Imagem de leitura: Graham Dean

16 11 2023

Tela

Graham Dean (Inglaterra, 1951)

técnica mista





Uma amizade em cartas

9 11 2023

Homem Lendo

Antônio Hélio Cabral (Brasil, 1948)

 

 

 

 

Encontrei hoje essa deliciosa passagem no livro de Otto Lara Resende chamado O rio é tão longe: cartas a Fernando Sabino; em que Otto reclama do conto enviado a ele por Sabino.  Há humor, calor humano, camaradagem, puxão de orelha e a magia de uma grande amizade.

 

 

“… deixe-me protestar contra a torpeza de me ter mandado o conto com as páginas todas fora de ordem, o que me foi uma verdadeira calamidade. Eu estava tão burro que li tudo fora de ordem e é verdade que achei meio estranho, mas como grande e estranho é o mundo, fui logo achando deliciosa a sua loucura.

 

Em: O rio é tão longe: cartas aFernando Sabino, Otto Lara Resende,  introduçao de Humberto Werneck, São Paulo, Cia das Letras: 2011, p. 19

 





Palavras para lembrar

7 11 2023

No café

Ian Roberts (Austrália, 1952)

óleo sobre tela, 50 x 50 cm

 

 

 

 

 

“Todo escritor, para escrever claramente, precisa se colocar no lugar do leitor.”

 

 

Jean de La Bruyère (1645-1696)





Imagem de leitura: Francine van Hove

6 11 2023

As esfinges e o dicionário

Francine van Hove (França, 1942)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Alessandro Pomi

31 10 2023

Cenáculo, 1931

Alessandro Pomi (Itália,1890-1976)

óleo sobre tela,

Coleção Banca Popolare FriulAdria.





Palavras para lembrar: Giorgio Agamben

28 10 2023

Menina

Albert Franck (Holanda, 1899-1973)

óleo sobre tela

 

 

“A escrita seria muito triste se não nos desviássemos nunca dos nossos planos.”

 

 

Giorgio Agamben





Imagem de leitura: Alexei Lantsev

25 10 2023

Matisse no Boulevard, 2006

Alexei Lantsev (Rússia, 1970)

técnica mista sobre papel, 61 x 85 cm





Imagem de leitura: Burton Silverman

23 10 2023

Moça no sofá azul

Burton Silverman (EUA, 1928)

aquarela, 25 x 53 cm





Uma sinopse intragável de editora brasileira de prestígio

20 10 2023

Moça de amarelo, 1936

Hilda Campofiorito (Brasil, 1901-1997)

óleo sobre tela

Museu Nacional de Belas Artes, RJ

 

 

 

Foi com grande choque que li esta semana a sinopse do livro Nana, de Émile Zola, publicado pela Editora Civilização Brasileira, nos dias de hoje parte do grupo Grupo Editorial Record, publicado em 2013, com tradução de Marcela Vieira.   ISBN: 978-85-200-1121-8

Nana é um clássico da literatura francesa, uma das grandes obras do escritor Émile Zola.  Esta obra não merece a sinopse escrita e publicada no site da editora, que reproduzo aqui, abaixo.  É um desserviço  aos leitores brasileiros e foge à  minha capacidade de compreensão como uma editora  de peso no Brasil deixa passar essa descrição.    Os grifos são meus.

“Sinopse

Naná é um dos romances mais conhecidos de Émile Zola. A personagem-título é a primeira periguete dos palcos, a grande vagabunda que alcança o maior sucesso na ribalta social, apesar de – ou talvez justamente por – ser desprovida de qualquer talento artístico. Filha de pai alcoólatra e de uma lavadeira, Naná é uma atriz de teatro medíocre, mas com um corpo de Vênus e uma sexualidade à flor da pele. É o tipo perfeito da prostituta de luxo, uma cortesã da alta sociedade francesa dos tempos do Segundo Império que enriquece à custa do comércio carnal.”

 

 

A intenção dessa descrição é uma das coisas que não consigo entender.  Quem aprovou isso?  Era empregado pago pela editora?  Porque evidentemente não sabia o que estava fazendo.  Teve a aprovação de quem?  E por quê?  Coloco abaixo duas outras sinopses do mesmo livro que, estando em domínio público, tem um maior número de edições.

 

Sinopse da Editora Nova Cultural, livro publicado em 2011:

 

“Integrante de um ciclo de vinte romances, Naná descreve a trajetória da filha de uma lavadeira que, corrompida na adolescência, transforma-se na mais poderosa cortesã do Segundo Império francês. Escrito em 1880, provavelmente este seja o romance mais popular de Émile Zola, e um dos perfis de mulher mais explorados pelo cinema e pela literatura.”

 

Sinopse da editora LEBOOKS, aqui abaixo:

 

“Naná é um romance escrito pelo autor naturalista francês, Émile Zola. Finalizado em 1880, Naná é o nono volume da série: “Os Rougon-Macquart” (Les Rougon-Macquart), cujo objetivo era descrever a “História Natural e Social de uma Família sob o Segundo Império”.  Naná, a protagonista título, pode ser considerada uma das primeiras vilãs da literatura, bem como a primeira “Femme Fatale”. Medíocre artista de teatro, mas com um corpo de Vênus e uma sexualidade desequilibrada e vulcânica, ela torna-se o tipo perfeito da prostituta de luxo, uma cortesã da sociedade francesa. Naná é um clássico da literatura e presença constante nas listas das melhores obras literárias, como é caso da famosa coletânea: “1001 Livros para ler antes de morrer”

 

E para contrastar, a sinopse da Editora Bertrand de Portugal, selo Relógio d’Água, edição de 2019

 

“Nana é um dos principais romances de Émile Zola. Nascida no meio operário, filha de um pai alcoólico e de uma lavadeira, Nana precisa de dinheiro para criar o filho que teve aos dezasseis anos de um pai desconhecido. Medíocre artista de teatro, prostitui-se para compor o ordenado ao fim do mês. A sua ascensão social começa com o papel de Vénus, que vai interpretar num teatro parisiense. Não sabe cantar, mas as suas roupas impudicas e a sexualidade intensa atraem os homens e permitem-lhe viver num apartamento luxuoso, onde foi instalada por um rico comerciante de Moscovo.

Nana vai tornar-se um exemplo de prostituta de luxo, da cortesã francesa do Segundo Império. Alcança a riqueza, afirma-se nos meios da aristocracia e da finança, reinando no seu palacete da avenida de Villiers, assumindo a mais completa liberdade entre móveis de laca branca e perfumes perturbadores. É assim que Nana dissipa heranças e mergulha famílias no desespero, exercendo o seu poder sobre os homens, desferindo golpes devastadores numa sociedade corrupta que despreza e de que acabará por ser vítima.”

 

Definitivamente estão trabalhando contra a cultura no Brasil. Quando comparo as sinopse, sinto vergonha do descaso do Grupo Editorial Record para com leitores brasileiros.  Que vergonha”

 

© Ladyce West, Rio de Janeiro, 2023

 





Imagem de leitura: Pablo Picasso

19 10 2023

A leitura, c. 1932

[Retrato de Marie-Therèse]

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

Óleo sobre tela