Jacopo Ligozzi: Obra naturalista

30 10 2023

Roedor do deserto

Jacopo Ligozzi (Verona,1547 – 1627)

têmpera sobre papel

Gabinete de Desenhos e Gravuras da Uffizi

 

 

 

Nascido em Verona em uma família de bordadores, Jacopo Ligozzi foi pintor em Trento, Verona e Veneza.  Em 1575 mudou-se definitivamente para a corte de Francesco I em Florença, onde ficou até o fim da vida. 

Ainda que tenha ficado famoso por seus retratos de nobres da corte florentina, Jacopo Ligozzi produziu além das obras a óleo, com um gosto veneziano,  desenhos científicos meticulosos em aquarela e têmpera para Francesco I.

 

 

 

Periquito de colarinho no ramo de ameixeira

Jacopo Ligozzi (Verona 1547-1627)

têmpera sobre papel

Gabinete de Desenhos e Gravuras da Uffizi

 

 

 

Agave americana

Jacopo Ligozzi (Verona, 1547-1627)

Da série de pinturas para Francesco I de Medici

 

 

 

Viuvinha dominicana no ramo de figueira

Jacopo Ligozzi (Verona, 1547-1627)

 

 

 

Rato dos pomares e toupeira

Jacopo Ligozzi (Verona, 1547-1627)

 

 

 

Alfinetes (Centranthus ruber) e um inseto

Jacopo Ligozzi (Verona, 1547-1627)

 

 

 

Marmota com ramo de ameixas, 1605

Jacopo Ligozzi (Verona, 1547-1627)

técnica mista, aquarela, aguada, grafite

NGA, Washington DC





Passeio de domingo: casa de campo, montanha ou costa?

29 10 2023

Pescaria

Carol Kossac, (Ucrânia, 1895-1968)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

 

Caça

Antônio Gomide (Brasil, 1895-1967)

aquarela sobre papel, 13 x 10 cm

 

 

 

 

Quintal

Antonio Ferrigno (Brasil, 1863-1940)

óleo sobre tela, 27 x 44 cm





Pomares de limoeiros na Itália, texto de Barbara Pym

29 10 2023

Coleção cítrica dos Medici, 1715

Espécies de limões e laranjas [DETALHE]

Bartolomeu Bimbi (Itália, 1648-1723)

Óleo sobre tela

Hoje, Palácio Pitti, Florença

 

 

 

“Ianthe ficou aliviada quando a levaram para o seu quarto e a deixaram sozinha para desfazer as malas. Saiu para a varandinha um tanto nervosa, achando que não parecia muito segura,e olhou para baixo para bosques de limoeiros. As árvores eram todas emaranhadas, deixando os frutos quase escondidos, mas Ianthe pode sentir que havia centenas, talvez milhares de limões pendendo entre as folhas. Todos aqueles limões, pensou, a enfermeira Dew diria que eles quase lhe davam arrepios. Para além dos bosques de limoeiros, pode enxergar o mar, o que a reconfortou, pois além do mar ficavam a Inglaterra, a sua casinha, a biblioteca e John.”

 

 

Em: Uma relação imprópria, Barbara Pym, tradução de Isabel Paquet de Araripe, Rio de Janeiro, Editora Record: 1982, p. 143

 

 

 

 





Em casa: Jean-Baptiste Greuze

29 10 2023

A enroladora de lã, 1759

Jean-Baptiste Greuze (França, 1725−1805)

óleo sobre tela, 74 x 61 cm

The Frick Collection, NY

 

 

 

 





Palavras para lembrar: Giorgio Agamben

28 10 2023

Menina

Albert Franck (Holanda, 1899-1973)

óleo sobre tela

 

 

“A escrita seria muito triste se não nos desviássemos nunca dos nossos planos.”

 

 

Giorgio Agamben





Flores para um sábado perfeito!

28 10 2023

Vaso com flores, 1975

Vany Novello (Brasil, 1938)

óleo sobre eucatex, 46 x 38 cm

 

 

 

 

Vaso com flores, 2013

Sou Kit Gom (Brasil, 1973)

acrílica sobre tela, 30 x 24 cm





Rio de Janeiro: entre mar e montanhas

27 10 2023

Campo de Santana

Sérgio Telles (Brasil, 1936-2022)

óleo sobre tela, 54 x 73 cm

 





Imagem de leitura: Alexei Lantsev

25 10 2023

Matisse no Boulevard, 2006

Alexei Lantsev (Rússia, 1970)

técnica mista sobre papel, 61 x 85 cm





“O cachorro do sertão”, texto de Gustavo Barroso

25 10 2023

Rex, 1984

Angelo de Aquino (Brasil, 1952-2007)

técnica mista sobre papel, 56 x 75 cm

 

 

O cachorro do sertão

 

 

Na generalidade os cachorros do sertão são pequenos, ossos à mostra, fulvos, arrepiados, gafeirentos, selvagens e valentes. O seu olhar glauco, melancólico e doce, segue ansiosamente todos os gestos de uma pessoa: estão sempre sob o temor duma pancada, dum mau trato. As suas pituitárias finíssimas sentem o guaximim ao longe; os seus ouvidos atilados percebem o estalar distante dum graveto sob a pata forte do gado, no sombrio recesso das caatingas. São caçadores e pegadores de gado. Ninguém nunca os educou; jamais os ensinaram: fizeram-se por si na selvatiqueza dos matagais espessos, no descampado das várzeas solitárias e tristes.

 

 

[exemplo de descrição de animais]

Texto de Gustavo Barroso (Brasil, 1888-1959)

 

 

Em: Flor do Lácio, [antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 90.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

25 10 2023

Feira livre, 1952

Yvonne Visconti (França-Brasil, 1902-1965)

óleo sobre tela, 63 x 52 cm

 

 

 

Cotidiano da feira

Cláudio Caixeta (Brasil, 1987)

óleo sobre tela, 90 x 130 cm