Verão 2
Richard van Mensvoort, (Holanda, 1972)
óleo sobre tela, 50×40 cm
Verão 2
Richard van Mensvoort, (Holanda, 1972)
óleo sobre tela, 50×40 cm
Leitora, 1968
Manfred Neumann (Alemanha, 1938)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Retrato de Stella Mary Burdett
Harold Harvey (GB, 1874 – 1941)
óleo sobre tela, 51 x 40 cm
É muito interessante perguntar ao Google quais são os 10 livros mais lidos no mundo. Dependendo da língua que usamos para fazer a pergunta as respostas diferem um pouco. Mas, é claro, há alguns pontos em comum. O mais claro é a leitura da Bíblia, que aparece quase sempre em primeiro lugar. (Estou falando aqui do mundo ocidental)
nº – 10 — O diário de Anne Frank, Anne Frank
nº – 9 — Pense e enriqueça, Napoleon Hill
nº – 8 — E o vento levou, Margaret Mitchel
nº – 7 — Saga do Crepúsculo, Stephenie Meyer
nº – 6 — O código Da Vinci, Dan Brown
nº – 5 — O alquimista, Paulo Coelho
nº – 4 — Senhor dos anéis, Tolkien
nº – 3 — Harry Potter, J. K. Rowling
nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung
nº – 1 — Bíblia
nº – 10 — As mil e uma noites
nº – 9 — A metamorfose, Franz Kafka
nº – 8 — Senhor dos anéis, Tolkien
nº – 7 — O código Da Vinci, Dan Brown
nº – 6 — O alquimista, Paulo Coelho
nº – 5 — O diário de Anne Frank, Anne Frank
nº – 4 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry
nº – 3 — Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez
nº – 2 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes
nº – 1 — Bíblia
nº – 10 — Alice nos país das maravilhas, C. S. Lewis
nº – 9 — O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin
nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry
nº – 7 — O Senhor dos anéis, Tolkien
nº – 6 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens
nº – 5 — Harry Potter, J. K. Rowling
nº – 4 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes
nº – 3 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung
nº – 2 — O Corão
nº – 1 — Bíblia
nº – 10 — O senhor dos anéis, Tolkien
nº – 9 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry
nº – 8 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James
nº – 7 — O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin
nº – 6 — Harry Potter e a pedra filosofal, J. K. Rowling
nº – 5 — O caso dos dez negrinhos, Agatha Christie
nº – 4 — Hobbit, Tolkien
nº – 3 — O jovem Holden [Semeador de centeio], J. D. Salinger
nº – 2 — O alquimista, Paulo Coelho
nº – 1 — O código Da Vinci, Dan Brown
nº – 10 — O senhor dos anéis, Tolkien
nº – 9 — Escotismo para rapazes, Baden Powell
nº – 8 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens
nº – 7 — Trechos selecionados, Mao Tse-tung
nº – 6 — Xinhua Zidian, dicionário do mandarim, Wei Jiangong
nº – 5 — Frases de Mao Tse-Tung, Mao Tse Tung
nº – 4 — Manifesto do partido comunista
nº – 3 — O Corão
nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung
nº – 1 — Bíblia
Não há uma listagem confiável. Aqui a listagem é só de vendas. Cada livraria conta suas vendas. Não há interlocução com bibliotecas para levar em conta livros emprestados, como acontece nos países de língua inglesa, francesa e alemã. Talvez porque haja poucas bibliotecas. Uma pena. A lista que encontrei chega a dar dor… mas vejamos estes são os livros mais vendidos desde 2010. Também não sei o quanto é válida. Os editores não colaboram. Estamos cheios de associações de editores, de intelectuais, etc, mas poucos abrem o jogo. Temos uma tradição muito negativa de não divulgar dados. Conhecimento é poder. E quanto menor a área de poder, parece que mais arraigadas as pessoas ficam ao pouco que sabem. A conclusão é que religião vende.
Lista encontrada no Brasil.
nº – 10 — Kairós, Padre Marcelo
nº – 9 — Philia, Padre Marcelo
nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry
nº – 7 — Jardim secreto, Johanna Basford
nº – 6 — Ansiedade, Augusto Cury
nº – 5 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James
nº – 4 — Ágape, Padre Marcelo
nº – 3 — A culpa é das estrelas, John Green
nº – 2 — Nada a perder 2, Edir Macedo
nº – 1 — Nada a perder 3, Edir Macedo
Moça lendo
Gabriel Picart (Espanha, 1962)
óleo sobre tela
Christophe André
No âmago da biologia
Brian James Dunlop (Austrália, 1938 – 2009)
óleo sobre tela, 54 x 34 cm
Companheiros, c. 1920
Arthr Wardle (GB, 1864-1949)
óleo sobre tela
Menina estudando
Luigi Amato (Itália, 1898 – 1961)
óleo sobre madeira
Menino lendo
Alexandros Christofis (Grécia, 1882-1953)
óleo sobre tela, 36 x 27 cm
Padre lendo
Ferdinand Hodler (Suíça, 1853-1918)
óleo sobre tela, 71 x 51 cm
“O livro nas mãos do padre foi como isca para os olhos de Antonio José Bolívar. Pacientemente, esperou até que o padre, vencido pelo sono, o deixasse cair de um lado.
Era uma biografia de são Francisco, a qual ele examinou furtivamente, sentindo que ao fazê-lo cometia um pequeno roubo.
Juntava as sílabas, e à medida que o fazia, o desejo de compreender tudo o que havia naquelas páginas o levou a repetir a meia voz as palavras capturadas.
O padre despertou e observou, divertido, Antonio José Bolívar com o nariz metido no livro.
— É interessante? — perguntou.
— Desculpe, eminência. Mas eu o vi dormindo, e não quis incomodá-lo.
— Interessa-lhe? — repetiu o padre.
— Parece que fala muito de animais — respondeu timidamente.
— São Francisco amava os animais. Amava todas as criaturas de Deus.
— Eu também gosto deles. À minha maneira. O senhor conhece são Francisco?
— Não. Deus me privou de tal prazer. São Francisco morreu há muitíssimos anos. Quer dizer, deixou a vida terrena e agora vive eternamente junto ao criador.
— Como sabe disso?
— Porque li o livro. É um dos meus preferidos.
O padre enfatizava suas palavras acariciando a rafada brochura. Antonio José Bolívar o olhava enlevado, sentindo a coceira da inveja.
— O senhor leu muitos livros?
— Uma porção. Antes, quando ainda era jovem e meus olhos não se cansavam, devorava toda obra que parasse em minhas mãos.
— Todos os livros tratam de santos?
— Não. No mundo há milhões e milhões de livros. Em todas as línguas, e abrangem todos os temas, inclusive alguns que deveriam estar proibidos aos homens.
Antonio José Bolívar não entendeu aquela censura e continuou com os olhos cravados nas mãos do padre, mãos gorduchas, brancas sobre a brochura escura.
— De que falam os outros livros?
— Já lhe disse. De todos os temas. Há livros de aventuras, de ciência, histórias de seres virtuosos, de técnica, de amor…
O último interessou-lhe. Conhecia do amor aquilo que ouvia nas canções, especialmente nos pasillos cantados por Jurito Jaramillo, cuja voz de guaiaquilenho pobre às vezes escapava de um rádio de pilhas tornando os homens taciturnos. Segundo os pasillos, o amor era como uma picada de um inseto invisível, mas procurado por todos.
— Como são os livros de amor?
— Temo que não possa lhe falar disso. Não li mais que um par.
— Não importa. Como são?
— Bem, contam a história de duas pessoas que se conhecem, se amam e lutam para vencer as dificuldades que os impede de ser felizes. ”
Em: Um velho que lia romances de amor, Luís Sepúlveda, tradução de Josely Vianna Baptista, São Paulo, Editora Ática: 1995, pp 42-43.
Café de Paris
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
óleo sobre tela, 200 x 200 cm