Imagem de leitura: Monica Castanys

6 02 2024

Para a boa manhã

Monica Castanys (Espanha, 1973)

óleo sobre tela

 





Canção do Dia de Sempre, Mário Quintana

1 02 2024

Moça lendo

Georges D’Espagnat ( França,1870-1950)

óleo sobre tela, 53 x 43 cm

 

 

 

Canção do dia de sempre

 

Mario Quintana

 

 

Tão bom viver dia a dia…

A vida assim, jamais cansa…

 

Viver tão só de momentos

Como estas nuvens no céu…

 

E só ganhar, toda a vida,

Inexperiência… esperança…

 

E a rosa louca dos ventos

Presa à copa do chapéu.

 

Nunca dês um nome a um rio:

Sempre é outro rio a passar.

 

Nada jamais continua,

Tudo vai recomeçar!

 

E sem nenhuma lembrança

Das outras vezes perdidas,

Atiro a rosa do sonho

Nas tuas mãos distraídas…





Imagem de leitura: Laura Sylvia Gosse

30 01 2024

Mrs Alexandra Russell

Laura Sylvia Gosse (Inglaterra, 1881-1968)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm





Sublinhando…

28 01 2024

Tarde preguiçosa

B. Cagri (EUA, contemporanea),

óleo sobre tela

 

 

“Desde pequeno, sempre matei o tempo em bibliotecas. Quando uma criança não tem vontade de voltar para casa, encontra poucos lugares para ir. Lanchonetes e cinemas são locais proibidos para um moleque desacompanhado. Resta-lhe apenas a biblioteca. Você não paga para entrar e ninguém reclama pelo fato de estar sozinho. Pode se sentar numa cadeira e ler todos os livros que quiser. Depois de voltar da escola, eu costumava ir a uma biblioteca municipal existente perto de casa. Era lá que eu passava sozinho muitas horas por dia, mesmo nos feriados. Lendas, romances, biografias ou história, eu devorava tudo que me caía nas mãos. Depois de ler quase todas as histórias infantis, transferi a atenção para as demais seções e passei a ler as obras destinadas aos adultos. Lia todos os livros até a última página, mesmo quando não os entendia direito.”

 

 

Em: Kafka à beira-mar, Haruki Murakami, tradução de Leiko Gotoda, Rio de Janeiro, Editora Objetiva: 2008, p. 45





Imagem de leitura: Henry Fuseli

26 01 2024

Mulher com cachos sentada lendo, c. 1796

Henry Fuseli (Suíça, 1741-1825)

Desenho e aquarela, sobre carvão e traços de giz vermelho, sobre papel,

Zurich Kunsthaus, Zurique





A solidão e sua porta, soneto de Carlos Pena Filho

25 01 2024

Leitora, 1897

Alexandre Louis Marie Charpentier (França, 1856-1909)

Desenho

Museu de Belas Artes de São Francisco

 

 

A Solidão e Sua Porta

 


Carlos Pena Filho


                                                                                             (A Francisco Brennand)

 

 

Quando mais nada resistir que valha

a pena de viver e a dor de amar

E quando nada mais interessar

(nem o torpor do sono que se espalha)

 

Quando pelo desuso da navalha

A barba livremente caminhar

e até Deus em silêncio se afastar

deixando-te sozinho na batalha

 

Arquitetar na sombra a despedida

Deste mundo que te foi contraditório

Lembra-te que afinal te resta a vida

 

Com tudo que é insolvente e provisório

e de que ainda tens uma saída

Entrar no acaso e amar o transitório.





Imagem de leitura: Mary Ferris Kelly

11 01 2024

Moça lendo no escritório

Mary Ferris Kelly (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela





Imagem de leitura: Lucian Freud

6 01 2024

Ib lendo, 1997

[Isabel, filha do artista]

Lucian Freud (GB, 1922 – 2011)

óleo sobre tela, 134 x 158 cm





Imagem de leitura: Gregory Gillespie

4 01 2024

Autorretrato

Gregory Gillespie (EUA, 1936)

óleo sobre placa, 20 × 23 cm





Curiosidade literária

2 01 2024

Garoto lendo

Christiane Kubrick (Alemanha, 1932)

óleo sobre tela

 

 

Jorge Luís Borges (1899-1986) nascido numa família tradicional argentina, foi criado bilíngue em inglês e espanhol e foi educado em casa até os onze anos de idade.  Aos nove anos Traduziu do inglês para o espanhol a obra The Happy Prince, de Oscar Wilde [O príncipe feliz].  Aos doze anos já lia Shakespeare. Aprendeu francês tornando-se fluente na língua. A família, evitando problemas políticos, viveu na Suíça, passando por lá toda a primeira guerra mundial  até  retornar à Argentina em 1921, quando Borges estava com 22 anos. A esta altura Jorge Luís Borges já lia  em alemão, principalmente filosofia.