De livros, Muriel Barbery

15 02 2017

 

 

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Lendo

Guy Cambier (Bélgica, 1923-2008)

óleo sobre tela

 

 

“Quando me angustio, vou para o refúgio. Nenhuma necessidade de viajar; ir juntar-me às esferas de minha memória literária é suficiente. Pois existe distração mais nobre, existe mais distraída companhia, existe mais delicioso transe do que a literatura?”

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 131. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].

 

 





Palavras para lembrar: Henry David Thoreau

14 02 2017

 

 

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Hora da leitura, Vera Dobrinsky, esposa do artista

Isaac Dobrinsky (Polônia, 1891-1973)

óleo sobre tela

 

 

 

“Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.”

 

Henry David Threau





Desejo difícil, mas não impossível

13 02 2017

 

 

 

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Piquenique no vento

Anthea Craigmyle (GB, 1933- 2016)

óleo sobre placa, 18 x 23 cm

 

 

Com atraso de quase dois anos, retomo projeto de leitura começado há algum tempo: ler o que foi listado pela BBC como as 12 melhores obras na literatura britânica neste século. Listas como essa me fascinam. Sei que são tendenciosas.  Mas sou fã dos autores britânicos, então, as listas em que eles são estrelas se tornam mais ou menos um guia para a minha leitura.

Aqui estão:

01 — A fantástica vida breve de Oscar Wao, Junot Diaz (2007) — Abandonei, não gostei.

02 — O mundo conhecido, Edward P. Jones (2003) — comprado

03 — Wolf Hall, Hilary Mantel (2009) — comprado no Kindle, sem leitura

04 — Gilead, Marylinne Robinson (2004)

05 — As correções, Jonathan Franzen (2001)

06 — As incríveis aventuras de Kavalier e Clay, Michael Chabon (2000)

07 — A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (2010)

08 — A longa caminhada de Billy Lynn, Ben Fountain (2012)

09 — Reparação, Ian McEwan (2001) — LIDO em inglês — gostei muito

10 — Meio sol amarelo, Chimmanda Ngozi Adchie (2006) — LIDO — gostei muito, muito

11 — Dentes brancos, Zadie Smith (2000) – Comprado, na prateleira

12 — Middlesex,. Jeffrey Eugenides (2002) — LIDO em inglês

 

Em compensação, já li muitos dos colocados logo abaixo, entre eles:

13. Chimamanda Ngozi Adichie, Americanah, LIDO, gostei
14. WG Sebald, Austerlitz
15. Elena Ferrante, My Brilliant Friend, LIDO, mais ou menos
16. Alan Hollinghurst, The Line of Beauty  LIDO, gostei muito, muito
17. Cormac McCarthy, The Road
18. Zadie Smith, NW
19. Roberto Bolaño, 2666
20. Shirley Hazzard, The Great Fire

 

E você?  Leu algum deles?

 

 

 

 





Imagem de leitura — Franz Wiegele

12 02 2017

 

 

 

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Leitora

Franz Wiegele (Áustria,  1887-1944)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Luigi Mussini

8 02 2017

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Torquato Tasso lendo um poema para Isabela D’Este

Luigi Mussini (Itália, 1813-1888)

óleo sobre tela

Galeria de Arte Moderna, Florença

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Imagem de leitura — Shane Sutton

6 02 2017

 

 

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New York Subway, 2009

Shane Sutton (Irlanda, contemporâneo)

Óleo sobre tela, 100 x 70 cm





Imagem de leitura — Tala Madani

5 02 2017

 

 

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A lição, 2014

Tala Madani (Iran, 1981)

óleo sobre tela, 96 x 62 cm





Imagem de leitura — Neil Hollingsworth

2 02 2017

 

 

neil-hollingsworthhistoria-de-sereias-aquarelaHistória de sereias

Neil Hollingsorth (EUA, 1954)

aquarela





Imagem de leitura — Ileana Cerato

1 02 2017

 

 

ileana-cerato-jpgileana-ceratoargentina-1993sabedoriaSabedoria

Ileana Cerato (Argentina, 1993)

óleo sobre tela





Resenha: “Kitchen” de Banana Yoshimoto

31 01 2017

 

 

alex_gross_3ice-cream-cone-despair-alex-grossSorvete de casquinha ou Desespero

Alex Gross (EUA, 1968)

 

 

Kitchen é o livro que apresentou ao ocidente, em meados da década passada, a escritora Banana Yoshimoto, revelação da moderna literatura japonesa.  Muito sucesso desde então abraçou a autora. O livro foi também minha apresentação ao trabalho dela e assim como outros leitores mundo afora irei ler suas outras obras. Com linguagem clara e delicada Yoshimoto apresenta os difíceis temas da perda, luto e renascimento emocional.

São duas histórias: uma novela (longo conto) e um conto.  Ambos tratam  com empatia as perdas por morte sofridas pelos personagens principais, jovens que se encontram sozinhos no mundo, sem familiares ou sem as pessoas que amam.  Todos acabam encontrando carinho e conforto através fontes inesperadas.  Suas vidas, que começam viradas pelo avesso sem perspectiva de melhores dias, parecendo perdidas em meio a tristeza e sofrimento aos poucos se liberam da decepção e visualizam um horizonte mais feliz, repleto de possibilidades.

 

 

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O estilo da autora é caprichoso.  Ela trata seus personagens, às vezes extravagantes, excêntricos e ocasionalmente exuberantes, com tanta delicadeza e aceitação que a própria estranheza não salta aos olhos.  Ao contrário, é comovente.  A narrativa leve, com jeito despretensioso, permite que sutilezas sejam ressaltadas, e que a vulnerabilidade de cada personagem apareça sem excessos ou melindres.

Banana Yoshimoto me lembra os interiores de casas japonesas onde o minimalismo é eloqüente; o gracioso tem peso e a almejada serenidade encontra expressão.  Não há excessos ainda que seus jovens personagens possam ser impulsivos,  às vezes precipitados.

 

 

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Banana Yoshimoto

 

 

Este é um livro sutil que trata de tópico difícil de maneira clara, delicada, agradável e sóbria.  Excelente leitura para qualquer idade. Vai para a minha lista de leituras para adolescente mais velhos, ou jovens adultos. Não é a toa que é um favorito da Geração X.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

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