Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

6 12 2017

 

 

CAMPOFIORITO, Quirino - 1902-1993 - Mangas e mar, o.s.t. colada em eucatex - 18 x 48 - Assinado e datado 1982 cie e verso.Mangas e mar, 1982

Quirino Campofiorito (Brasil, 1902-1993)

óleo sobre tela colada em eucatex,  18 x 48 cm





Nossas cidades: Brodowski

5 12 2017

 

 

ARNALDO BARBIERI - Casa de Portinari , Brodowski Assinado canto inferior direito, de 1930 Medindo 30,00 x 39,80Casa de Portinari , Brodowski, 1930

Arnaldo Barbieri (Brasil, 1913 – 2000)

óleo sobre tela, 30 x 39 cm

 





Imagens de leitura “natalinas”

5 12 2017

 

 

 

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LIVROS,IIMAGEM DE LEITURA, NATAL 1214_christmas_postcard5

 

 

LIVROS Natal, presentes, boneca, livro

 

 

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“Chove. É Dia de Natal”, poema de Fernando Pessoa

4 12 2017

 

 

 

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Chove. É Dia de Natal

 

Fernando Pessoa

 

Chove. É dia de Natal.

Lá para o Norte é melhor:

Há a neve que faz mal,

E o frio que ainda é pior.

 

E toda a gente é contente

Porque é dia de o ficar.

Chove no Natal presente.

Antes isso que nevar.

 

Pois apesar de ser esse

O Natal da convenção,

Quando o corpo me arrefece

Tenho o frio e Natal não.

 

Deixo sentir a quem quadra

E o Natal a quem o fez,

Pois se escrevo ainda outra quadra

Fico gelado dos pés.

 

Em: Cancioneiro, Fernando Pessoa, Cyberfil: 2002 –  página 34





Domingo, um passeio no campo!

3 12 2017

 

 

 

GÉRSON AZEREDO COUTINHO (1900 - 1967) Entardecer no pasto, o.s.m., 15 X 20 cm, assinadoEntardecer no pasto

Gérson de Azeredo Coutinho (Brasil, 1900-1967)

óleo sobre madeira,  15 x 20 cm





Flores para um sábado perfeito!

2 12 2017

Adir Sodré de Souza, (Rondonópolis, Mato Grosso, 1962) Natureza Morta, ast, 36 x 30 cmNatureza morta com anjinhos e borboletas

Adir Sodré de Souza, (Brasil, 1962-2020)

acrílica sobre tela, 36 x 30 cm





O que nos toca, Gabrielle Zevin

1 12 2017

 

 

Edward Henry Potthast, Lendo à beira do lago, (EUA, 1857-1927), ostLendo à beira do lago

Edward Henry Potthast, (EUA, 1857-1927)

óleo sobre tela

 

 

“As coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente as que nos tocam aos quarenta, e vice-versa. Isso é verdade para livros e para a vida. “

 

Em: A vida do livreiro A. J. Fikry, Gabrielle Zevin, tradução de Flávia Yacubian, São Paulo, Paralela: 2014, p. 37





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

1 12 2017

 

 

ismaelnery(1900, Belém, PA - 1934, Rio de Janeiro, RJ)_riodejaneiroRio de Janeiro

Ismael Nery ( Brasil, 1900-1934)

aquarela sobre papel, 20 x 25 cm

Coleção Particular





“Hibisco Roxo” de Chimamanda Ngozi Adichie, resenha

29 11 2017

 

 

6751846c184c909bb0588ab293de16d6Retrato de mulher

Joseph Eze (Nigéria, 1975)

Técnica mista

 

 

Hibisco Roxo foi o primeiro romance publicado da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie.  Mas o terceiro dela que leio. Minha apresentação à sua obra foi com Americanah.  Depois li Meio sol amarelo, que continuo achando o melhor dos três, e agora o popularíssimo Hibisco Roxo, leitura obrigatória nos meios feministas, por sua temática: a violência contra a mulher.

Gosto, na prosa de Chimamanda Ngozi Adichie, do retrato social da Nigéria que, para o ocidente, foge aos estereótipos das sociedades dos países africanos, comumente vistas como soterradas na extrema pobreza.  Em todas as três obras, ela nos dá o retrato de um país formado por diversas camadas sociais, com profissionais nas classes rica, empresarial, média e  pobre.  Essa visão multi-strata enriquece a compreensão do leitor sem familiaridade com a realidade local. E o lembra de que o mundo é bem mais complexo do que as notícias que recebemos nos meios de comunicação nos levam a crer; que o mundo não pode ser visto exclusivamente por posturas políticas, visões de progresso e riqueza; nem mesmo pelas distorções do colonialismo.  Hibisco Roxo lembra que culturas e sociedades são formadas por uma variedade de indivíduos: bons, maus, ponderados, fanáticos, abusivos, respeitadores de regras, religiosos.

 

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A trama revolve em torno uma família rica, chefiada por um homem de grande sucesso empresarial que, com a desculpa da religiosidade, domina mulher e filhos — Kambili e Jaja — de maneira cruel exigindo comportamento inumano de sua família.  Suas vidas correm em paralelo à vida de sua irmã que, apesar de professora universitária, não tem o mesmo poder financeiro dele.  Sua educação, é provavelmente responsável pela grandeza humanística com que aceita o mundo em que vive, as tradições culturais do país e, sobretudo, a individualidade de seus filhos.  Por trás de tudo isso, como pano de fundo, há o conflito entre a religião colonizadora em oposição à religião nativa. Mesmo assim, nem nesse, nem nos outros dois livros da autora, mencionados acima, há clara condenação ou revolta contra os resquícios da colonização europeia. Um fato revigorante e inovador.  Essa luta já passou.  Ninguém clama um retorno ao período anterior aos colonizadores.  O passado passou, a colonização britânica faz parte do passado, mas também, hoje, da identidade da Nigéria como a escritora retrata.

O fanatismo religioso demonstrado em Hibisco Roxo, existe em qualquer lugar do mundo, em qualquer país, em qualquer religião.  Neste caso trata-se da religião católica, que é interpretada pelo chefe de família com severidade militar.  Ainda que seja fácil ler nesse extremismo uma crítica ao catolicismo pela autora, é justamente um padre católico um dos personagens mais carismáticos, enquanto joga futebol com os adolescentes e, em visitas familiares aos membros de paróquia, age de maneira perceptiva e grandiosa.

 

chimamanda-adichieChimamanda Ngozi Adichie

 

A enredo detalha a passagem da vida de dois adolescentes para as responsabilidades da vida adulta. Criados com muitas restrições os irmãos Kambili e Jaja vão visitar a tia, em outra cidade. Lá, livres dos grilhões paternos, descobrem que o mundo pode ser diferente.  Suas personalidades vêm à tona e com ela a liberdade por que tanto ansiavam.  Com essa liberdade vem também escolha e responsabilidades, que ao final se apresentam necessárias.

Narrado na primeira pessoa por Kambili, a menina que desabrocha na casa da tia, a narrativa corre fácil com tradução de Júlia Romeu.  Percebemos o que Kambili percebe.  Seus olhos são os nossos.  Por isso também vemos o mundo com a mesma ingenuidade e visão limitada dos acontecimentos e personagens.  Até mesmo Jaja, seu irmão, visto pelos olhos de Kambili, não é desenvolvido plenamente. Portanto, quando ele toma uma decisão radical, surpreendente, o leitor se choca,  por não ter reconhecido nele, personagem de tal importância.  Este é o meu problema com a narrativa, e a razão de não poder dar a esse livro todos os meus pontos de aprovação.  A história é envolvente, informativa.  Mas precisava de mais solidez nos personagens.

É uma boa leitura. Interessante, forte. Recomendo.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.





Sobre escrever, Ernest Hemingway

29 11 2017

 

 

Mikhail AnikeevLeitura, 1958

Mikhail Anikeev (Rússia, 1925)

óleo sobre tela

 

 

“Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança.”

 

Ernest Hemingway