Imagem de leitura: Walther Firle

28 11 2025

Moça lendo próximo à janela

Walther Firle (Alemanha, 1859-1929)

óleo sobre tela, 81 x 64 cm





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

28 11 2025

Praia de Botafogo, 1932

Leopoldo Gotuzzo (Brasil,1887-1983

óleo sobre tela





Uma barganha, por um Renoir fora do olhar público…

28 11 2025

A criança e seus brinquedos: Gabrielle e Jean, filho do artista, antes de 1910

Pierre-Auguste Renoir (França, 1841-1919)

óleo sobre tela

Trata-se de uma cena em que Gabrielle Renard babá dos filhos de Renoir, e que  também serviu de modelo para Renoir, entretém Jean (filho do pintor, que mais tarde se tornou um conhecido diretor de cinema) com brinquedos em cima da mesa:  três carneirinhos, um grande galo e uma boneca com roupas camponesas. A criança está claramente se divertindo com a brincadeira. 

A tela estava fora do olhos do público desde pintada.  Pois veio a leilão em Paris, em perfeitas condições, e foi vendida pela bagatela – considerando-se a obra de Renoir — de €1.45 milhão ($1.68 milhões de dólares) + a percentagem da casa de leilões, ficou em €1.8 milhão ($2 milhões de dólares), ou R$ 10.689.200,00, sinceramente melhor do que um condomínio em Miami, se quiserem saber minha opinião.  Mas há gosto para tudo! Um colecionador internacional, que permanece anônimo, a comprou.   

Mas quem disse que é uma barganha?  Ah, essa é fácil de responder: A obra de Renoir mais cara,  vendida em leilão, alcançou os $78.100.000 {setenta e oito milhões e cem mil dólares].  Essa marca foi atingida pela obra Au Moulin de la Galette (1876), em Nova York leiloada pela Sotheby’s em 1990.  E mais recentemente a tela Berthe Morisot e sua filha Julie Manet (1894) vendeu por $24.500.000 [vinte quatro milhões e quinhentos mil dólares]. Essa venda aconteceu em 2022, na casa de leilões Christie’s de Nova York. 

A cena foi pintada por Renoir, algumas vezes.  Essa tela foi dada de presente à pintora Jeanne Baudot, única aluna de Renoir e uma amiga próxima, por volta de 1895. Jeanne era madrinha do menino Jean.  A  pintora guardou o quadro e seu filho adotivo Jean Griot o herdou e manteve o quadro em seu quarto até morrer, falecendo em 2011. 

O museu de l’Orangerie possui um estudo desse quadro em sua coleção.  Griot também possuía outra versão dessa cena que vendeu para a National Gallery em Washington DC em 1985.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

26 11 2025

Bananas Verdes, 1973

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2005)

acrílica sobre tela, 60 x 80 cm

 

 

Bananas, 1970

Antonio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)

óleo sobre placa, 23x 64 cm 





Imagem de leitura: Philip Connard

26 11 2025

Sir Somerset A. Gough-Calthorpe, 1918

Philip Connard (Inglaterra, 1875-1968)

óleo

Imperial War Museums,  Inglaterra

 





Interação arte e observador, Roger Scruton

25 11 2025

Reflexão, 1891

Louis Abel-Truchet  (França, 1857-1918)

óleo sobre tela

 

 

Os amantes da arte que estão diante de uma pintura ficam olhando, e, mesmo quando desviam o olhar, seus pensamentos estão voltados para a imagem. Cada detalhe lhes interessa; cada forma e cor têm um significado, e eles procuram na imagem um significado humano que possam tentar expressar em palavras, se tiverem inclinação crítica, ou que possam armazenar silenciosamente em seus corações. Aqui toda a atenção vem dos espectadores: eles estão ativamente empenhados em interpretar o que veem, e a sua visualização é, em certa medida, um ato criativo. Eles estão criando o objeto de sua própria percepção, mas também recebendo dele uma visão de repouso.”

 

Roger Scruton, A cultura importa: Fé e sentimento em um mundo sitiado





Nossas cidades: Florianópolis

25 11 2025

Cena urbana no Centro de Florianópolis com a Igreja de São Francisco no fundo, SC, 1976

Matinho de Haro (Brasil, 1907-1985)

óleo sobre eucatex, 48 X 60 cm





Palavras para lembrar: Alberto Manguel

24 11 2025
Ilustração de Kate Lewis, Biblioteca com flores.

 

“Não tenho nenhum sentimento de culpa acerca dos livros que não li e que talvez nunca lerei; sei que os meus livros têm uma paciência sem limites. Esperarão por mim até ao fim dos meus dias.”

 

Alberto Manguel, A biblioteca à noite





Uma resposta inteligente de Henrique IV de França

24 11 2025

Henrique IV atravessando o rio Sena, 1816

Etienne-Jean Delécluze (França, 1781-1863)

aquarela, carvão, lápis, etc sobre papel, 20 x 31 cm

Museu Nacional do Château de Pau, França

 

 

 

Henrique IV de França, que governou o país entre 1589 até ser assassinado em 1610, foi também conhecido como Henrique, o GrandeO Bom Rei Henrique, O Galã Verde ou Galante Verde, por suas numerosas amantes e também como Henrique de Navarra.  Entre muitas de suas características lembradas através dos séculos, há a de ter sempre uma resposta criativa a questões comuns, muitas vezes respostas bem humorísticas.

Conta-se que uma vez, atravessavam o rio Loire ele e seu amigo o General Crillon, Louis des Balbes de Berton de Crillon, um de seus generais mais próximos. Iam numa canoa.  Crillon, notou que o canoeiro era um homem robusto e alto e que tinha  cabelos brancos, mas barba muito preta. A certa altura  observou em voz alta:

— Esse contraste entre a barba e o cabelo é agradável, mas por que?  De onde vem isso?

Sem pestanejar o rei começou a rir e respondeu:

—  Por Deus! Que bobagem! A barba é mais jovem! O cabelo é mais velho por pelo menos vinte anos!

-*-*-

 

Nota: adaptação de uma poesia em francês de Claude Augé sobre essa fábula real. 

 

 





Paisagens brasileiras…

23 11 2025

Lagoa Santa, MG, 1950

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 30 x 44 cm 

 

 

 

Marinha, 1989

Antonio Augusto Marx (Brasil, 1919-2008)

óleo sobre tela, 50 x 69 cm