Palavras para lembrar – Louisa May Alcott

5 12 2012

Felix Vallotton, (Suiça 1864-1925) Voltando do mar, 1924,ost, 81 x 100cm

Voltando do mar, 1924

Félix Vallotton (Suiça, 1865 – 1925)

óleo sobre tela,  80 x  100 cm

Musée d’Art et d’Histoire, Genebra, Suíça

“ Quero fazer algo esplêndido…

Algo heroico e maravilhoso que não será esquecido depois da minha morte…

Acho que escreverei livros”.

Louisa May Alcott





Planos de escrita, texto de Plínio Bastos

4 12 2012

Gari Melchers, O sermão, 1886,  ost, [EUA, 1860-1932]

O sermão, 1886

Gari Melchers (EUA, 1860-1932)

óleo sobre tela,  159 x 219 cm

Smithsonian American Art Museum, Washington DC

“ O professor saiu da janela e sentou-se à mesinha onde estavam seus livros.  Abriu o bloco de papel branco; experimentou a caneta tinteiro; desenhou um arremedo de templo grego bem no alto da página.  Primeiro faria um esboço do seu livro, sobre o qual ainda há pouco pensara tanto, anotando as cenas principais, as personagens que iria criar ou reproduzir, as ideias que precisava desenvolver. Mais tarde, quando voltasse para casa, completaria o que estivesse apenas esboçado. O cenário do livro seria Santo Estefânio, cujo nome talvez trocasse, e a história se desenvolveria partindo de um núcleo: seu amor de quarentão pela jovem Madalena, amor que recordaria sua paixão por Lenora, paixão que o faria refluir à sua pequena cidade do nordeste, à Elsie, a protestante, e à sua igrejinha, que ficava de frente para a lagoa enorme de águas tranquilas. Adolescente, rapaz, quarentão, nos meios mais diferentes, o seu amor não variava de estilo, seguia sempre os mesmos caminhos, embora diferisse o objeto do seu amor. E mostraria no livro, sem piedade para consigo mesmo, a constância das situações ridículas em que se enleiava sempre que se apaixonava. A cena da festa de natal na Igreja dos protestantes, o rosto em fogo, sem saber onde colocar as mãos, atento aos movimentos e à expressão do rosto do Pastor, sem ânimo para fugir, as irmãs de Elsie cochichando, contendo o riso, olhando de soslaio em sua direção. E depois a passagem do Pastor, alto e seco, pelo tapete que ia do púlpito à porta de entrada, acompanhado da esposa, Elsie de olhos brilhantes, sorrindo e sem ohar para os lados, as irmãs de cabeça baixa, contendo o riso, e ele sem poder fugir, morrer, não existir, tal como era o seu desejo naquele momento”.

Em: A estrela e o professor, Plínio Bastos, Rio de Janeiro, Liv. Império: 1956.

Plínio Bastos, (Brasil) professor, romancista, poeta e historiador.

Obras:

A vida comercial, 1954

A Estrela e o Professor, romance, 1956

Talvez Alguém se Salve, romance, 1958

Um Crime, romance, 1961

Justiça Triste, romance, 1962

História do Mundo, história, 1960

História do Brasil, história, 1959

As Grandes Mitologias do Mundo, 1959

Galeria de brasileiros ilustres, biografias, 1953





Palavras para lembrar — Ray Bradbury

3 12 2012

Underground
Debaixo da terra

Valerie Ganz (País de Gales, 1936)

gravura

Valerie Ganz

“A leitura está no centro de nossas vidas. A biblioteca é o nosso cérebro. Sem a biblioteca não temos civilização”.

Ray Bradbury





Imagem de leitura — Henrique Nande

3 12 2012

ESTUDANTE, 2007, henrique Nande, Portugal, oleo sobre tela

Estudante no Jardim Gulbenkian, 2007

Henrique Nande (Portugal, 1960)

óleo sobre tela , 50 x 50 cm

Coleção Particular

Henrique Nande

Henrique Nande nasceu em Lisboa em 1960. Fez seus primeiros estudos em Moçambique. É pintor, desenhista de história em quadrinhos, designer.   Inquisitivo já trabalhou com publicidade, desenho animado sem deixar a pintura de lado. Trabalha e reside em Lisboa.





Palavras para lembrar — Arthur Schopenhauer

2 12 2012

Karl Harald Alfred Broge( 1870-1955, Danish)A Young Girl Seated Reading Before The Window

Menina lendo sentada frente à janela, 1914

Karl Harold Alfred Broge( Dinamarca, 1870-1955)

Óleo sobre tela, 54 x 43 cm

Christie’s Auction House

“Comprar livros seria ótimo se também pudéssemos comprar o tempo para os ler”.

Arthur Schopenhauer





Imagem de leitura — Edwin Lord Weeks

30 11 2012

Edwin Lord Weeks-2Arabeslendo no jardim

Dois árabes lendo em pátio, s/d

Edwin Lord Weeks (EUA, 1849-1903)

óleo sobre tela, 46 x 37 cm

Coleção Particular

Edwin Lord Weeks nasceu em Boston em 1849. Filho de abastada família de importadores de chá e especiárias, foi capaz de frequentar as melhores escolas e de participar de uma educação artística de qualidade.  Foi aluno de Léon Bonnat e de Jean-Léon Gerôme em Paris.  Membro da Legião de Honra da França, viajou muito pelo oriente médio, países da Ásia e até mesmo ao Suriname na América do Sul. Publicou um livro de viagens.  Sua temática reflete o encantamento das sociedades  exóticas que conheceu, pintor orientalista.   Faleceu em 1903 depois de uma carreira de sucesso.





Palavras para lembrar — Isaac Asimov

27 11 2012

Hora da leitura no Central Park, 1986

Harold Altman (EUA, 1924-2003)

Litografia

 

“Não acredito na imortalidade; a única maneira que posso esperar ter uma versão disso é através dos meus livros”.

Isaac Asimov

Salvar





Como comecei a amar os livros: Pedro Nava

24 11 2012

Mulher lendo, 2009

Ana Flor Castro Perez (Cuba, contemporânea)

óleo sobre tela

“Minha tia voltava do Sacré-Coeur pelas quatro horas e passava o resto do dia ao piano ou agarrada aos livros. Eu gostava de admirá-la entregue a esses misteres e fascinava-me a capa de uma de suas coleções de romances, parece-me que chamada Horas de Leitura, onde havia uma dorida figura de senhora lendo e destacando seu perfil agudo e o luto de sua roupa,  contra a claridade de uma janela ao fundo. Parecia minha tia e comecei a amar os livros”.

Em: Baú de Ossos: memórias, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, pág. 336.





Imagem de leitura — Charles Bibbs

20 11 2012

Leitora, 1992

Charles Bibbs (EUA, contemporâneo)

técnica mista, 36 x 45 cm

Charles Bibbs nasceu em Harbor City,  na região de Los Angeles, na Califórnia, um de dez irmãos.  Formou-se em administração depois de estudar  na Faculdade Long Beach City e na Universidade do Estado da Califórnia. No entanto sempre se sentiu próximo das artes tendo procurado diversos cursos de arte enquanto se formava em administração.  Inicialmente, trabalhou com imagens em preto e branco, mostrando as influências dos artistas Frank Howell e John Biggers, cujos trabalhos apreciava.  Depois, amadurecendo o estilo, voltou-se para um vocabulário visual que combina as tradições americanas com africanas.  Reside e trabalha em Moreno Valley, na Califórnia.





Palavras para lembrar — Ursula K. Le Guin

19 11 2012

A hora do descanso, 1913

Albert Chealier Tayler (Inglaterra, 1862-1925)

óleo sobre tela

Alfred East Gallery, Kettering Burough County

“Uma história não lida, não é uma história; são pequenas marcas negras na polpa de madeira.  O leitor faz ela ter vida: uma coisa viva, a história”.

Ursula K. Le Guin