Moça lendo próximo à janela
Walther Firle (Alemanha, 1859-1929)
óleo sobre tela, 81 x 64 cm
A criança e seus brinquedos: Gabrielle e Jean, filho do artista, antes de 1910
Pierre-Auguste Renoir (França, 1841-1919)
óleo sobre tela
Trata-se de uma cena em que Gabrielle Renard babá dos filhos de Renoir, e que também serviu de modelo para Renoir, entretém Jean (filho do pintor, que mais tarde se tornou um conhecido diretor de cinema) com brinquedos em cima da mesa: três carneirinhos, um grande galo e uma boneca com roupas camponesas. A criança está claramente se divertindo com a brincadeira.
A tela estava fora do olhos do público desde pintada. Pois veio a leilão em Paris, em perfeitas condições, e foi vendida pela bagatela – considerando-se a obra de Renoir — de €1.45 milhão ($1.68 milhões de dólares) + a percentagem da casa de leilões, ficou em €1.8 milhão ($2 milhões de dólares), ou R$ 10.689.200,00, sinceramente melhor do que um condomínio em Miami, se quiserem saber minha opinião. Mas há gosto para tudo! Um colecionador internacional, que permanece anônimo, a comprou.
Mas quem disse que é uma barganha? Ah, essa é fácil de responder: A obra de Renoir mais cara, vendida em leilão, alcançou os $78.100.000 {setenta e oito milhões e cem mil dólares]. Essa marca foi atingida pela obra Au Moulin de la Galette (1876), em Nova York leiloada pela Sotheby’s em 1990. E mais recentemente a tela Berthe Morisot e sua filha Julie Manet (1894) vendeu por $24.500.000 [vinte quatro milhões e quinhentos mil dólares]. Essa venda aconteceu em 2022, na casa de leilões Christie’s de Nova York.
A cena foi pintada por Renoir, algumas vezes. Essa tela foi dada de presente à pintora Jeanne Baudot, única aluna de Renoir e uma amiga próxima, por volta de 1895. Jeanne era madrinha do menino Jean. A pintora guardou o quadro e seu filho adotivo Jean Griot o herdou e manteve o quadro em seu quarto até morrer, falecendo em 2011.
O museu de l’Orangerie possui um estudo desse quadro em sua coleção. Griot também possuía outra versão dessa cena que vendeu para a National Gallery em Washington DC em 1985.

Bananas Verdes, 1973
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2005)
acrílica sobre tela, 60 x 80 cm
Bananas, 1970
Antonio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)
óleo sobre placa, 23x 64 cm
Sir Somerset A. Gough-Calthorpe, 1918
Philip Connard (Inglaterra, 1875-1968)
óleo
Imperial War Museums, Inglaterra
Reflexão, 1891
Louis Abel-Truchet (França, 1857-1918)
óleo sobre tela
“Os amantes da arte que estão diante de uma pintura ficam olhando, e, mesmo quando desviam o olhar, seus pensamentos estão voltados para a imagem. Cada detalhe lhes interessa; cada forma e cor têm um significado, e eles procuram na imagem um significado humano que possam tentar expressar em palavras, se tiverem inclinação crítica, ou que possam armazenar silenciosamente em seus corações. Aqui toda a atenção vem dos espectadores: eles estão ativamente empenhados em interpretar o que veem, e a sua visualização é, em certa medida, um ato criativo. Eles estão criando o objeto de sua própria percepção, mas também recebendo dele uma visão de repouso.”
Roger Scruton, A cultura importa: Fé e sentimento em um mundo sitiado
Cena urbana no Centro de Florianópolis com a Igreja de São Francisco no fundo, SC, 1976
Matinho de Haro (Brasil, 1907-1985)
óleo sobre eucatex, 48 X 60 cm
“Não tenho nenhum sentimento de culpa acerca dos livros que não li e que talvez nunca lerei; sei que os meus livros têm uma paciência sem limites. Esperarão por mim até ao fim dos meus dias.”
Alberto Manguel, A biblioteca à noite
Henrique IV atravessando o rio Sena, 1816
Etienne-Jean Delécluze (França, 1781-1863)
aquarela, carvão, lápis, etc sobre papel, 20 x 31 cm
Museu Nacional do Château de Pau, França
Henrique IV de França, que governou o país entre 1589 até ser assassinado em 1610, foi também conhecido como Henrique, o Grande, O Bom Rei Henrique, O Galã Verde ou Galante Verde, por suas numerosas amantes e também como Henrique de Navarra. Entre muitas de suas características lembradas através dos séculos, há a de ter sempre uma resposta criativa a questões comuns, muitas vezes respostas bem humorísticas.
Conta-se que uma vez, atravessavam o rio Loire ele e seu amigo o General Crillon, Louis des Balbes de Berton de Crillon, um de seus generais mais próximos. Iam numa canoa. Crillon, notou que o canoeiro era um homem robusto e alto e que tinha cabelos brancos, mas barba muito preta. A certa altura observou em voz alta:
— Esse contraste entre a barba e o cabelo é agradável, mas por que? De onde vem isso?
Sem pestanejar o rei começou a rir e respondeu:
— Por Deus! Que bobagem! A barba é mais jovem! O cabelo é mais velho por pelo menos vinte anos!
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Nota: adaptação de uma poesia em francês de Claude Augé sobre essa fábula real.
Lagoa Santa, MG, 1950
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre madeira, 30 x 44 cm
Marinha, 1989
Antonio Augusto Marx (Brasil, 1919-2008)
óleo sobre tela, 50 x 69 cm