O verde do meu bairro: Ipê rosa

2 07 2018

 

 

 

gal osorio junho 2018 assIpê rosa em flor, Praça General Osório, Ipanema, Rio de Janeiro.

 

Ipê rosa, [androanthus heptaphyllus] é árvore original das regiões tropical e subtropical. É nativa das Américas Central e Sul, podendo ser encontrada entre o sul do México ao norte da Argentina. Floresce de maio a agosto. Sua madeira é preciosa. Chega a 30 metros de altura e seu tronco pode ter uma circunferência de 90 cm. Precisa de abelhas e pássaros para polinização.





Domingo, um passeio no campo!

1 07 2018

 

 

Rene Silvio Tomczak, Óleo sobre tela, 50x60cmPaisagem

Rene Silvio Tomczak(Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Imagem de leitura — Victor Fontaine

29 06 2018

 

 

 

Victor Fontaine (Belgian, 1837-1884). A Beira mar,Oil on canvas.À beira-mar

Victor Fontaine (Bélgica, 1837-1884)

óleo sobre tela





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

27 06 2018

 

 

ARMANDO PACHECO - NATUREZA MORTA, ÓLEO SOBRE TELA, DATADO 1947, MEDINDO 50 X 60 CM E 68 X 80 CM

Natureza morta com cesto,chuchu, couve, cebolas, tomates, 1947

Armando Pacheco (Brasil, 1913-1965)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Trova dos sinos

25 06 2018

 

igreja e cidadeCidade brasileira, ilustração, Norbim.

 

 

 

O sino é um ser sem razão,
que não tem razão de ser:
quando para um coração,
ele começa a bater…
(Hegel Pontes)

 





Domingo, um passeio no campo!

24 06 2018

 

 

E. VALENTA (BAHIA-1900). Paisagem com Casario, Camponês e Cãozinho, óleo s tela, 60 X 70. Assinado no c.i.ePaisagem com casario, camponês e cachorro

E. Valenta (Brasil, 1900 – ?)

óleo sobre tela, 60 x 70 cm

 





Resenha: “Estamos todos completamente transtornados”, Karen Joy Fowler

24 06 2018

 

 

461px-Henri_Rousseau_-_Two_Monkeys_in_the_JungleDois macacos na floresta, 1909

Henri Rousseau [Le Douanier](França, 1844 – 1910)

óleo sobre tela, 64 x 50 cm

Coleção Particular

 

 

Houve profundo conflito entre minhas expectativas e o resultado da leitura de Estamos todos completamente transtornados, de Karen Joy Fowler.  Obra aclamada, finalista do Man Booker Prize, vencedora do Pen/Faulkner Award não passou de uma leitura mediana, às vezes irritante pelo gancho, muito forçado, pelo jogo de esconde-esconde com o leitor, numa tentativa de atiçar o interesse até descobrirmos, só na página 88, (nesta tradução de Geni Hirata), o verdadeiro segredo da  irmã desaparecida.

A narrativa é fácil de ser seguida, a linguagem é moderna quase coloquial mas, como a própria narradora admite, a história começa no meio.  Esse ir e vir do passado ao presente e ao meio da história, essa narrativa picada, cortada em pedacinhos,  não adiciona nem tem grande valor estilístico. É obra plena em humor. Mostra personagens interessantes. Mas a profusão de eventos, de memórias, de atividades de personagens secundários, que recebem nome e sobrenome, descrições detalhadas e inúteis, é irritante. Há uma abundância do desnecessário, detalhes que distraem  a atenção do drama familiar acumulam curiosidades factuais dispensáveis, veladas pela constante mudança na linha do tempo.  Mais de uma vez questionei se iria ou não terminar a leitura.

 

ESTAMOS_TODOS_COMPLETAMENTE_TR_1513028689737480SK1513028689B

 

Não gosto de literatura com agenda, ou seja, literatura que defende um ponto de vista político, luta social, direitos humanos, direitos dos animais, religiões, e outros assuntos do dia a dia. Ensaios, dissertações, artigos em revistas especializadas se prestam para isso.  A boa literatura mostra, não pontifica.  A literatura perde quando se encontra com estas “boas intenções” dos autores.  A narrativa em defesa de um argumento empobrece e estreita a mente, características que se opõem à literatura. Livros com agendas temáticas parecem-se com obras de autoajuda ou religiosas. Infelizmente, Estamos todos completamente transtornados pertence a este grupo.  Por usar o subterfúgio da narrativa na primeira pessoa, a autora evita argumentos contrários. Temos então uma obra proselitista, de catequese. Uma história, um romance, que não passa de apostolado, de propaganda de causa, com excesso de números, dados, informações científicas, sem disfarce.

 

karen joy fowlerKaren Joy Fowler

 

Não vou revelar a causa, nem a virada da narrativa quando descobrimos a verdadeira natureza de Fern,  irmã de Rosemary, filha caçula da família Cooke. Mas não gostei de me sentir manipulada em diversos níveis.  Primeiro nesta descoberta, e depois na pregação, no partidismo em favor da agenda da autora, que muito me comove, e com a qual posso até concordar plenamente.  No entanto, submeter valor literário a qualquer causa como esta, é depreciar a imensa porta para o auto conhecimento, para a imaginação, para a maturação emocional revelados pela leitura.  Há aqui uma reversão de valores que acho detestável.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.





Flores para um sábado perfeito!

23 06 2018

 

 

GEORGINA DE ALBUQUERQUE - Vaso de Flores, O.S.T, assinado no canto inferior esquerdo.45x37 cm.Vaso de flores

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela, 45 x 37 cm





Sobre escritores e suas biografias, texto de Hanif Kureishi

14 06 2018

 

 

 

Dennis William Dring (1904-1990) Royaume-Uni,William D. DringMoça lendo

Dennis William Dring (GB, 1904 – 1990)

óleo sobre tela

 

 

“Sentado ao lado do grande homem, Harry ruminava pensamentos sobre os escritores que crescera adorando. Forster, fazendo em pedaços o colonialismo, absurdo dos absurdos; um Orwell sério; Graham Greene, errático, correndo atrás de encrenca e de morte; Evelyn Waugh, que via quase tudo, e odiava o que via. Mamoon era um dos últimos desse tipo, e de mérito equiparável, na opinião de Harry. E Harry estava na casa dele; andava a seu lado e discutia a sério com ele; ia escrever sobre a vida dele. Seus nomes ficariam unidos para sempre; ele teria uma diminuta fatia do poder do velho. Mas a biografia havia aprendido muito com a imprensa de escândalos; tinha sido sugada na direção da imundície, um processo de perda de qualquer ilusão.  Desmascarar era o grande lance, deixando apenas ossos nus. Você acha que gosta desse escritor? Pois veja como ele maltratou a esposa, os filhos e a amante. Ele até gostava de homens! Tenha ódio dele, tenha ódio de sua obra — de qualquer lado que a gente olhe o sujeito, está tudo acabado. A questão agora era outra: o que podemos perdoar nos outros? Até onde eles podem ir antes que a nossa fé neles vire pó?”

 

 

Em: A última palavra, Hanif Kureishi, São Paulo, Cia das Letras: 2016, p. 43





Imagem de leitura: Achille Devéria

11 06 2018

 

 

 

Achille Deveria (1800-1857)Nove horas da manhã

Achille Devéria ( França, 1800 -1857)

Litografia