringa e legumes sobre a mesa, 1938
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre tela, 61 x 74 cm
Cigana lendo a palma da mão, ilustração de Stevan Dohanos, 1950.

Hora da leitura, Vera Dobrinsky, esposa do artista
Isaac Dobrinsky (Polônia, 1891-1973)
óleo sobre tela
Henry David Threau

Piquenique no vento
Anthea Craigmyle (GB, 1933- 2016)
óleo sobre placa, 18 x 23 cm
Com atraso de quase dois anos, retomo projeto de leitura começado há algum tempo: ler o que foi listado pela BBC como as 12 melhores obras na literatura britânica neste século. Listas como essa me fascinam. Sei que são tendenciosas. Mas sou fã dos autores britânicos, então, as listas em que eles são estrelas se tornam mais ou menos um guia para a minha leitura.
Aqui estão:
01 — A fantástica vida breve de Oscar Wao, Junot Diaz (2007) — Abandonei, não gostei.
02 — O mundo conhecido, Edward P. Jones (2003) — comprado
03 — Wolf Hall, Hilary Mantel (2009) — comprado no Kindle, sem leitura
04 — Gilead, Marylinne Robinson (2004)
05 — As correções, Jonathan Franzen (2001)
06 — As incríveis aventuras de Kavalier e Clay, Michael Chabon (2000)
07 — A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (2010)
08 — A longa caminhada de Billy Lynn, Ben Fountain (2012)
09 — Reparação, Ian McEwan (2001) — LIDO em inglês — gostei muito
10 — Meio sol amarelo, Chimmanda Ngozi Adchie (2006) — LIDO — gostei muito, muito
11 — Dentes brancos, Zadie Smith (2000) – Comprado, na prateleira
12 — Middlesex,. Jeffrey Eugenides (2002) — LIDO em inglês
Em compensação, já li muitos dos colocados logo abaixo, entre eles:
13. Chimamanda Ngozi Adichie, Americanah, LIDO, gostei
14. WG Sebald, Austerlitz
15. Elena Ferrante, My Brilliant Friend, LIDO, mais ou menos
16. Alan Hollinghurst, The Line of Beauty LIDO, gostei muito, muito
17. Cormac McCarthy, The Road
18. Zadie Smith, NW
19. Roberto Bolaño, 2666
20. Shirley Hazzard, The Great Fire