Mulher com cachos sentada lendo, c. 1796
Henry Fuseli (Suíça, 1741-1825)
Desenho e aquarela, sobre carvão e traços de giz vermelho, sobre papel,
Zurich Kunsthaus, Zurique
Mulher com cachos sentada lendo, c. 1796
Henry Fuseli (Suíça, 1741-1825)
Desenho e aquarela, sobre carvão e traços de giz vermelho, sobre papel,
Zurich Kunsthaus, Zurique
Leitora, 1897
Alexandre Louis Marie Charpentier (França, 1856-1909)
Desenho
Museu de Belas Artes de São Francisco
Carlos Pena Filho
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha)
Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
Arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.
Ib lendo, 1997
[Isabel, filha do artista]
Lucian Freud (GB, 1922 – 2011)
óleo sobre tela, 134 x 158 cm
Garoto lendo
Christiane Kubrick (Alemanha, 1932)
óleo sobre tela
Jorge Luís Borges (1899-1986) nascido numa família tradicional argentina, foi criado bilíngue em inglês e espanhol e foi educado em casa até os onze anos de idade. Aos nove anos Traduziu do inglês para o espanhol a obra The Happy Prince, de Oscar Wilde [O príncipe feliz]. Aos doze anos já lia Shakespeare. Aprendeu francês tornando-se fluente na língua. A família, evitando problemas políticos, viveu na Suíça, passando por lá toda a primeira guerra mundial até retornar à Argentina em 1921, quando Borges estava com 22 anos. A esta altura Jorge Luís Borges já lia em alemão, principalmente filosofia.
Menina lendo, 1954
Tatiana Jablonska (Ucrânia, 1917-2005)
[Tatiana Yablonskaya]
óleo sobre tela
“Todas as memórias do que passei na vida estão isoladas e seladas junto à minha língua materna, de forma inseparável. Quanto mais teimoso o isolamento, mais vívidas se tornam as memórias inesperadas. E o peso delas se torna ainda mais opressor. Assim, no verão passado parecia que, na verdade, o lugar para onde eu estava fugindo não era outra cidade, mas sim o interior de mim mesma.”
Em: O livro branco, Han Kang, tradução de Natália T. M. Okabayashi, São Paulo, Todavia: 2023, p. 21
A jovem e o cão
Pedro Lira (Chile,1845-1912)
óleo sobre tela
Nadar ou escrever? Houve um momento em que o escritor brasileiro Fernando Sabino (1923-2004) considerou esta escolha. Foi campeão de nado sul-americano, aos dezesseis anos, em 1939, nado de costas, tendo treinado no Minas Tênis Clube em Belo Horizonte. As forças da natação e da escrita lutavam pela atenção de Sabino simultaneamente, também em 1939, ficou em segundo lugar na Maratona Nacional de Português e Gramática Histórica, empatando com Hélio Pellegrino (1924-1988). Mas sua adolescência já formava o escritor que conhecemos, pois começou a publicar seus contos aos doze anos, a primeira publicação na revista Argus, publicação da polícia, onde cabia perfeitamente o conto policial que escreveu. E seu primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais (1941) que foi publicado Rio de Janeiro teve a contribuição de alguns contos escritos quando Sabino tinha quatorze anos. Ainda bem que escolheu a escrita!
O divã, 1905
Blaise Vlaho Bukovac (Croácia, 1855-1922)
óleo sobre tela
Jules Renard (1864-1910)