Palavras para lembrar — Napoleão Bonaparte

10 01 2014

Catherine Chauloux (França, 1957) a_la_recherche_des_mots In search of lost words.  Oil on canvas, 40x40 cmÀ procura de palavras perdidas, s/d

Cathérine Chauloux (França, 1957)

óleo sobre tela, 40 x 40 cm

www.catherinechauloux.fr

“Mostre-me uma família de leitores, e lhe mostrarei o povo que dirigirá o mundo”.

Napoleão Bonaparte





Imagem de leitura — Louis Emile Pinel de Grandchamp

9 01 2014

Louis emile pinel de Grandchamp-emina souvenir do orienteRecordações do oriente

Louis Emile Pinel de Grandchamp (França, 1831-1894)

óleo sobre tela, 107 x 147cm





Imagem de leitura — Ramón Araujo Armero

7 01 2014

Araujo Armero, Ramón (1957-...)  La lectura II, 2010Leitura II, 2010

Ramón Araujo Armero (Espanha, 1957)

óleo sobre tela, 73 x 92 cm





Listas, metas e o Ano Novo

5 01 2014

Carrie Graber, Cool Chardonnay on a Sunny Patio by Carrie GraberChardonay refrescado no pátio ensolarado II

Carrie Graber (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 35 x 45cm

www.paragonfineart.com


Sou dada a metas.  Elas delineiam a minha vida, mas não sou escrava delas.  Elas simplesmente me ajudam a fazer muitas coisas diferentes, ao mesmo tempo.  Devo a elas a organização à minha volta. É natural, portanto, que a cada ano eu anote detalhes necessários para que algumas metas sejam alcançadas nos 12 meses seguintes. Faço uma lista longa e variada- a deste ano conta com 83 itens — com muitas coisas fáceis de serem cumpridas para me dar incentivo ao longo do ano, quando risco os itens já preenchidos ou descartados. Um exemplo: trocar a lata de lixo.  Quero uma menor.  A que tenho está em perfeitas condições, mas não preciso de tanto espaço…  Há meses que penso em fazer isso, mas como não é essencial, acaba sendo uma compra postergada. Minha lista inclui desde conserto da porta do armário que está emperrando, até objetivos mais abstratos, como averiguar as melhores datas para uma futura (daqui a mais de um ano) aventura de subir as montanhas Atlas no Marrocos no dorso de um burrico.  Aos poucos, no curso do ano, vou me sentindo bem, porque objetivos que pareciam grandes ou numerosos, subdivididos em pequenas frações encontraram uma solução e tocam a vida para frente.  Sou como uma formiga: todo dia uma pequena decisão é tomada e ao final de certo tempo… Bem, ao final de certo tempo tenho uma montanha de resultados. Alguns positivos, outros nem tanto.  Sou o oposto de meu marido, que prefere atacar muitas coisas de uma só vez, e assim se preocupa menos ao longo do ano, naquele ramerrão enfadonho.  Ele juntaria alguns problemas na cozinha e um dia sairia para resolvê-los todos,de uma vez, quando também compraria a nova lata de lixo. Eu ficaria desnorteada com essa atitude. A ansiedade seria minha companheira noturna e me acordaria às 3 da manhã de qualquer noite, preocupada com os 7 a 15 itens necessários na cozinha e como dar conta deles.  Cada qual com sua maneira.  Talvez aí resida o equilíbrio do casamento, o que me afeta não chega a fazer cosquinhas no meu cara metade…

Lilla Cabot Perry , No estúdio,(EUA, 1848-1933), ost, 65 x 81cmNo estúdio, s/d

Lilla Cabot Perry (EUA, 1848-1933)

óleo sobre tela, 65 x 81cm

Tenho duas agendas. Uma de papel — que é a minha vida. Não posso perdê-la.  Ali marco TUDO. E tenho a agenda eletrônica para uso imediato. Datas que não podem ser esquecidas, por exemplo pagamento de condomínio. Quero todos os apitos a que tenho direito nesses quesitos de lembranças das obrigações… Porque não quero perder massa cinza com essas tarefas repetitivas. É na agenda de papel que a lista, às vezes muito maior em comprimento do que a própria agenda é colada, a essa tripa de papel, dobrada e redobrada junto à capa. Assim não a esqueço e vez por outra sou obrigada a ler o que escrevi próximo à virada do ano. É como me lembro dos meus objetivos gerais.

Minhas listas precisam ser mais detalhadas do que: ler mais; ver meus amigos com mais frequência, fazer exercício… Para mim, fazer uma lista assim é o mesmo que não fazer.  Digamos que eu queira ver meus amigos com mais frequência.  Esse é um tema muito geral, para ser colocado no papel.  Começo pensando nos amigos que gostaria de ver.  Mentalmente abro espaço no meu ano para eles.  Lembro que a Mariazinha dá aulas à noite e só pode se encontrar comigo aos sábados de manhã; que não vejo a Chiquinha faz tempos. E assim por diante. Seleciono algumas. Na lista geral um item será: telefonar para Chiquinha, Mariazinha, Joaninha, Juninha, Norminha e Belita. Eventualmente, acabo telefonando para cada uma e marcando um encontro. Mas não faço isso tudo junto.  Cada vez que leio a minha lista de objetivos sou lembrada das amigas, eventualmente será o momento propício para um telefonema. E, como mágica, no fim do ano, em geral terei feito contato com todas as pessoas da lista.

Quando recentemente falei disso para uma amiga, ela achou estranho, que eu estava “agendando contatos que deveriam ser  mais naturais”. Mas isso não tira a naturalidade do meu relacionamento com os meus amigos.  Tenho um amigo com quem me encontro todas as quintas-feiras. O fato de marcarmos o encontro e já anteciparmos o próximo não retira o prazer de estarmos juntos. Não é nem uma questão de todos sermos atarefados. Assim como meu marido tem outras prioridades, também os meus amigos as têm e é natural que os eventos diários nos levem a “esquecer” de telefonar, de marcar uma data para ver fulano. Não ter sido espontâneo não quer dizer que não vale, que é de uma “frieza de emoções incompatíveis com uma amizade”, como ouvi dessa amiga. São maneiras diferentes de encarar as suas necessidades. Delineando-as, com maior precisão encontro um jeito de honrá-las.  Mas cada qual tem sua maneira de levar a sério suas emoções.

E você?  Você faz listas de Ano Novo?





Imagem de leitura — Peder Jacob Marius Knudsen

5 01 2014

Peder Jacob Marius KnudsenJovem lendo na biblioteca, 1873

Peder Jacob Marius Knudsen (Dinamarca, 1868-1944)

óleo sobre tela, 44 x 38cm





Imagem de leitura — Augustus Edwin John

3 01 2014

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Uma hora em Ower, Hampshire, 1914

Augustus Edwin John (Grã-Bretanha, 1878-1961)

óleo sobre tela

Coleção Particular





Diferentes padrões na Wikipedia corfirmam a nossa ignorância

2 01 2014

Alfred Lambart - Juliet, Daughter of Richard H....Juliet, filha de Richard H. Fox de Surrey, 1931

Alfred Lambart (Inglaterra, 1902- 1970)

óleo sobre tela, 137 x 137cm

Laing Art Gallery, Newcastle-upon-Tyne, GB

O terceiro-mundismo das ideias no Brasil é aparente nas entradas da Wikipedia em português.  Muitas das definições e explicações na Wikipedia de assuntos internacionais, de história, literatura, arte, cultura em geral – exceto é claro a cultura televisiva e cinemática, em português, são pobres, falham nos detalhes, na significância do que se está procurando.  Os ensaios traduzidos são cortados e não dão detalhes já existentes em inglês ou em francês, ou em qualquer outra língua.

Não conheço a razão para essa diferença entre os textos em português e os de outras línguas. Mas vou dar o meu palpite.  Como exemplo mostro o que finalmente me irritou o suficiente para alavancar essa postagem:

Imperador Romano Marco Aurélio.

Em português temos aproximadamente uns 10 parágrafos sem qualquer referência às suas famosas Meditações. Na verdade elas não são nem mencionadas no parágrafo sobre influências desse imperador. Em inglês temos acima de 70 (parei de contar em 70) parágrafos, com extensa explicação sobre seu governo, sua contribuição literária, histórica, filosófica. Lendo a enciclopédia em português temos a impressão de que esse imperador não teve grande importância no desenvolvimento do império que tanto defendeu.

Mas, pior ainda, sua influência no destino do pensamento ocidental não é mencionado em português. Sua influência nas artes — no verbete em português — resume-se à estátua no Capitólio que influenciou estátuas equestres na Renascença. Além disso, aprendemos sobre sua influência no cinema. Não sobre sua influência filosófica na arte cinematográfica, mas sua “presença” na indústria, como no  filme de 1964 A queda do Império Romano; no filme Gladiador de 2000 – “ o papel de Marco Aurélio sendo desempenhado por Richard Harris”, e também aprendemos que Marco Aurélio é citado pelo personagem Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, de 1991. A pessoa que escreveu esse verbete da Wikipedia não teve nem a curiosidade de se perguntar o motivo de Hannibal Lecter citar Marco Aurélio.  Se o fizesse talvez tivesse aprendido sobre a obra literária do imperador romano. No entanto, em nenhum momento na descrição da importância de Marco Aurélio fala-se da obra Meditações. A versão em português de suas Meditações que são até hoje estudadas por serem um dos grandes livros sobre liderança, uma obra marcante no desenvolvimento da cultura ocidental tem outro nome.  Meditações de Marco Aurélio, agora são conhecidas em português como O Guia do Imperador, tradução direta do inglês The Emperor’s Handbook.  Mas, espera aí, do inglês? Importante notar que a tradução publicada — nas livrarias no momento —  foi feita do inglês e não do latim.  O latim é uma  língua muito mais próxima à nossa (outro mistério que mostra a nossa pobreza intelectual).  Então temos uma tradução de uma tradução.  Por si só isso  já representa um desvio do original de uma obra considerada excepcional.  Ela constitui a expressão máxima do estoicismo, doutrina grega, trazida para os países do império romano (onde devo lembrar se encontram as raízes culturais brasileiras) pelos historiadores romanos.  Dentre os pensadores estóicos além de Marco Aurélio temos Sêneca, Cleanto, “o estóico”.

Essa diferença de tratamento em verbetes tais como esse limita o horizonte do estudante brasileiro;  a compreensão do cidadão curioso sobre história; dá um tiro no pé na cultura nacional.  Se alguém quisesse, por exemplo, checar a razão do personagem Hannibal Lecter do filme O Silêncio dos Inocentes citar Marco Aurélio,  encontraria a resposta?  Esse desleixo com a informação que chega ao grande público é a expressão clara do preconceito social reinante na nossa terra, retrato da crença de que o “brasileiro que se interessa por isso lê em outra língua”.  Por que?  Por que ser obrigado a ler em outra língua?  É a antiga separação de classes entre os letrados e o iletrados, entre os doutores e o público, os estudantes, os não-iniciados; que educação é coisa para a elite. É essa atitude que mantém até hoje milhões de brasileiros na docilidade da ignorância.  É o retrato preciso da vergonha nacional.





Imagem de leitura — Augustin Rouart

26 12 2013

Augustin Rouart (França, 1907-1997) Criança com anjos, 1949,tempera sobre tela, 64 x 80, museu dos anos 30, parisCriança com anjos, 1949

Augustin Rouart (França, 1907-1997)

têmpera sobre tela, 64 x 80 cm

Museu dos anos 30, Paris





Palavras para lembrar — Walter Cronkite

18 12 2013

David Hettinger, Special book -Um livro importante

David Hettinher (EUA, 1946)

www.davidhettinger.com

“Qualquer que seja o custo das nossas bibliotecas, o preço é barato comparado ao da nação ignorante”.

Walter Cronkite





Imagem de leitura — Géza Vörös

16 12 2013

Vörös, Géza (1897-1957) Woman readingRetrato de Mulher com vaso negro, s/d

Géza Vörös (Hungria, 1897-1957)

óleo sobre tela, 63 x 53 cm

Weschler