Cadeira de balanço azul, 1914
David Milne (Canadá, 1882-1953)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
Art Gallery de Ontário
Cadeira de balanço azul, 1914
David Milne (Canadá, 1882-1953)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
Art Gallery de Ontário
Leitora
Hélène Beland (Canadá, 1949)
óleo sobre tela, 120 x 120 cm
´
“Para quem se beneficia das indulgências da vida, a obrigação de rigor na consideração da beleza é inegociável. A língua, essa riqueza do homem, e seus usos, essa elaboração da comunidade social, são obras sagradas. Que evoluam com o tempo, se transformem, se esqueçam e renasçam, enquanto, por vezes, sua transgressão torna-se fonte de uma fecundidade maior, nada muda o fato de que, para praticar com elas esse direito ao jogo e à mudança, é necessário, previamente, ter-lhe declarado plena submissão. Os eleitos da sociedade, esses que o destino isenta das servidões que são o quinhão do pobre, têm, portanto, a dupla missão de adorar e respeitar o esplendor da língua. Por último, que uma Sabine Pallière faça mau uso da pontuação é uma blasfêmia tanto mais grave na medida em que, ao mesmo tempo, poetas maravilhosos nascidos em barracos fedorentos ou em subúrbios que parecem lixões têm por ela essa sagrada reverência que é devida à Beleza.”
Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, tradução de Rosa Freire d’Aguiar, São Paulo, Cia das Letras: 2008, p. 117
Nota: Há poucos livros que releio. Precisam ter conteúdo mais denso, ter agradado pelo prazer da escrita, ter ideias que possam ser pensadas, discutidas, conversadas. Fiz neste mês que passou a terceira leitura de A elegância do ouriço e continua, para mim, excelente no contar de uma história e levantar questões por que passamos todos os dias sem nos deter. Recomendo a leitura.
Fazenda da Conceição Aparecida – São Paulo, 2009
Antônio Orleans e Bragança (Brasil, ,1950)
aquarela, 46 x 61 cm
Enseada de Charitas
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre tela, 46 X 75cm.
Paisagem rural, 1919
Arthur Timotheo da Costa (Brasil, 1882-1922)
óleo sobre tela, 35 x 27 cm
Tiffin, 2007
Richard Wathen (Inglaterra, 1972)
óleo sobre tela, 121 x 172 cm
Copos de Leite, 2000
Sergio Bertoni (Brasil, 1924-2019)
óleo sobe tela, 75 x 75 cm
Flores,1955
Bernardino de Souza Pereira (Brasil, 1895-1985)
óleo sobre tela, 48 x 61 cm
O jardim do Hospital Saint Paul, (Folhas caindo),1889
[Saint-Rémy-de-Provence]
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
Museu Van Gogh, Amsterdã
“Dois sons do outono são inconfundíveis… o rápido farfalhar das folhas quebradiças ao longo da rua… pelo vento turbulento e o tagarelar de um bando de gansos em migração.”
Hal Borland (EUA, 1900-1978)
Tradução : Ladyce West
-.-.-
Mercado de flores no bairro da Glória, 1991
Alfredo Lowenstein (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 22 x 27 cm
Moça de Amarelo, 1936
Hilda Campofiorito (Brasil, 1901-1997)
óleo sobre tela,
Museu Nacional de Belas Artes, RJ
“Meio encolhido no seu pijama de pelúcia, com uma manta de lã enrolada no pescoço, era com um certo gosto de tropeiro que oferecia a cara à mordida gelada e úmida do ar do alvorecer. Era bom sentir no côncavo da mão e nos dedos o calor da cuia de chimarrão e mais saboroso ainda chupar a velha bomba que herdara do velho Xisto, reter na boca, meio queimando a língua, o mate escaldante e depois deixar o amargo descer devagarinho, faringe e esôfago abaixo, e ir aquecer-lhe o peito, como um poncho para uso interno. A geada branqueava os telhados. Galos cantavam em quintais próximos e distantes e, como sempre acontecia nessa hora, Tibério pensou nas incontáveis alvoradas de sua vida, na cidade e no campo, e por alguns instantes lhe passaram pela mente as imagens de seu pai, de seus irmãos e de outros amigos mortos que estavam sepultados lá em cima da coxilha e que não podiam mais ver a luz do dia. Essa era a única hora em que às vezes ele pensava na sua própria morte, principalmente agora que tinha entrado na casa dos sessenta.”
Em: Incidente em Antares, Érico Veríssimo, Cia das Letras: 2006, original publicado em 1970. Minha edição Kindle.
Mulher lendo no jardim
Kevin Chedwick (EUA, contemporâneo)
técnica mista sobre tela, 91 x 91 cm
Caquis na fruteira
Bruna Poloni (Itália-Brasil, século XX)
óleo sobre tela, 55 x 73 cm

Fruteira
Francisco Sobral (Sobrall) (Brasil, 1955)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm












