Flores para um sábado perfeito!

15 04 2017

 

Tadashi Kaminagai - Anemone. Óleo sobre tela, 42x33 cm, 1979,Anêmonas, 1979

Tadashi Kaminagai (Japão/França 1899-1982)

Óleo sobre tela, 42 x 33 cm

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Imagem de leitura — Ferdinand Max Bredt

14 04 2017

 

 

FERDINAND MAX BREDT (Alemanha, 1860-1921) - Senhora lendo - Óleo sobre painel - 38,9 x 25,7 - 1860Senhora lendo, 1860

Ferdinand Max Bredt (Alemanha, 1860-1921)

Óleo sobre painel – 38  x 25 cm

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Rio de Janeiro, minha cidade natal!

14 04 2017

 

 

JOSÉ MARIA DE ALMEIDA - Rua do Lavradio - ost - 65 x 46 - Datado 1976Rua do Lavradio, 1976

José Maria de Almeida (Portugal/Brasil 1906-1995)

óleo sobre tela, 65 x 46 cm

 





Lembranças das procissões no Rio de Janeiro, Ladyce West

14 04 2017

 

 

ROMANELLI, ARMANDO (1945). Procissão, óleo s eucatex, 20 X 20. Assinado no c.i.d. e no verso datado (1979).Procissão, 1979

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre eucatex, 20 x 20 cm

 

 

Fui surpreendida por uma pequena procissão passando pela minha rua no Domingo de Ramos. Surpreendida porque moro, há muitos anos, a meio quarteirão de uma igrejinha do século XIX, tombada pelo IPHAN, na rua principal do bairro.  Não me lembro dessa procissão no calendário da minha janela. Foi pequena, mas muito linda e delicada, cantada, e percorreu rapidamente a rua onde moro.  Essa procissão recorda a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, evento mencionado nos quatro evangelhos cristãos. Da igreja minha vizinha só me lembro da procissão de Sexta-feira Santa, talvez a mais triste das procissões católicas. Silenciosa, ela percorre o bairro, no meio da tarde, ao som de uma catraca levada pelo padre, que é tocada a cada cinquenta metros, quando todos param por alguns segundos e logo retomam seu caminho.

Procissões eram mais comuns no Rio de Janeiro. Tenho lembranças de infância de imensas procissões, em outro bairro carioca.  Venho de uma família católica semi-praticante.  Meu pai, filho de um provedor da Igreja de Santa Luzia no centro da cidade e de uma católica dedicada à teosofia, foi educado inicialmente em escola de padres e depois no Colégio Pedro II. Físico e químico industrial era católico perfunctório.  Minha mãe, professora de línguas, filha de um advogado agnóstico e uma católica, ficou mais religiosa à medida que os anos chegaram. Resultado: três filhos, uma superficialmente católica, um católico seriamente praticante e um seriamente agnóstico.  Íamos à missa nas ocasiões especiais.  Papai raramente.  Fomos batizados, fizemos primeira comunhão.  Mesmo sem grande comprometimento religioso havia ritual e respeito quando passavam as procissões.  Morávamos num edifício antigo construído no estilo Art Nouveau com as típicas janelas-portas, muitas vezes chamadas de portas francesas, que, de cada cômodo, se abriam numa sacada que dava para a frente da rua.  Quando as procissões passavam, em dias especiais, mamãe tirava do armário duas colchas bordadas e outra de origem italiana em veludo grená com desenhos em amarelo ouro — que eu me lembre, nunca usadas em outras ocasiões — e colocávamos essas colchas nas sacadas, penduradas por sobre o patamar, como se fossem grandes e respeitosas bandeiras homenageando a procissão que passava.  Lembro-me de ter visto, mais de uma vez,  uma procissão em particular que passava à noite, com as pessoas segurando velas, protegidas por cones de papel, para que as chamas não se apagassem. Cena muito impressionante para essa menininha. Um pouco depois de completar meus sete anos nos mudamos e nunca mais tive a oportunidade de encontrar tanto fervor religioso nas ruas do Rio de Janeiro. Só aos 22 anos, quando fui ao Peru, com uma bolsa de estudos, encontrei procissão semelhante em fervor e devoção, além de ver também janelas dos sobrados no centro de Lima com parapeitos cobertos com colchas, tapetes e panos coloridos. Era a procissão celebrando o dia de San Martin de Porres, santo peruano, que tem o curioso atributo de levar uma vassoura na mão.

Quando finalmente me dediquei ao mestrado em história da arte, encontrei em  quadros europeus dos século XVIII e XIX cenas que me remeteram à infância, com  sacadas cobertas com colchas e veludos nas ocasiões religiosas, hábito que mais tarde, por pura curiosidade, descobri vir desde os tempos da Baixa Idade Média, dos grandes festivais na praça principal das cidades.  Uma pena que tenhamos perdido esse belo e respeitoso hábito, que nos liga diretamente às nossas origens europeias.

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2017

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Imagem de leitura — Giovanni Francesco Romanelli

13 04 2017

 

 

Giovanni Francesco Romanelli (Italia, 1610-1662), Sibila de Cumas,ost, 134 x 95 cm Museu Nacional de Capodimonte, NápolesSíbila de Cumas

Giovanni Francesco Romanelli (Itália, 1610-1662)

óleo sobre tela, 134 x 95 cm

Museu Nacional de Capodimonte, Nápoles

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Eu, pintora: Jeanette Perreault

13 04 2017

Jeanette Perreault (Canadá, 1958)

Autorretrato no trabalho, 1988

Jeanette Perreault (Canadá, 1958)

óleo sobre tela, 45 x 60 cm

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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

12 04 2017

 

 

 

Silas - Silvana S. Assad (1922) Trança de cebolas (1997)Óleo sobre tela ,50 x 70 cmTrança de cebolas, 1997

Silvana S Assad Silas (Brasil, 1922)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 





Imagem de leitura — Carl Ludwig Becker

11 04 2017

 

 

Becker, Carl Ludwig 1820 Berlin - 1900 ebenda,Das Neueste vom Liebsten.,Signiert. Datiert 1857. Öl-Lwd., 75 x 59 cm

Recado de amor, 1857

Carl Ludwig Becker (Alemanha, 1820-1900)

óleo sobre tela, 75 x 59 cm

 





Dois tipos de escritores, José Eduardo Agualusa

11 04 2017

 

 

Metro Darren ThompsonO Metro

Darren Thompson (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela colada em placa, 30 x 40 cm

Coleção Particular

 

 

“Os escritores podem dividir-se entre aqueles que dizem sofrer enquanto escrevem e os que afirmam divertir-se. Podem também dividir-se entre os que escrevem para saber como termina a história que começaram, e os que só se sentam para escrever depois que desenharam, dentro da cabeça, a estrutura inteira do romance e definiram o enredo, ao mínimo pormenor.”

 

 

Em: “A melancolia do criador depois do fim”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 03/04/2017, 2º caderno, página 2.

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Nossas cidades — Santos

10 04 2017

 

 

Dario Villares Barbosa, Rua 15 de Novembro – Santos, s.d., óleo sobre tela, 46 X 33, PESP

Rua 15 de novembro, Santos

Dario Villares Barbosa (Brasil, 1880 – 1952)

óleo sobre tela, 46 x 33 cm

PESP —  Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP