Imagem de leitura — Richard van Mensvoort

9 04 2018

 

Richard van Mensvoort, (Holanda, 1972) Summer 2, Olieverf op doek, 50x40 cmVerão 2

Richard van Mensvoort, (Holanda, 1972)

óleo sobre tela, 50×40 cm





Imagem de leitura — Manfred Neumann

28 02 2018

 

 

Manfred Neumann (alemanha, 1938)leitora, 1968, ost, 80 x 60.www.manfred-neumann-malerei.deLeitora, 1968

Manfred Neumann (Alemanha, 1938)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm

www.manfred-neumann-malerei.de





Os livros mais lidos do mundo!

28 02 2018

 

 

HAROLD HARVEY (BRITISH, 1874-1941) Portrait of Stella Mary Burdett, ost, 51 x 40 cmRetrato de Stella Mary Burdett

Harold Harvey (GB, 1874 – 1941)

óleo sobre tela, 51 x 40 cm

 

 

É muito interessante perguntar ao Google quais são os 10 livros mais lidos no mundo.  Dependendo da língua que usamos para fazer a pergunta as respostas diferem um pouco.  Mas, é claro, há alguns pontos em comum.  O mais claro é a leitura da Bíblia, que aparece quase sempre em primeiro lugar.  (Estou falando aqui do mundo ocidental)

 

Em inglês

 

nº – 10 — O diário de Anne Frank, Anne Frank

nº – 9 — Pense e enriqueça, Napoleon Hill

nº – 8 — E o vento levou, Margaret Mitchel

nº – 7 — Saga do Crepúsculo, Stephenie Meyer

nº – 6 — O código Da Vinci, Dan Brown

nº – 5 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 4 — Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 3 —  Harry Potter,  J. K. Rowling

nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 1 — Bíblia

 

Em espanhol

 

nº – 10 — As mil e uma noites

nº – 9 — A metamorfose, Franz Kafka

nº – 8 — Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 7 — O código Da Vinci, Dan Brown

nº – 6 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 5 — O diário de Anne Frank, Anne Frank

nº – 4 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 3 —  Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez

nº – 2 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes

nº – 1 — Bíblia

 

Em francês

 

nº – 10 — Alice nos país das maravilhas, C. S. Lewis

nº – 9 — O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin

nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 7 —  O Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 6 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens

nº – 5 —  Harry Potter,  J. K. Rowling

nº – 4 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes

nº – 3 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 2 — O Corão

nº – 1 — Bíblia

 

Em italiano

 

nº – 10 — O senhor dos anéis,  Tolkien

nº – 9 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 8 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James

nº – 7 —  O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin

nº – 6 — Harry Potter e a pedra filosofal, J. K. Rowling

nº – 5 —  O caso dos dez negrinhos, Agatha Christie

nº – 4 — Hobbit, Tolkien

nº – 3 — O jovem Holden [Semeador de centeio], J. D. Salinger

nº – 2 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 1 — O código Da Vinci, Dan Brown

 

Na Alemanha

nº – 10 — O senhor dos anéis, Tolkien

nº – 9 — Escotismo para rapazes, Baden Powell

nº – 8 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens

nº – 7 — Trechos selecionados, Mao Tse-tung

nº – 6 — Xinhua Zidian, dicionário do mandarim, Wei Jiangong

nº – 5 — Frases de Mao Tse-Tung, Mao Tse Tung

nº – 4 — Manifesto do partido comunista

nº – 3 — O Corão

nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 1 — Bíblia

 

No Brasil

Não há uma listagem confiável.  Aqui a listagem é só de vendas. Cada livraria conta suas vendas.  Não há interlocução com bibliotecas para levar em conta livros emprestados, como acontece nos países de língua inglesa, francesa e alemã.  Talvez porque haja poucas bibliotecas.  Uma pena.  A lista que encontrei chega a dar dor… mas vejamos estes são os livros mais vendidos desde 2010.  Também não sei o quanto é válida.  Os editores não colaboram.  Estamos cheios de associações de editores, de intelectuais, etc, mas poucos abrem o jogo.  Temos uma tradição muito negativa de não divulgar dados.  Conhecimento é poder.  E quanto menor a área de poder, parece que mais arraigadas as pessoas ficam ao pouco que sabem. A conclusão é que religião vende.

Lista encontrada no Brasil.

 

nº – 10 — Kairós, Padre Marcelo

nº – 9 — Philia, Padre Marcelo

nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 7 — Jardim secreto, Johanna Basford

nº – 6 — Ansiedade, Augusto Cury 

nº – 5 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James

nº – 4 — Ágape, Padre Marcelo

nº – 3 — A culpa é das estrelas, John Green

nº – 2 — Nada a perder 2, Edir Macedo

nº – 1 — Nada a perder 3, Edir Macedo





Palavras para lembrar — Christophe André

26 02 2018

 

 

715 Gabriel Picart (Espanha, 1962) ostMoça lendo

Gabriel Picart (Espanha, 1962)

óleo sobre tela

 

 

 

“Muitos estudos mostram que a leitura de obras de ficção aumenta a capacidade de empatia e de compreensão dos outros, comparada à leitura de não-ficção ou à ausência da leitura.”

 

 

Christophe André

 





Imagem de leitura — Brian James Dunlop

19 02 2018

 

 

 

Brian James DunlopNo âmago da biologia

Brian James Dunlop (Austrália, 1938 – 2009)

óleo sobre tela,  54 x 34 cm





Imagem de leitura — Arthur Wardle

16 02 2018

 

 

 

companions-scottish-terriersCompanheiros, c. 1920

Arthr Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Luigi Amato

15 02 2018

 

 

 

Luigi Amato (1898-1961)Menina estudando

Luigi Amato (Itália, 1898 – 1961)

óleo sobre madeira





Imagem de leitura — Alexandros Christofis

11 02 2018

 

 

Alexandros Christofis (1882-1953) Boy readingMenino lendo

Alexandros Christofis (Grécia, 1882-1953)

óleo sobre tela, 36 x 27 cm





“Os livros de amor”, texto de Luís Sepúlveda

8 02 2018

 

 

 

Ferdinand Hodler - Reading priestPadre lendo

Ferdinand Hodler (Suíça, 1853-1918)

óleo sobre tela, 71 x 51 cm

 

 

“O livro nas mãos do padre foi como isca para os olhos de Antonio José Bolívar. Pacientemente, esperou até que o padre, vencido pelo sono, o deixasse cair de um lado.

Era uma biografia de são Francisco, a qual ele examinou furtivamente, sentindo que ao fazê-lo cometia um pequeno roubo.

Juntava as sílabas, e à medida que o fazia, o desejo de compreender tudo o que havia naquelas páginas o levou a repetir a meia voz as palavras capturadas.

O padre despertou e observou, divertido, Antonio José Bolívar com o nariz metido no livro.

— É interessante? — perguntou.

— Desculpe, eminência.  Mas eu o vi dormindo, e não quis incomodá-lo.

— Interessa-lhe? — repetiu o padre.

— Parece que fala muito de animais — respondeu timidamente.

— São Francisco amava os animais. Amava todas as criaturas de Deus.

— Eu também gosto deles.  À minha maneira. O senhor conhece são Francisco?

— Não.  Deus me privou de tal prazer. São Francisco morreu há muitíssimos anos. Quer dizer, deixou a vida terrena e agora vive eternamente junto ao criador.

— Como sabe disso?

— Porque li o livro. É um dos meus preferidos.

O padre enfatizava suas palavras acariciando a rafada brochura. Antonio José Bolívar o olhava enlevado, sentindo a coceira da inveja.

— O senhor leu muitos livros?

— Uma porção. Antes, quando ainda era jovem e meus olhos não se cansavam, devorava toda obra que parasse em minhas mãos.

— Todos os livros tratam de santos?

— Não. No mundo há milhões e milhões de livros. Em todas as línguas, e abrangem todos os temas, inclusive alguns que deveriam estar proibidos aos homens.

Antonio José Bolívar não entendeu aquela censura e continuou com os olhos cravados nas mãos do padre, mãos gorduchas, brancas sobre a brochura escura.

— De que falam os outros livros?

— Já lhe disse. De todos os temas. Há livros de aventuras, de ciência, histórias de seres virtuosos, de técnica, de amor…

O último interessou-lhe. Conhecia do amor aquilo que ouvia nas canções, especialmente nos pasillos cantados por Jurito Jaramillo, cuja voz de guaiaquilenho pobre às vezes escapava de um rádio de pilhas tornando os homens taciturnos. Segundo os pasillos, o amor era como uma picada de um inseto invisível, mas procurado por todos.

— Como são os livros de amor?

— Temo que não possa lhe falar disso. Não li mais que  um par.

— Não importa. Como são?

— Bem, contam a história de duas pessoas que se conhecem, se amam e lutam para vencer as dificuldades que os impede de ser felizes. ”

 

Em: Um velho que lia romances de amor, Luís Sepúlveda, tradução de Josely Vianna Baptista, São Paulo, Editora Ática: 1995, pp 42-43.

 





Imagem de leitura — Virgílio Dias

7 02 2018

 

 

Virgilio Dias (1956) Café de Paris - 2011 - O.S.T - 200 x 200Café de Paris

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 200 x 200 cm